Não, não adianta você procurar a 3ª parte dos posts sobre Telefonices aqui neste blog. Acontece que os dois primeiros foram reposts do meu primeiro EEEPA, e o terceiro ainda se encontra lá. Se tiver paciência para esperar, em breve eu reposto aqui. Se não estiver, então só resta passear lá pelo meu antigo endereço, onde ainda se encontram os arquivos dos primórdios de meus tempos de blogueira. Já falei sobre meu antigo celular. Sobre o primeiro telefone lá de casa, quando eu era criança. Sobre as ligações de trote que levávamos. Em outra ocasião, apesar de não ter nomeado o tópico de "Telefonice", narrei a perda de meu celular.
Mas a vida continua, e o assunto sempre rende novos posts.
A história abaixo começa depois de eu solicitar uma mudança de linha para a Telesp. Motivo? A dona antiga da linha havia dado um golpe na praça e volta e meia recebíamos telefonemas de ameaça, aqui em casa. O procedimento seria simples: você ligava para a Telesp. Solicitava a mudança. Após alguns dias, um atendente te retornava a ligação para avisar quando o número da linha seria trocado e qual seria o seu número novo. Mas é claro que, já que Murphy sempre impera nessas horas, tivemos dois probleminhas técnicos nessa mudança que me obrigaram a ligar pra Telesp pleno sábado de manhã...
- Telesp, bom dia. Em que podemos estar ajudando?
- Bom dia. Eu solicitei uma troca de linha. A mudança era pra acontecer na quinta-feira, só foi feita hoje, e ninguém consegue ligar pra cá. Nem no número antigo, nem no novo. Vocês poderiam verificar o que está acontecendo, por favor?
- Um minuto... qual o nome completo do assinante?
Informei o nome do Vagner.
- Qual o antigo número da linha?
Informei o antigo número da linha.
- Qual o novo número da linha?
- E eu vou saber, minha filha???? Se é justamente por isso que eu liguei!!! Sei que o número que DEVERIA SER esse (disse o número), mas foi feita a mudança e ninguém consegue me achar! Você poderia me informar se o número está certo, por favor???
- Desculpe, mas não vou poder estar informando esse número.
- Como não????????
- Não vou poder estar informando porque a pessoa que ligou solicitando essa mudança pediu para não estar informando esse número.
- Sim, mas a pessoa que ligou solicitando essa mudança fui eu!
- Mas nós não podemos estar informando, você vai ter que estar ligando na segunda-feira para o nosso número de informações para estar solicitando que estejam te enviando essa informação.
- PÉRA... então VOCÊS mudam a minha linha num SÁBADO, sendo que era pra ser durante a semana, mudam para um número que EU NÃO SEI QUAL É e me informam que só daqui a DOIS DIAS eu posso descobrir qual é o número da minha linha, porque vocês não podem me informar já que EU MESMA solicitei que não era pra informar pra ninguém??? É ISSO?????
- Sim, infelizmente eu não vou estar podendo fazer nada.
- NÃO VAI ESTAR PODENDO FAZER NADA PORRA NENHUMA!!!! PORQUE SE ESTIVER ACONTECENDO DE EU NÃO ESTAR RECEBENDO ALGUMA LIGAÇÃO DE EMERGÊNCIA PORQUE NINGUÉM SABE O NÚMERO DO MEU PRÓPRIO TELEFONE, EU VOU ESTAR PROCESSANDO VOCÊS!!!!!!!
- Ah, um minuto, que vou estar tentando passar para outro departamento.
Passam-se alguns minutos. E volta uma voz de homem:
- Pois não?
- Olha, é o seguinte: eu gostaria de descobrir qual o telefone da minha própria casa, porque vocês não querem me informar, já que solicitei que o número não constasse da lista, ele era assim (disse o número) e me foi informado que seria mudado para esse... - comecei a dizer o número novo e fui interrompida:
- Ah, é aí que está errado. Não é 44, é 48...
Argh... problema resolvido? Não. Porque, após finalmente descobrir o número novo aqui de casa, ainda restava ligar para toda a minha lista de amigos e parentes para avisar. Ah, eu não sabia ainda, mas COMO fazia falta não existir internet para simplesmente mandar um e-mail...
E quanto à linha nova???? Bem... continua no próximo post.
UPDATE DE 31/03 (respondendo ao comentário da Luma): essa história descrita acima aconteceu em 1900 pré-celulares e identificadores de chamada. Portanto, só dependendo da Telesp, que nem privatizada tinha sido ainda...
sábado, março 29, 2008
sexta-feira, março 14, 2008
MOMENTO FOTOGRÁFICO DA FAMÍLIA EEEPA...
sábado, março 08, 2008
MULHERES DA MINHA FAMÍLIA
Tia Lucília. Irmã de meu bisavô. Esquisita toda a vida, chegava na casa dos outros dizendo: "Estou chegando, mas já estou indo embora. Posso tomar um pouco da sua água?" A bolsa ficava sempre debaixo do seu braço, "para não ter perigo de alguém roubar". E sempre com a etiqueta da loja, porque afinal ela nunca sabia se um dia iria devolver a bolsa ou não. Tia Lucília, nascida ainda no século XIX, se formou professora, em uma época em que poucas mulheres estudavam. E sempre esteve disposta a custear os estudos dos parentes que não tinham condições financeiras para tal.A história da minha família é toda assim, formada de mulheres excêntricas e ao mesmo tempo de fibra. As que foram donas-de-casa, sempre deram retarguada para que a família pudesse crescer, como a minha bisavó Carolina que, apesar de analfabeta (meu trisavô italiano não a deixou aprender a ler para não ter perigo de receber carta de amor), criou muito bem os seus seis filhos, incluindo a minha avó Amélia, que sempre cuidou da administração da casa de meu avô e cantava que Amélia era mulher de verdade. Ou a minha bisavó Núncia, que ajudou a segurar a família quando o marido perdeu toda a fortuna das fazendas de café. Bisavó dos santinhos, tinha um para cada filho, e uma Nossa Senhora que ficou gasta de tanto ser rezada na revolução de 32, quando os três filhos homens foram lutar. Todos voltaram. Essa minha bisavó uma vez deu uma bronca na mamãe por causa de sua minissaia. Segundo ela, estava muito comprida, onde já se viu usar saia na altura do joelho se todo mundo usava mais curta? Ou ainda a minha avó Lucy, de todas a mulher mais organizada que eu vi na vida, que às dez da manhã já estava com a casa toda arrumada e de batom na boca. Ela foi a avó dos provérbios, como "Quem usa, cuida" ou "se você só tiver que falar mal de alguém, então não fale!"
Minha mãe é um capítulo a parte. Eterna moleca, que nos faz rir a qualquer momento. Mulher que para pensar precisa falar antes e troca tudo. Que, quando o meu pai precisou de ajuda, trocou a profissão que exercia pela contabilidade, e aos quase 40 anos voltou pra escola para se formar contadora. Para fazer dupla com ela, só mesmo a minha sogra, Gil, que veio da Bahia aos 16 anos e conseguiu sustentar os três filhos costurando pra fora. Fala o que está pensando, e é dona de uma gargalhada única, que consegue desbancar até a da minha mãe. E, contrariando clichês sobre sogras de filhos, as duas se deram sempre muito bem.
Essas são algumas mulheres que fizeram de mim e de minhas filhas o que somos hoje. Mulheres brasileiras, que lutaram e ainda lutam por um futuro melhor. No dia de hoje, nesse movimento pela valorização da mulher brasileira, o meu primeiro pensamento é para elas...
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O EEEPA hoje está participando do MEME "Pela valorização da Mulher Brasileira", tema proposto pela Meire e pela Lys. Também estarei participando no meu outro blog, o "Cantorias".
domingo, fevereiro 24, 2008
FRASES DE JULIANA ATRAVÉS DOS TEMPOS...
...aos 3 anos:
- Na Páscoa a gente "compa" ovo pro "Coêio", né mamãe???
- Peraí, Juliana. Mas quem é que compra o ovo: a gente ou o coelho?
- A gente, ORA!!! "Coêio" não "compa" ovo!!! "Coêio" não tem mão, ele tem pata só pra pular!!!
- Sabe, pai, aquela casa não teve muita sorte...
- Por quê?
- Porque ela acabou sendo destruída!!!
- Sim! O papai vestiu eles de FRONHA...
BEATRIZ: - Ju, a Vanessa não come as peças?
JULIANA: - Não, Bia, só se você falar que é biscoito!!!!
- MÃÃÃÃE!!!!!! Ônibus Sanfona toca música???
- Mãe, o tigre branco é aquele que não ficou laranja.
- Mãe, hoje a gente fez desenho com carvão na aula de artes, sabe, mas a Catarina teve que trocar o carvão dela porque a gente achou que ia pegar fogo...
Pessoas são bichos que falam, andam. Ia falar que eles pensam também, mas todo mundo pensa e na minha opinião as pessoas são meio burras porque a minha professora disse que o ser humano só usa 1/3 da capacidade do cérebro...
"Os pardais usam a Natureza como banheiro. Já as pombas, preferem usar as nossas cabeças..."
- É que a gente TEVE que fugir, mãe!!!
- COMO, fugir??? De quem????
- Do Mateus da minha classe! É que ele ficou falando que o João Vítor queria ficar comigo.
- E você não quer saber disso, Ju?
- EU NÃO!!! Ainda tenho muito tempo pra pensar nessas coisas, mãe! E além disso, os meninos da minha classe são todos meio assim, sabe?
- Meio assim como?
- Ah... Assim... meio chatos!!!!
Hoje a nossa Juliana está completando 13 anos. A bebezinha se transformou em moça. Companheira e piadista como todos da família. Infelizmente, o seu humor atualmente se tornou mais visual, e ainda não descobri uma forma de transformá-lo em posts... mas, enquanto não monto novas histórias sobre a nossa mais velha, deixo pra ela um grande beijo. TE AMO, QUERIDA!!!!!!!!!!
- Na Páscoa a gente "compa" ovo pro "Coêio", né mamãe???
- Peraí, Juliana. Mas quem é que compra o ovo: a gente ou o coelho?
- A gente, ORA!!! "Coêio" não "compa" ovo!!! "Coêio" não tem mão, ele tem pata só pra pular!!!
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...aos 4 anos (em frente a um terreno baldio):- Sabe, pai, aquela casa não teve muita sorte...
- Por quê?
- Porque ela acabou sendo destruída!!!
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...aos 5 anos, quando perguntaram se ela gostou das capas novas dos sofás da sala:- Sim! O papai vestiu eles de FRONHA...
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...aos 6 anos, montando um quebra-cabeças no quarto com a amiguinha Bia, enquanto a Vanessinha, bebê, anda perto delas:BEATRIZ: - Ju, a Vanessa não come as peças?
JULIANA: - Não, Bia, só se você falar que é biscoito!!!!
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...aos 7 anos:- MÃÃÃÃE!!!!!! Ônibus Sanfona toca música???
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...aos 8 anos (após assistir a um documentário sobre tigres siberianos na TV):- Mãe, o tigre branco é aquele que não ficou laranja.
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...aos 9 anos:- Mãe, hoje a gente fez desenho com carvão na aula de artes, sabe, mas a Catarina teve que trocar o carvão dela porque a gente achou que ia pegar fogo...
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...aos 10 anos:Pessoas são bichos que falam, andam. Ia falar que eles pensam também, mas todo mundo pensa e na minha opinião as pessoas são meio burras porque a minha professora disse que o ser humano só usa 1/3 da capacidade do cérebro...
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...aos 11 anos:"Os pardais usam a Natureza como banheiro. Já as pombas, preferem usar as nossas cabeças..."
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...aos 12 anos (me explicando porque chegou toda ofegante da escola):- É que a gente TEVE que fugir, mãe!!!
- COMO, fugir??? De quem????
- Do Mateus da minha classe! É que ele ficou falando que o João Vítor queria ficar comigo.
- E você não quer saber disso, Ju?
- EU NÃO!!! Ainda tenho muito tempo pra pensar nessas coisas, mãe! E além disso, os meninos da minha classe são todos meio assim, sabe?
- Meio assim como?
- Ah... Assim... meio chatos!!!!
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Hoje a nossa Juliana está completando 13 anos. A bebezinha se transformou em moça. Companheira e piadista como todos da família. Infelizmente, o seu humor atualmente se tornou mais visual, e ainda não descobri uma forma de transformá-lo em posts... mas, enquanto não monto novas histórias sobre a nossa mais velha, deixo pra ela um grande beijo. TE AMO, QUERIDA!!!!!!!!!!
quinta-feira, fevereiro 21, 2008
VÓ AMÉLIA
O post de hoje é uma homenagem à minha avó paterna, que há um ano partiu daqui para ir perder as chaves de São Pedro lá em cima. Porque se há coisa que a Vó Amélia sempre teve mania foi de chave, ela andava com uma coleção pendurada na cintura, e outra maior ainda guardada na gaveta, tanto que brincávamos que ela tinha todas as chaves do portão do céu.
Vovó também era ecologista. E isso bem antes de se falar em ecologia. Ela sempre amou bichos e, quando se mudou para o sítio, no início da década de 70, proibiu a caça lá dentro. E ai se ela achasse alguma arapuca, virava uma fera!!! Quanto à pesca no lago, ela só era permitida fora da época de desova dos peixes e, ainda assim, com um limite de peixes. E isso se enquadrava também aos filhos, claro. Ou mais precisamente ao meu pai, que sempre dava um jeito de pescar mais de um peixe, na época permitida. E como a Vó Amélia sabia disso, sempre que via o papai pegar varas e anzóis, ela dava um jeito de ficar de olho nele, e ele por sua vez tinha que imaginar uma forma nova de burlar a vigilância. A regra era trazer somente um peixe para casa? Tudo bem!!! Ele levava um, e os outros ficavam escondidos em um balde com água, em algum canto obscuro. De madrugada, o balde era contrabandeado para cima da geladeira da cozinha, e ficava lá enquanto o meu pai limpava calmamente o seu peixinho. Lá pelas tantas, a minha avó aparecia:
- Foi esse o que você pescou, Zé?
- Claro, mãe, claro...
- Não pegou mais nenhum???
- EEEEEEEU??? - (cara de anjinho barroco) - Claro que não, mãe, só posso pescar um!!!!
- Hmmmm... isso mesmo... ué, você não está ouvindo um barulho, Zé???
- Barulho????? EU NÃO!!!!
- Como não??? Parece que vem do lado da geladeira, é um barulho de coisa batendo e... - (um dos peixes do balde estrategicamente escondido em cima da geladeira, após se debater MUITO, conseguiu virar o balde com água e tudo, caindo, claro, no pé da minha avó) - ...O QUE QUE É ISSO, ZÉ?????? SEU BANDIIIIIIIDO!!!!!! O que esse peixe estava fazendo em cima da geladeira?
- Não sei, mãe... será que ele foi nadando???
...E nunca mais que o meu pai conseguiu pescar mais de um peixe. Dona Amélia, fiscal oficial do Sítio Três Marias, sempre estava de olho. Tanto perto do lago, como na geladeira!!!
Vovó também era ecologista. E isso bem antes de se falar em ecologia. Ela sempre amou bichos e, quando se mudou para o sítio, no início da década de 70, proibiu a caça lá dentro. E ai se ela achasse alguma arapuca, virava uma fera!!! Quanto à pesca no lago, ela só era permitida fora da época de desova dos peixes e, ainda assim, com um limite de peixes. E isso se enquadrava também aos filhos, claro. Ou mais precisamente ao meu pai, que sempre dava um jeito de pescar mais de um peixe, na época permitida. E como a Vó Amélia sabia disso, sempre que via o papai pegar varas e anzóis, ela dava um jeito de ficar de olho nele, e ele por sua vez tinha que imaginar uma forma nova de burlar a vigilância. A regra era trazer somente um peixe para casa? Tudo bem!!! Ele levava um, e os outros ficavam escondidos em um balde com água, em algum canto obscuro. De madrugada, o balde era contrabandeado para cima da geladeira da cozinha, e ficava lá enquanto o meu pai limpava calmamente o seu peixinho. Lá pelas tantas, a minha avó aparecia:
- Foi esse o que você pescou, Zé?
- Claro, mãe, claro...
- Não pegou mais nenhum???
- EEEEEEEU??? - (cara de anjinho barroco) - Claro que não, mãe, só posso pescar um!!!!
- Hmmmm... isso mesmo... ué, você não está ouvindo um barulho, Zé???
- Barulho????? EU NÃO!!!!
- Como não??? Parece que vem do lado da geladeira, é um barulho de coisa batendo e... - (um dos peixes do balde estrategicamente escondido em cima da geladeira, após se debater MUITO, conseguiu virar o balde com água e tudo, caindo, claro, no pé da minha avó) - ...O QUE QUE É ISSO, ZÉ?????? SEU BANDIIIIIIIDO!!!!!! O que esse peixe estava fazendo em cima da geladeira?
- Não sei, mãe... será que ele foi nadando???
...E nunca mais que o meu pai conseguiu pescar mais de um peixe. Dona Amélia, fiscal oficial do Sítio Três Marias, sempre estava de olho. Tanto perto do lago, como na geladeira!!!
quinta-feira, fevereiro 14, 2008
LUCIANA E OS ESPORTES...
Sabem aquela pessoa completamente descoordenada para qualquer tipo de esporte, incluindo bolinha de gude, peteca ou uma simples corrida? Aquele ser que não consegue conceber como alguém consegue acertar uma bolinha em uma mesa com uma raquetinha e ainda jogar contra uma outra? Aquele ser que pra conseguir jogar uma bola pra frente em uma roda de vôlei precisa virar de costas? Pois é. Era eu. Diria que, como esportista, eu sempre fui uma ótima desenhista. Não sei correr. Não sei andar de patins. Não sei andar de bicicleta. Não sei pular corda. E não foi por falta de tentativa, para alegria e divertimento de amigos e familiares. Até hoje me lembram da cena famosa de eu tentando me equilibrar em cima de oito rodinhas de patins em um parque e berrando:
- Onde que fica o freio desse troooooooooooooooçoooooooooooooooooooo.... (cataploft)
O meu oposto em relação aos esportes sempre foi a minha prima Maria Paula, 19 dias mais velha que eu, que sempre teve jeito para tudo e nunca se conformou de eu não ter jeito pra nada. E foi assim que um belo dia, lá pelos nossos 14 anos, ela cismou de me ensinar a andar de motocicleta:
- Vamos, Lu!!! É facinho!!! Eu vou sentada na garupa da moto e você me leva!
- Hmmmm.... mas você tem certeza, Má???
- Claaaaaaaro! ATÉ VOCÊ consegue.
- Bom, se é assim... mas você sabe que eu...
- LU!!! Vamos!!! É fácil!!! Eu vou sentada na garupa! Vamos, segure o acelerador.
- Onde que é o acelerador?
- É aí onde você está pondo a mão.... não.... nããããããão.... NÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!!
Bom, foi nesse momento que, após andar meio centímetro eu virei a moto (que era daquelas pequeninas, ainda bem) e, num lance de uma completa inteligência, ainda tentei segurar todo o peso com o pé. Derrubei motocicleta e Maria Paula em cima do meu pé. Minha prima só então lembrou-se do detalhe de que, para se aprender a andar numa motocicleta é preciso antes saber se equilibrar em cima de uma bicicleta. Mas até que foi bacana, porque nas três semanas seguintes, quando vinham perguntar na escola por que eu estava com o pé engessado, eu fazia cara de importante e só respondia:
- Acidente de moto...
- Onde que fica o freio desse troooooooooooooooçoooooooooooooooooooo.... (cataploft)
O meu oposto em relação aos esportes sempre foi a minha prima Maria Paula, 19 dias mais velha que eu, que sempre teve jeito para tudo e nunca se conformou de eu não ter jeito pra nada. E foi assim que um belo dia, lá pelos nossos 14 anos, ela cismou de me ensinar a andar de motocicleta:
- Vamos, Lu!!! É facinho!!! Eu vou sentada na garupa da moto e você me leva!
- Hmmmm.... mas você tem certeza, Má???
- Claaaaaaaro! ATÉ VOCÊ consegue.
- Bom, se é assim... mas você sabe que eu...
- LU!!! Vamos!!! É fácil!!! Eu vou sentada na garupa! Vamos, segure o acelerador.
- Onde que é o acelerador?
- É aí onde você está pondo a mão.... não.... nããããããão.... NÃÃÃÃÃOOOOOOOO!!!!
Bom, foi nesse momento que, após andar meio centímetro eu virei a moto (que era daquelas pequeninas, ainda bem) e, num lance de uma completa inteligência, ainda tentei segurar todo o peso com o pé. Derrubei motocicleta e Maria Paula em cima do meu pé. Minha prima só então lembrou-se do detalhe de que, para se aprender a andar numa motocicleta é preciso antes saber se equilibrar em cima de uma bicicleta. Mas até que foi bacana, porque nas três semanas seguintes, quando vinham perguntar na escola por que eu estava com o pé engessado, eu fazia cara de importante e só respondia:
- Acidente de moto...
terça-feira, fevereiro 05, 2008
VANESSA, A SOLÍCITA
CENA: esta que vos escreve está sentada à mesa do computador. Vanessinha se aproxima, toda sorrisos:- Mãe, você quer alguma coisa?
- Agora não, Nê, obrigada.
- Mas você tem CERTEZA?
- Bom, acho que eu tenho, né?
- Mas certeza MEEEEESMO?
- Bom, certeza eu tinha, mas se você faz questão... não quer pegar um copo de água pra mim?
- Claro!!!! - ela vai aos pulos pra cozinha e me volta trazendo a água (graças a Deus dessa vez não aos pulos) - MÃE!!! Se você quiser mais alguma coisa você me avisa???
- Aviso, Vanessa. Mas por que você quer tanto me servir, virou gênio da lâmpada?
- Não, mãe, é que eu estou de chinelo verde.
- Hmmmm?????????????????
- SIM, MÃE!!! Acontece que eu decidi que cada cor de sandália que eu uso aqui no sítio me deixa com um temperamento diferente, sabe? Então... com o verde eu fico elétrica e gosto de ajudar, com o branco eu fico alegre, com o bege eu fico séria e com o da Hello Kitty eu gosto de ler...
Eu JURO que há horas em que eu me pergunto se essa minha filha caçula existe...
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
LINDA E ANTIGA CENA FAMILIAR (repost)
Essa história se passou há quase 60 anos. Já foi contada e recontada e se tornou um clássico em nossa família. Repasso para vocês...Entre a casa do avô de Zé Francisco e a vizinha, onde morava o primo, Zé Carlos, havia um muro alto. A diversão dos meninos era se colocarem cada um de um lado do muro, para jogar bola. Ficavam assim a tarde inteira.
- Joga a bola!!!- gritava Zé Carlos. E o Zé Francisco jogava a bola.
- Cabeceia!!!- gritava o Zé Francisco. E o Zé Carlos cabeceava a a bola.
- Joga a bola!!!- gritava Zé Carlos. E o Zé Francisco jogava a bola.
- Cabeceia!!!- gritava o Zé Francisco. E o Zé Carlos cabeceava a a bola.
- Joga a bola!!!- gritava Zé Carlos. E o Zé Francisco jogava a bola.
- Cabeceia!!!- gritava o Zé Francisco. E o Zé Carlos cabeceava a a bola.
- Joga a bola!!!- gritava Zé Carlos.
- Cabeceia!!!- gritava o Zé Francisco enquanto devolvia um tijolo no lugar da bola.
E por essa razão Zé Carlos tem até hoje a cicatriz no meio da testa e sempre faz questão de lembrar ao primo Zé Francisco, que por acaso é o meu pai, que não se lembra mas com certeza deve ter ficado num belo de um castigo...
quinta-feira, janeiro 24, 2008
Atenção: DICA DE UTILIDADE PÚBLICA

- Lição IMPORTANTÍSSIMA de Culinária do EEEPA:
"SE O SEU FORNO DE MICROONDAS ESTÁ EM TILT, NUNCA, MAS NUNCA AMEACE TROCÁ-LO POR UM NOVO NA FRENTE DO SEU MIXER. ELE PODE SE SOLIDARIZAR E PARAR DE FUNCIONAR TAMBÉM."
* E é por isso que, após 13 longos anos, esta pobre mãe voltará à era de ralar as suas cenouras manualmente... *
-----------------------
- UPDATE DE 25/01:
Comentário postado pela minha mãe no dia de hoje:
"Filha querida, se você tiver me "puxado", daqui para frente vai ter cenoura temperada com sangue do seu dedo. Em quase 39 anos de casada, nunca consegui ralar cenoura sem me machucar.
Boa sorte!!!!!!!"
Digam a verdade: é uma pena que ela seja a única da família que ainda não tem um blog...
domingo, janeiro 13, 2008
HISTÓRIAS DE FAMÍLIA...
Vó Lucy era a mãe da minha mãe. E eu acredito que, se ainda estivesse viva, seria uma blogueira bem ativa, já que sempre gostou de novidades. Tanto que não deixava a mamãe chamá-la de "senhora", dizia que "você" era bem mais carinhoso. Isso tudo no início da década de 50. Uma vez alguém perguntou a ela se esse tipo de tratamento não era desrespeitoso, e a minha avó prontamente respondeu:- Eu não acho... veja bem, eu já ouvi filho dizer: "mãe, a senhora é uma idiota". Então usando o senhora ele foi mais respeitoso???
(por aí acho que dá pra começar a explicar PORQUE a minha família é toda meio assim...)
sexta-feira, janeiro 04, 2008
VANESSA BUCÓLICA
- Mãe!!!! Você prende o meu cabelo??? Eu já trouxe o elástico, viu????Olho para o elástico, verde limão. A Vanessa está com um vestido branco, de flores azuis e vermelhas. E chinelo verde limão no pé:
- O elástico é pra combinar com o seu chinelo, Nessinha???
- Claro, né, mãe??? Sabe, é que como a gente está aqui no sítio, hoje eu resolvi me vestir com as cores da Natureza: verde para as folhas das árvores... branco e vermelho para as flores... azul também pras flores e borboletas, mas também o azul é para as águas dos mares...
- Que mares, Vanessa??? Aqui é sítio, só tem lago e piscina!!!
- Eu sei, né, mãe!!! Mas acontece que mares também são natureza, ORA!!!
sexta-feira, dezembro 28, 2007
HISTORINHA DE NATAL...
Sítio. Nove horas da Noite. Criançada reunida na casa dos meus tios, esperando o Papai Noel, que aparece por essas bandas há quase trinta anos (é claro que as crianças que o esperavam originalmente foram crescendo e tendo filhos, daí a razão de termos a visita do Bom Velhinho até hoje). Toca o sino, ele aparece com o seu tradicional "HOHOHO FELIZ NATAAAAAAAL", o pequeno Luca, de dois anos e meio, cai no choro (coisa tradicional também, só a criança que chora que vai mudando), mas pára de chorar após ganhar o primeiro presente. Isabella, sua irmã de cinco anos, olha o tempo todo, desconfiada. E, assim que Papai Noel vai embora, vem avisar à prima de oito anos, em tom de urgência:- Vanessa... não acredita nessa Papai Noel aí não, viu??? Ele é o meu avô!!!!
======================
NR.- Querem saber mais sobre o primeiro natal com Papai Noel daqui do Sítio??? Então leiam a história no blog do meu pai!!!
--- E UM ÓTIMO 2008 PARA TODOS VOCÊS!!!!!!!!!!! ---
quarta-feira, dezembro 19, 2007
...EEEPA NEWS!!!
Não... não fomos engolidos por uma manada de elefantes. Nem pela bagunça que impera em nossa casa. Nem pelo fantasma daquele regime que eu teria que fazer e não consigo. Fomos engolidos pelo final de ano, mesmo. É estranho. A impressão que dá é que ligaram a rotação da Terra em uma ultra-mega-blaster esteira rolante e a cada mês vão aumentando a velocidade. Janeiro começou calminho. Fevereiro quis acelerar um pouquinho, mas nada muito gritante. Depois veio Março, já todo atarantado porque Abril o estava empurrando, o apressadinho. O mês de Junho, por sua vez, resolveu pular o mês de Maio e de quebra já trouxe logo Setembro, que deu uma piscadela pra mim e avisou que Dezembro já estava por aí e nem metade do que eu precisava fazer durante o ano todo foi feito. E é nesse momento que você se dá conta que precisa ligar o botão do desespero e fazer tudo o que precisa antes que se acumule tudo pra janeiro: trabalhos para anteontem. Arrumação da casa. Comprar roupas que me sirvam, já que a dieta furou. Esticar o orçamento para lembranças de Natal das meninas. Ir à reunião de pais e mestres na escola das meninas e dar um jeito de mudar as leis da física para poder estar em duas salas ao mesmo tempo, etc, etc, etc...Essa tem sido a rotina, nos últimos tempos. Quando chega o final do dia, com o cérebro já em Tilt, não sobra inspiração para escrever neste canto. Mas logo tudo entra nos eixos, novamente!
Enquanto não volto a postar, coloco um pequeno passatampo para vocês:
"JOGO EEEPA DOS SETE OU MAIS ERROS E ONDE ESTÁ O ED???"


-Como funciona:Observe as fotos ao lado. Encontre as diferenças entre as três. Normalmente, seria um Jogo dos Sete Erros, mas a diferença neste aqui é que eles podem ser mais ou menos, fica a critério de quem estiver jogando. O céu é o limite!!!!
Após encontrar as diferenças, você pode também brincar de "Onde está o Ed Wood, o Beagle". Diversão garantida, sem sombra de dúvida!!!!
segunda-feira, novembro 26, 2007
PROVÉRBIO MURPHYANO BY VANESSA:
sábado, novembro 24, 2007
- FILMES...
- Mãe!!!! Que filme você estava assistindo?- Bridget Jones, Vanessa.
- AAAAAAAH... e ele era filme de ação?
- Não, é uma comédia romântica.
- Legal, mãe, então é igual ao filme que eu estou assistindo lá na sala...
- É??? E como é que ele se chama, Nê?
- Eu não sei bem como se chama, mas ele é assim, ó, é sobre um menino que não consegue jogar futebol direito, sabe, e aí ele aprende a dançar e começa a jogar direito.
- Hmmmm... e onde é que aparece a comédia romântica aí?
- Ah, eu não sei, mas deve aparecer em algum lugar, não é????
(sem comentários...)
terça-feira, novembro 13, 2007
MENINAS SOBRECARREGADAS
Sábado. Onze e meia da noite. Depois de um dia de muita TV e brincadeiras, as meninas recolhem toda a bagunça da sala. E segue-se a discussão abaixo:- JUUUUUUU!!!!!! Você não quer apagar a luz da sala??? Estou com os braços carregados...
- Nê, não dá, estou mais carregada ainda. Apaga você.
- Mas por que você não apaga???
- Porque você foi a última que saiu da sala, ué. E por que que EU que tenho que apagar???
- Porque se eu apagar vai ser muito anti-higiênico, Juliana!!!
- VANESSA!!! E desde quando que apagar as luzes é anti-higiênico???
- Desde que você está com o braço todo carregado e precisa apertar o interruptor com A LÍNGUA, ué...
segunda-feira, outubro 22, 2007
- RECEITAS PARA UM CASAMENTO EMOCIONANTE...
- NO CIVIL:Para a coisa ficar bem interessante, convém o noivo tirar carta de motorista quinze dias antes do casamento. E, claro, precisar atravessar a cidade de São Paulo pela primeira vez, levando toda a família no carro junto com ele. Diversão garantida, principalmente se o noivo atrasar mais de meia hora, a noiva pode ficar apavorada achando que ele enfiou o carro em um poste, enquanto o pai e os padrinhos tentam segurar o juiz no cartório (para isso, certifique-se de marcar o casamento no último horário do dia). Depois de o noivo pode chegar verde, e de taxi, por ter rasgado o pneu em um ferro, enquanto tentava estacionar para lembrar o endereço do Cartório...
- NO RELIGIOSO:
Se for um dia bem frio, mesmo estando no final de outubro, melhor!!! A noiva ficará linda saindo do salão do cabeleireiro, maquiada e de véu, grinalda e camisa xadreza.
Para o casamento religioso ter um tempero extra, tenha certeza de que a moça da secretaria se atrapalhou e marcou a data errada, justamente durante a festa anual da igreja. Uma boa época para se descobrir isso é durante o curso de noivos, duas semanas antes e sem possibilidades de adiamento. Isso garantirá que o seu casamento será entre barraquinhas de quermesse, e com a orquestra do Zaccaro tocanto bem na porta da igreja!!!
É claro que o padre deve tirar uma soneca e desaparecer por meia hora (para a noiva -agora já devidamente vestida para a ocasião- ficar lá na porta com todas as crianças olhando pra cara dela). E se, durante o casamento, na hora do "Você Aceita...", ele se atrapalhar e casar a noiva com o sogro, vasos de planta em cima do altar podem ser uma boa escolha para que os padrinhos se escondam para cair na gargalhada.
Terminado o casamento, os noivos não podem se despedir para não correrem o risco de guinchar o carro que os levou à igreja, já que a rua está fechada. A festa no buffet pode ser tranqüila, que ninguém é de ferro, mas é de bom tom o novo casal voltar para casa dirigindo o próprio carro, um voyage velhinho com escapamento furado. Para se lembrar somente então que não entregaram a cama de casal e eles vão ter que se apertar em uma de solteiro, mesmo...
- INDO PARA A LUA DE MEL:
Para arrematar, é muito importante po casal perder o ônibus que os ia levar a Campos do Jordão (porque foi para o lado errado da rodoviária). Assim, eles podem viajar no seguinte, que tem um motorista com peruca preta, que fica pulando bem em frente ao seu banco durante toda a viagem...
- E DEPOIS...
O que, querem mais??? O depois de tudo isso é o feliz casalzinho chegar aos seus treze anos juntos. E poder comemorar e dividir com vocês no dia de hoje...
N.R: Essa história acima foi publicada originalmente em 22/10/04, quando completávamos nosso 10º aniversário de casamento. O que mudou nesses tr~es últimos anos? Nada, além do amor que aumentou cada vez mais!!!
quinta-feira, outubro 18, 2007
QUEM É VIVO SEMPRE APARECE!!!
Sim, estou sumida! Não, o regime não me engoliu, ele está indo, devagarinho... com o agravante que estava pesando uns 95, e não os 90 que eu achava. :-PPA falta de tempo anda grande. Livros para finalizar, corpo que não se adapta mais ao horário de verão... correrias com as filhas, a mais velha ontem foi sozinha ao shopping com as amiguinhas, shows com os jacarés, comercial para creme anti-rugas na TV com moça que nasceu no mesmo ano que eu, enfim... a falta de inspiração para posts decentes anda a mil.
Eu IA colocar um videozinho que eu subi para o youtube outro dia, mas não faço a menor idéia de como fazer uma imagem do youtube aparecer aqui. Então o post de hoje é mais um pedido: alguém me ensina??? POR FAVOOOOOOR????
Ah, parece que finalmente acabou a reforma da vizinha de baixo. UFAAAAAA... e, por enquanto, ela anda quieta. Ou será que se mudou? Sei lá.
O meu pai finalmente aprendeu a mexer com o blog dele, apesar de ainda não conseguir saber colocar links para blogs amigos por lá, tem postado mais que eu.
Bom, as notícias são essas, volto para colocar um texto no próximo dia 22. Enquanto isso, assistam a esse videozinho no youtube e tentem identificar, através das caricaturas aqui do blog, quem é quem!!!
quinta-feira, setembro 20, 2007
Boletim da A.C.N.A. (Associação dos Comilões Nada Anônimos)
Oi!!! Meu nome é Luciana, e estou há três dias e meio sem comer besteiras.(Pausa para os aplausos: EEEEEE!!! CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP)
Meu peso atual? Sei lá. Por volta de 90, acho. Há um ano que não tenho coragem de pisar numa balança. Quanto perdi? Ahhhh... acho que vai um mês para eu ter coragem de saber quanto estou pesando. De qualquer forma, tenho uns 15 quilos até chegar no ponto em que as pessoas olham para você e falam "Ah, mas você não é gorda" (o que significa, em linguagem também delicada: "cheinha"). Sim, porque precisaria muita boa vontade para olhar pra mim no momento e falar: "Ah, você não está gorda". Isso é... talvez se ela me olhasse através daqueles espelhos de parque de diversão que esticam tudo. Bom, deixa pra lá.
É verdade que as piadas em relação ao meu peso andam meio pesadas (sem trocadilho). Mas eu realmente não subo na bicama da Vanessa, de medo de quebrar. E olho duas vezes para saber se vou passar em algum espaço mais apertado. Ou seja, usando as sábias palavras do meu amigo Ayrton Mugnaini, no momento sou a Mulher-Etapa. (Pausa para uma breve explicação para os leirores mais novinhos: há muitos e muitos anos o Cursinho Etapa usava o seguinte slogan em seus comerciais: "Mais de você em você mesmo"). Cheguei ao ponto que, ou descambo de vez, ou tomo um jeito e me reeduco. Reeducação é mais barata. Roupa de gordo é muito cara, vão por mim...
E assim lhes informo que estou resistindo bravamente, apesar dos sonhos eróticos envolvendo barras de chocolate, bolachas recheadas e outros afins. Estou vivendo há quase quatro dias à base de muita salada, muita fruta, chá, água e o resto em doses bem menores. Ainda estou na fase crítica, que em geral dura umas duas semanas. Que é aquela em que você tem que se segurar para não ter recaídas, que geralmente são aquelas em que no desespero você come a primeira coisa que vem pela frente. Mas sou precavida, e deixo cenouras espalhadas pela casa, para essa emergência. A coisa é mais ou menos como já vi um ex-fumante fazer: quando tinha vontade de pegar um cigarro, ele colocava um palito de cenoura na boca. Eu não fumo, mas de qualquer forma a cenoura eu posso comer. Como diz o meu pai, "cenoura faz bem pra vista, afinal você já viu coelho de óculos?"
Bom, este foi o primeiro Boletim da ACNA. Que volta outra vez a qualquer momento. Enquanto isso, continuem na torcida para a minha busca dos 25 quilinhos a menos!!!!
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AAAAAAAH!!! Sei que estou devendo contar para vocês como foi em Brasília, mas só o episódio do aeroporto na ida daria um post de três páginas de blog e ainda não consegui resumir. Mas chego lá. Enquanto isso, se vocês quiserem uma prévia, entrem no post que o meu pai escreveu a respeito em seu post Transporte Aéreo de 5º Mundo em País de 3º Mundo. Apesar de que, só pelo título do Post vocês já podem imaginar como foi...
segunda-feira, setembro 17, 2007
PESO-PESADO
- Ju.... estica a colcha aí perto da cabeceira da cama, por favor?...- Por quê?
- Porque eu não alcanço direito, e é mais fácil para você subir no colchão pra fazer isso...
- Ah, é verdade... se você subir na cama pode quebrar ela, né???????
(.............)
- Mãe!!! Eu resolvi que vou fazer de conta que a minha vida é um conto de fada e todo mundo é príncipe, ou rei, ou rainha. Eu vou ser a princesa e você... quer ser o quê?
- Ahmmm... se você vai ser princesa, Vanessa, então eu vou ser a rainha sua mãe, não é?
- AAAAAAH... não pode!!! Onde já se viu rainha gorda???
- UÉ!?!?! E aí, o que eu vou ser, então???
- Ah... tá bom, TÁ BOM!!!... faz de conta que você é magra, assim você pode ser Rainha..
(.............)
- Lu... o que é aquele nick de "versão 3.7" no seu msn???
- Ué, amor.... é simples: acontece que, a cada ano que passa a gente vai melhorando, não é??? Então neste meu aniversário eu fiz update para a versão 3.7...
- É, você tem razão, lindinha... você é como os programas mais modernos de computador: a cada versão eles vêm mais pesados!!!
(.............)
Por essas e outras que declaro esta segunda-feira como o início da minha re-re-re-re-re-reeducação alimentar. E também como o dia em que inicio a busca à minha versão "irmã magra", que não dá as caras há mais de dois anos por aqui. Desejem-me sorte!!!!
domingo, setembro 02, 2007
- BOLETIM ESPECIAL!!!
...Hmmm... olá...Meu nome é Ed. Ed Wood. Vocês podem me ver nessa foto aí do lado. Eu sou bem bonitão, não é?
Vim aqui a pedido da minha irmã Lu (sim, ela é irmã de um cachorro, acontece que eu sou o caçula lá em casa). Então... a Lu vai estar ausente dos blogs por uns dias porque vai pra Feira do Livro lá de Brasília. Sim. Ela é muito chique. Sim, ela está numa correria doida. Tanto que quase nem aparece lá na casa dos meus pais pra brincar comigo :o(((..... Bom, mas de qualquer forma, ela avisa que para quem estiver em Brasília é favor ir lá ver ela, viu??? O lançamento do livro vai ser dia 7. Maiores informações, aqui, tá?
Ah... enquanto isso, vocês também podem responder à pesquisa que ela deixou lá na barra lateral? RESPONDAM... POR FAVOOOOR!!! É que assim ela me deixa voltar de novo pra escrever mais vezes aqui.
Por enquanto é só. Aubraços e Lambeijos, do Ed Wood, redator interino do ...EEEPA!!!
domingo, agosto 26, 2007
Historinha...
Essa a Vanessa escreveu em março, para o seu blog. Idade, na época: quase 8. - O RATO, O GATO E O CACHORRO -
Era uma vez um rato. O rato tinha medo do gato.
E o gato tinha medo do cachorro.
Um dia, o rato teve uma idéia. A de ficar amigo do cachorro.
E assim...
Nunca mais o rato teve medo do gato.
FIM
quinta-feira, agosto 23, 2007
GANSOS...
- Então, Ju... quando a gente era criança, o seu tio também era arteiro igual à Vanessa...- É, mãe???...
- Sim... ele tinha mania de pegar um dos gansos pela asa, sabe... Acontece que uma vez, em uma das ninhadas, nasceu um filhote que tinha defeito na pata, e aí os outros gansos o expulsaram do grupo.
- Nossa, mãe... que HORRÍVEL!!!
- Pois é... só que aí um dos irmãos resolveu proteger o gansinho doente. Ele também se afastou do bando, e ficou com o outro enquanto ele esteve vivo...
- AAAAH, BOM!!! Ainda bem que pelo menos um dos gansos dessa família teve O BOM SENSO DE AJUDAR, né?!???
... E o pior é que depois a Juliana ainda não entende por que eu caio na gargalhada e não consigo terminar a história que eu estava contando...
quarta-feira, agosto 22, 2007
O BAILARINO
Essa aconteceu no início de agosto. Para quem não sabe ainda, há quatro anos a nossa família se reúne para cantar. Temos um grupinho intitulado Família Jacaré, que é composto pelas pessoas que aparecem ilustradas lá na lateral do blog: Maridão, eu, as meninas e os meus pais. Infelizmente não temos como levar o cachorro em nossas apresentações, mas nos ensaios ele é bem ativo, adora principalmente fazer a sacola do violão de cama, e outras coisinhas assim. Mas outro dia volto ao Ed, porque a história que eu quero contar é outra.Há três sábados, no dia 4 de agosto, fizemos uma apresentação dentro de um evento chamado Mosaico Br, que é uma mostra de artes em geral: música, dança, teatro, pintura, fotografia, etc. Foi num espaço muito bacana lá no prédio da Caixa Econômica, no centro, e fomos os penúltimos a subir no palco. Ou melhor, fomos os últimos a subir, porque depois da gente vinha uma companhia de balé, e como eles precisavam de todo o espaço livre, o palco foi desmontado e colocado bem do nosso lado. E, como havia alguns momentos em que o pessoal precisava usar alguns acessórios ou trocar de roupa, adivinhem onde eles deixavam toda a tralha??? Pois é... bem ali no ex-palco que ficava na nossa frente, já que estávamos sentados bem no cantinho. E, de todo mundo, eu era a que estava mais no canto, então volta e meia ficava sem enxergar o que estava acontecendo, porque os bailarinos, em fila para entrar na apresentação, ficavam bem na minha frente... Mas tudo bem, não é??? Tudo em nome do espetáculo...
Pois bem... entre os bailarinos, havia um que entrou com uns troços meio africanos (conforme tentei reproduzir no desenho aí no início do post) (*). Ele tinha uma peruca de palha e uma calça colorida, largona, que era colocada por cima de uma outra calça branca, que era da cor da roupa do resto da companhia. E, em determinado momento, ele se trocava. Enfim, como eu disse antes, o "camarote" era bem na minha frente, e o bailarino parou lá, de costas para mim, pra se trocar. Tirou a peruca, baixou a calça de cima para ficar só com a branca, mas ele na hora pegou meio errado e, ao invés de baixar uma calça só... bem, baixou as duas, e de repente eu estava olhando para a bunda do rapaz a uns 50 cm da minha cara. E, o que é o pior... maridão viu toda a cena e, enquanto eu ainda estava vermelha, me disse, em meio a risadas:
- Bem, poderia ser pior... ele podia ter baixado a cueca também...
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(*) UPDATE: o bailarino estava vestido de Obaluaê, conforme me foi gentilmente explicado na sessão de comentários pela Yvonne. Obrigada, querida!!!
segunda-feira, agosto 20, 2007
O DIPLOSCÓPIO
Sim!!! Finalmente chegou o dia que você estava esperando!!! Instrumento de tortura??? Dispositivo para visão binocular??? Bem, na verdade quem respondeu uma das duas opções acertou. (a Claudinha disse que era um conjunto de lentes. Também estaria certo, mas como o meu post vai falar sobre outra coisa, então essa opção está descartada. Desculpa, Clau!). Então, vamos lá...DIPLOSCÓPIO -
Aparelho usado para o controle da fusão das imagens na visão binocular. Também apelidado de DOG, ele é usado para tratamento de estrabismo (vesguice) e vista cansada. Como se pode ver na figura 1, há duas placas em cima de uma haste, sendo que há uns furos na primeira. Aí você é obrigado a apoiar esse troço no nariz, conforme a figura 2 aqui ao lado e ficar olhando através desses furos, até o momento em que passa a ver três furos no lugar de dois, e a palavra DOG através deles, conforme a figura 3. Daí o porquê da opção "instrumento de tortura" também ser válida: além de você ficar zuretinha depois de um tempo (veja figura 4), ainda há o mico de ficar na frente de todo mundo segurando esse aparelho no nariz por uns dez minutos.Bom... mas você esperou desde a semana passada para saber sobre o que eu estava falando. (Bem feito, quem mandou não imitar a Ciça e ir procurar lá no Google?) E agora está pensando com os seus botões: mas afinal por que cargas d'água essa doida está falando sobre um diploscópio??? E a doida aqui explica. É que aqui que começa a historinha de hoje e, se você já chegou até aqui, tenha um pouco mais de paciência e leia o resto, ok???
A minha mãe, antes de se juntar nos caminhos contábeis com o meu pai era uma ortoptista. Uma-o-quê??? OR-TOP-TIS-TA. Alguém que trabalha em uma clínica de olhos. Que, por sua vez, é um lugar onde você vai fazer exercício para os olhos, para vista cansada ou estrabismo. Eu adorava ir pra lá nas férias, porque havia todo o tipo de gente para se conhecer, conversar, e na época das aulas, a mamãe sempre vinha com as histórias da época do consultório. Como essa da cliente e o diploscópio. Bem, se uma pessoa segurando um DOG na posição correta já é estranho, imagine então alguém o segurando ao contrário. E a minha mãe entra na sala de exercícios e a mulher está com o aparelho na seguinte posição:
Após um pequeno momento onde a mamãe foi para a sala de espera e teve o inevitável ataque de riso (na frente de clientes que não entenderam nada do que estava acontecendo), ela finalmente se controlou e foi explicar à cliente meio desligada:- Escuta... não é bem assim que se segura, sabe??? Você tem que virar ao contrário.
E a cliente, que era daquele tipo que faaaaaaaaala devagaaaaaaar:
- AAAAAHHH... por isso que eu não estava enxergaaaaando naaaaada... Saaaabe? Eu sou muuuuito distraííída... Outro dia eu disse pro meu marido: "Ô mariiiiiiido... eu acho que tô ficando ceeeega, eu não tô enxergando naaaaada." E ele me falou assim: "Ô mulheeeeeeer... deixa de ser buuuuurra... você não vê que está usando dois óculos???"
(sim, esse caso ficou famoso lá em casa...)
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