domingo, outubro 12, 2008

VOVÔ BARBUDO...

Desde que se mudou para o sítio, Vovô JF volta e meia fica com preguiça de fazer a barba. E foi por isso que, na sexta-feira, ele chegou lá em casa barbudo. A Vanessa já reclamou:

- Vô, por que você não faz a barba?
- Porque eu estou deixando crescer para me candidatar a presidente daqui a dois anos!
- Ué... e pra ser presidente precisa ficar barbudo?
- Claro, Vanessa! O nosso presidente não usa barba?
- Usa sim... mas então, Vô, isso quer dizer que você também vai cortar um mindinho???
- Eu não!!!
- Ah, então pra ser presidente você também não precisa ficar barbudo!!!

Nem preciso dizer que no dia seguinte o Vô JF já estava sem a barba...

sexta-feira, outubro 03, 2008

AAAAAAAHHHH... época de Eleições...

Quem não se emociona? Propaganda Cômica Obrigatória na TV... seres com bandeirinhas e papelotes de candidatos a cada esquina... carros enfeitados até as rodas... alto-falantes berrando nomes e números... mala-direta pedindo voto para algum vereador... telemarketing com gravação de candidato a prefeito te ligando todo dia... enfim, aquela coisa BO-NI-TA que se vê a cada dois anos.

Este ano, até que a coisa está um pouco mais tranqüila. Graças à lei contra poluição sonora aqui de São Paulo, é raro ter que agüentar as musiquinhas que tínhamos que ouvir antes das eleições. É claro, de vez em quando alguém dá uma de sonso e você acaba se deparando em pleno centro da cidade com um carro com uma figura gigante em cima berrando a todos pulmões "Meu nome é Havanir!!!" Ninguém merece...

O pior é aquela sensação de perseguição. Outro dia, estávamos saindo de um lançamento de livro, quando vimos estacionado, a poucos metros de nós, o carro de propaganda do Maurício Borracheiro, candidato a vereador naquela cidade. A foto era daquelas clássicas, com o fulano com um sorriso do tamanho do mundo. Mas o que mais assustava é que, acima da foto clássica do candidato na porta, a cara do próprio Maurício Borracheiro sorria em carne e osso da janela do carro em pose idêntica à foto, olhando fixo para a nossa direção. Tivemos uma crise de pânico: "Ah, meu Deus... é agora que ele vem pedir o nosso voto! E nós nem moramos aqui! Ele está sorrindo! E está olhando pra cá!" Estávamos já para gritar "SOCOOORRO", quando passou por nós a igualmente sorridente esposa do Maurício Borracheiro, por quem ele estava esperando, parado dentro de seu Del Rey. UUUUUFA!!!!

Se há coisa que me dá desespero é topar com alguém pedindo o meu voto. Tenho uma certa fobia a estranhos que me abordam na rua, desde os vendedores de aparelho de massagear na 25 de Março até os entregadores de santinho de boca de urna. Se eu vejo um, fujo. Mas, quando estou no carro, atravessando a cidade e invariavelmente paramos atrás de um fusquinha ou chevete ou brasília-propaganda, sempre de outra cidade, andando a 20 metros por hora, aí já passo pra piada. Tudo para evitar que o Vagner entre na mesma fobia que eu e fuja, já que eu não dirijo.

Foi por esse motivo que outro dia, quando ficamos atrás de uma BMV-Propaganda (para quem não sabe: BMV= Brasília Muito Velha), já começamos a brincar. Pra variar, carro de outra cidade. O nome do candidato, escrito no vidro traseiro da BMV era "PAPA 15". Reproduzo mais ou menos o diálogo que se seguiu:

LUCIANA: -Ué... Será que o candidato papa quinze???
JULIANA: -Ai, eu não ia querer votar em candidato canibal...
LUCIANA: -Não necessariamente, Ju. De repente ele pode papar 15 bombons, 15 tortas...
JULIANA: -Ou 15 melancias, 15 pizzas...
VAGNER: -Eu já acho que não é nada disso. Na verdade, o candidato é o Papa.
JULIANA: -E o Papa pode se candidatar?
VAGNER: -Por que não? Ele já não foi eleito como Papa?
VANESSA: -É, mas nesse caso o número dele está errado.
LUCIANA: -Como assim, Nê?
VANESSA: -Ora, se o candidato é o Papa Bento, então aí não pode escrever Papa 15 e sim Papa 16!!

:-PPPPP ..........................