sábado, outubro 03, 2015

MALITOLA

Em meu perfil do Facebook gosto de exercer o meu lado "criança de 45 anos", "terapia" que me relaxa e me deixa com mais disposição para cuidar de assuntos mais sérios fora da internet. Todo mês de outubro, brinco com fotos antigas e aproveito para contar histórias de minha infância. Apesar de não ter mais ninguém comentando neste meu canto, eu tenho muito carinho por ele. Sendo assim, copiarei aqui as histórias que vou compartilhar lá no Face.

Vamos à primeira, quando eu tinha mais ou menos a idade em que estou nessa foto.

Passei a grande maioria dos finais de semana da minha infância no sítio dos meus avós, em Itatiba. Boa parte da viagem pela Rodovia Anhanguera, com suas duas únicas pistas. Na década de 70 tínhamos bem menos carros que hoje em dia, mas mesmo assim muitas vezes pegávamos um congestionamento enorme.

Eu sempre tive muito problema de enjoo e quando pequena era pior. Tínhamos um pediatra maravilhoso, o Dr.Saldiva que, consultado pela minha mãe, receitou um bom remédio para o meu problema: distração. "Vocês gostam de cantar, não é? A Luciana gosta de música, certo? Cantem durante a viagem que ela não vai enjoar." E assim tínhamos todo um repertório, que passava pelas músicas dos Demônios da Garoa, todas as infantis, "My Bonnie Lies Over the Ocean" e outras coisinhas. Desde que cantássemos sem parar, eu não enjoava. E viajávamos em paz.

Ou quase.

Porque em um determinado fim de tarde, eu lá com meus dois ou três anos, consegui voltar chorando sem parar quase que todo o trajeto Itatiba-São Paulo em uma viagem pra lá de congestionada. Tudo isso porque eu queria que a minha mãe cantasse a "Malitola". É claro que ela não fazia ideia a que música eu estava me referindo e foi tentando todas que sabia. A cada música que ela errava, eu chorava mais alto. Existe uma lei do destino que diz assim: "se em uma viagem pra lá de longa sua filha resolver chorar por conta de uma música que você desconhece, você só descobrirá a bendita música no final de sua viagem." Já havíamos entrado em São Paulo quando a mamãe descobriu. Já em desespero, ela começou:

- Um pobre pelegrino que anda de porta em porta pedindo uma esmola, pelo amor de Deus...
- É essa, mamãe!!! A Malitola!
- Mas onde tem Malitola, Lu?
- Ué, mamãe: um pobe peleguino que anda de póta em póta pedindo "Malitola" pelamôdeDeus.

Porque, pela minha lógica de criança pequena, eu amava a música que era em homenagem à minha prima Maria Paula, ou "MaliPola", como eu conseguia chamá-la.

Para quem ficou com pena de meus pais, anos depois eles foram vingados. Outra lei do destino é que o que aprontamos durante nossa infância será retribuído no futuro, através de filhos, sobrinhos, netos, etc. E nós sofremos em umas duas horas de congestionamento entre o bairro de Vila Olimpia, Zona Sul, e Vila Formosa, Zona Leste, com a nossa filha mais velha chorando a plenos pulmões que queria que nós tocássemos a música dos moços com as pessoas felizes. Que, depois de quebrarmos muito a cabeça, descobrimos que era "Shinny Happy People" do R.E.M.

sexta-feira, outubro 02, 2015

HISTORINHA

Era uma vez uma arca de madeira. Desculpem o trocadilho, mas essa arca de madeira sempre foi pau pra toda obra. Sustentou por anos uma TV Telefunken 26 polegadas. Guardou rascunhos de desenhos e muitas pinturas da minha avó. Depois, vindo pra minha casa, guardou minhas malhas por anos e agora, voltando à sala, guarda cadernos de desenho, LPs e afins.

Pois bem, além da arca de madeira ser pau pra toda obra, seu outro destino sempre foi ter seus cantos roídos por todos os cachorros que tivemos em casa. Não tenho cachorro em meu apartamento. Portanto, quem resolveu assumir a função de roer o que sobra dos cantos de minha arca é Bolívar, meu calopsito arteiro.

Foi assim que ontem á tarde eu afastava meu pestinha amarelo dos cantos da arca enquanto tentava conversar com minha mãe no telefone. Ela, por sua vez, estava tentando que a gata, que estava caçando uma lagartixa, que por sua vez tentava caçar pernilongos, não derrubasse toda a papelada da mesa e o monitor do computador.

Conclusão: o que pode ser considerado doido por alguns é o normal em nossa família.

quarta-feira, setembro 23, 2015

CRIANÇA INFORMATIZADA (HISTÓRIA ANTIGA)

 Minha filha mais velha nasceu em 95. Ou seja: na época de linhas fixas de telefone, em que não havia computadores em toda casa e muito menos celulares e internet. Além da parte de animação, o Vagner trabalhava com ilustração de livro didático e sentia a necassidade de um computador para ajudar a agilizar o processo. Minha avó paterna, que o adorava de paixão, deu um Mac de presente. Junto com o Mac, arrumamos um DVD que era lindinho, chamado "A Festa do Ursinho de Pijama". E tínhamos um horário em que a Ju ficava em nosso colo, apontando com o dedinho em qual bicho ela queria que clicássemos no tal DVD. Ela estava com pouco mais de um ano.

Não demorou muito, e um dia flagramos a Juliana nas pontas dos pés, tentando controlar o mouse para ver se ligava o computador. E achamos que seria melhor ensinar como é que fazia, antes que a menina quebrasse alguma coisa. Com a condição de que poderia brincar com o "ussinho" no "putadô" em períodos curtos, e no colo de algum adulto. E, com isso, acabou me gerando um grande trauma: em uma tarde, com menos de dois anos de idade, ela conseguiu aprender a mexer com o mesmo mouse que eu, aos 25, levei uma semana pra aprender a mexer. Pra quem já nasceu digitando parece engraçado, mas pergunte pra qualquer um que nasceu no período A.I. (Antes de Informática) a dificuldade que era mexer com aquilo. Pra quem mexeu com Excel, então, a loucura de conseguir clicar no canto de uma célula e conseguir transformar o "X magrinho" em "X gordinho".

Mas voltemos à nossa história. Conforme a Ju foi crescendo, já não precisando mais do colo de um adulto para alcançar, a condição de uso, fora o limite de horário, era de que tivesse algum por perto. Sim, o "putadô", na época, ficava na sala e, para alegria de nossa filha, as bancas de jornais começaram a oferecer DVDs com jogos para colorir, e ainda por cima do "Adíneis" (Walt Disney). Ela, então, já tinha uns três anos e pouco e se sentia "A Grande" por saber escrever o próprio nome, ainda mais quando essa mãe que vos escreve a ensinou como procurar as letras no teclado do Mac para digitar antes de começar seus joguinhos.

E foi assim que uma bela tarde, mesmo com horários reduzidos e adultos por perto, o computador ficou sem som. O Vagner conectou cabo, desconectou, ligou, desligou... e nada. Saiu procurando em todo o sistema. E, depois de mais de uma hora, descobriu qual era o problema: no diretório de som, havia uma nova pasta (obviamente sem som), chamada "JULIANA". É claro que nós, meros adultos ignorantes em informática, não fazíamos ideia de como criar uma pasta dentro do diretório de som. E então, perguntamos como que ela havia feito aquilo, e ela prontamente respondeu:

- Ora, mãe! Você não falou que era pra escrever o meu nome sempre quando aparece o "pauzinho" lá no quadrado pra "se escrever"? Então, apareceu o pauzinho e eu "se escrevi" lá!

Sim. Até hoje continuamos sem saber como ela conseguiu a façanha...

quarta-feira, agosto 19, 2015

AH, VELHOS TEMPOS...

Estava eu aqui me lembrando de quando era uma adolescente colegial na década de 80. Volta e meia sobrava um trabalho de alguma matéria pra fazer em cima da hora... Aí à noite era aquela correria. Eu ficava lá na mesa fazendo trocentas pesquisas nas enciclopédias, escrevia em um caderno o que precisava e a minha mãe ajudava datilografando as minhas pesquisas. Torcendo pra não errar alguma palavra porque ainda não tinha branquinho pra corrigir.

Isso tudo porque agora cá estou eu, esperando pacientemente enquanto a minha caçula pesquisa na internet do computador dela, digita no celular e vai me repassando via Facebook o texto do trabalho de Geografia que eu, mãe super solidária, vou digitando no Word para depois passarmos tudo pra slides de Powerpoint. E torcendo para o meu gravador de CD colaborar direito e não me estragar as mídias.

Pois é. O tempo passa, tudo se moderniza. Mas mães, adolescentes e trabalhos feitos em cima da hora continuam os mesmos.

terça-feira, agosto 04, 2015

ENTÃO...


Pense numa doida que aprendeu a assobiar aos 42 anos de idade só para poder ensinar aos seus pássaros porque achava bonitinho. E que graças a isso, dois anos depois, os bichinhos aprenderam tão bem que a acordam todo dia às seis da manhã com dueto de assobios. Todo dia. Incluindo sábados e domingos.

Pois é.

quinta-feira, julho 23, 2015

MOMENTOS

Momentos de satisfação podem facilmente ser substituídos por momentos de nostalgia. Querem saber como?

Momento de satisfação: descobrir que em uma hora e quinze minutos você é capaz de dar 30 voltas ao redor daquela mesma praça onde há 6 meses você mal dava 10 voltas em uma hora.

Momento de nostalgia: lembrar da sua adolescência, quando você sentia dor na batata da perna por virar a noite em baile de carnaval.

quinta-feira, maio 21, 2015

TELEMARKETING

Ontem, por volta de meio-dia...

- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhor Vagner se encontra?
- Não, ele está trabalhando e volta bem tarde.
- Mas a senhora não pode estar passando um número onde eu possa estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele está TRABALHANDO, não tem como ficar atendendo telefonemas.
- Ah, e tem alguma hora em que eu posso estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele entra cedo e sai tarde, e se é sobre conta corrente nem precisa ligar, pois não estamos interessados, obrigada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.

Hoje, por volta de meio-dia...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas não posso falar agora.
- Nem um minutinho? É um assunto de interesse da senhora!
- Olha! Estou aqui preparando o almoço, se eu continuar falando vou queimar tudo.
- Mas tem alguma hora em que eu possa estar voltando a falar com a senhora?
- Não, eu estou atrapalhada, e se é sobre conta-corrente eu NÃO estou interessada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.

Hoje ainda, duas e meia da tarde...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas continuo atrapalhada.
- Mas é só um minuto! Essa ligação vai estar sendo gravada e a senhora só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- Como assim repassando? Do que se trata?
- É um assunto de interesse da senhora. Só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- NÃO! Eu NÃO QUERO que você vá estar repassando para o responsável! Eu NÃO QUERO CARTÃO DE CRÉDITO, NEM POUPANÇA E NEM CONTA EM OUTRO BANCO, NÃO DEU PARA ENTENDER?
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.

Se nos próximos dias vocês, seja onde estiverem, ouvirem alguém gritando muito, sou eu brigando novamente com esse povo do Santander.

É, aparentemente estamos novamente "bem cotados na praça". Droga. :(

quarta-feira, agosto 13, 2014

ESPERANDO O ENVELOPE

Essa aconteceu mês passado, quando eu estava às voltas com um serviço.

O trabalho em si não era difícil, mas o prazo estava bem apertado e ainda por cima envolvia várias pessoas, trabalhando numa espécie de "linha de produção". Ou seja: assim que me chegasse o material, eu precisaria começar imediatamente, para não prejudicar o prazo da parte seguinte que dependia das minhas ilustrações para poder diagramar. Eu por outro lado, dependia de alguns originais para poder fazer os desenhos. Então pedi, por e-mail, que me avisassem assim que eles me fossem enviados, pois há um povo aqui na portaria do prédio que é meio sinistro. Pensando bem,  "sinistra" não é bem a palavra apropriada. Na verdade, aqui há alguns porteiros "pitorescos".

Certa tarde, por volta das quatro e meia, fui avisada que o motoqueiro já estava a caminho da minha casa e, enquanto esperava por ele, aproveitei para ir pesquisando algumas referências que precisaria para o trabalho. Às seis da tarde meu interfone continuava em silêncio, e resolvi ligar para o térreo. Estou trocando os nomes e números mencionados, mas de resto a conversa que se seguiu foi esta:

- Osvaldo, por acaso deixaram um envelope pra mim aí na portaria?
- Peraí, Dona Luciana, deixa eu ver... tem pra Dona Rita do 24... pro Seu Sérgio do 41... pro Seu André do 83... é, acho que não tem nada pra senhora...
- Puxa, mas já faz tempo que saíram pra trazer esse envelope. Será que o rapaz pegou trânsito, então?
- Aaaah... espera um pouco, Dona Luciana... tem pra Dona Lígia do 111... pro Seu Francisco do 123... aaaah... é um envelope que a senhora está esperando?
- Sim, Osvaldo, é um envelope.
- Ah... tem um pra Dona Neide do 152... tem um aqui pra Dona Luciana do 174. Dona Luciana ainda é a senhora, não é?
- Bom, até onde eu me lembro esse ainda é o meu nome.
- Ah, tá, então tem envelope pra senhora, sim.
- Ok, Osvaldo, estou descendo pra pegar.

Detalhe importante: ele trabalha aqui no prédio há pelo menos uns 18 anos.

Concluindo: tive que ficar até quase uma da manhã para poder tirar o atraso...

terça-feira, agosto 05, 2014

HOJE, NO CAFÉ DA MANHÃ...

Como boa adolescente, a Vanessa é movida a videoclipes. Não importa se a música é boa ou ruim, porque sabe como é... daqui a pouco sempre pode passar uma melhor. Para nosso desespero, pois dependendo do que está passando no canal da VH1 fica bem difícil de aguentar. E hoje, na hora do café da manhã, a trilha sonora estava inspirada, a ponto do Vagner dar um ultimato: "se não melhorar nos próximos cinco minutos você vai ter que mudar de canal." A coisa não melhorou, começou a tocar Snoop Dog (que agora "digivouliu" para Snoop Lion).
- Olha... - começou a Juliana - bem que o meu professor falava que era a cara do Snoop Dog. Agora que estou conhecendo que vi que é mesmo, coitado.
- Ué, Ju - disse eu - Mas você não se lembra do filme do Starsky e Hutch? O Snoop Dog trabalhou nele.
- Trabalhou? Não me lembro...
- Não lembra, Ju? - continuou a Vanessa - você viu com a gente, eu me lembro do Snoop Dog. Se bem que, como ator, ele é um bom cant... hã... deixa pra lá!
E depois ela ainda ficou feliz porque o pai quase engasgou com o sanduíche de tanto rir, já que normalmente acontece o inverso em nossas refeições.

sexta-feira, julho 25, 2014

BOA SORTE!

O hábito de desejar "bom trabalho, boa aula, bom passeio" quando acompanho meus familiares até o elevador é tão grande que ao fechar a porta da casa pra minha caçula que saiu para tirar umas cópias de documentos, eu lhe desejei "bom xerox".

quinta-feira, maio 08, 2014

RECEITINHA BÁSICA

Manhã corrida, almoço que precisa sair ao meio-dia. Ideal para se pegar algumas sobras do almoço de ontem na geladeira e transformar em recheio de torta de liquidificador. Quer tentar? Aqui vai a receita e o modo de preparo para a:

TORTA DE LIQUIDIFICADOR MAIS PERFEITA DO MUNDO!!!

Vamos lá...

MATERIAL:

Para a torta: 2 copos de leite, 3 ovos, 1 pacote de sopa de queijo, um copo e meio de farinha de trigo, 2 colheres de sobremesa de fermento em pó. Margarina para untar
Recheio: o que você tiver na geladeira que possa virar um. No caso, vamos usar uma carne moída com ervilha, que já havia sido preparada a mais na intenção de virar recheio de torta.

MODO DE PREPARO PARA A SUA TORTA FICAR PERFEITA:

1- Coloque o forno para esquentar, sem se importar muito com a temperatura, pois há anos que a marcação sumiu.

2- Descubra que os seus copos estão todos perdidos no quarto de suas filhas e use um copo duplo, assim meio a olho, para calcular as medidas. Despeje o leite, a sopa de queijo e os ovos no liquidificador e coloque para bater, enquanto descobre que a farinha de trigo venceu há um mês. Você não tem outra farinha, nem tempo para sair e comprar outro pacote e não ia perder o que já está no liquidificador. Lembre-se de que quando você era criança não existia de data de validade, a farinha está com cara de boa. Junte a farinha vencida, as duas colheres de fermento e largue lá batendo, enquanto você unta um pirex e vai até a sala para tentar entender porque suas calopsitas associam barulho de liquidificador com "banho" e estão se contorcendo inteiras enquanto esperam cair gota de sei-lá-o-quê nelas.

3- Volte para a cozinha e desligue o liquidificador. A massa deve ter ficado com uma consistência tal que só se consegue tirá-la do copo com uma colher de pau. Ponha mais ou menos metade da massa, junte o recheio, cubra com o resto da massa, polvilhe com queijo ralado e coloque no forno, o botão ajustado para mais ou menos 1/3 abaixo do máximo. O tempo de forno é de uns 50 minutos, então ligue o timer do seu micro-ondas para 25 minutos, mas como seu forno é uma droga é preciso abrir e virar na metade do tempo, para que ele doure por igual. Vá fazer outras coisas, não ouça o apito do timer. Importante que seu olfato esteja em dia, pois você vai precisar sentir cheiro de torta assando para se lembrar dela e correr para a cozinha para ver se não queimou. Abra o forno, sua torta provavelmente está bonita por fora mas você tem dúvidas se ela está cozida por dentro. Abaixe o forno para qualquer coisa perto do médio e deixe a torta por mais uns 10 minutos, enquanto você prepara aquela salada que se esqueceu, coloca arroz para esquentar e põe a mesa para o almoço.

4- Retire a torta do fogo. Ela estará crocante por fora, macia por dentro, super saborosa. E, agora que a sua farinha vencida acabou, mesmo parando para anotar todo o passo a passo, provavelmente jamais em sua vida conseguirá fazer outra igual. Sinta muita pena de você ter se esquecido de fotografar sua torta-mais-que-perfeita. Mas fique feliz que suas filhas amaram.

sexta-feira, maio 02, 2014

VANESSA E OS PROVÉRBIOS

- Sabe, mãe, aquele provérbio que diz: "o que a brisa leva embora o vento traz de volta?"
- Sei...
- Pois é. Há umas duas semanas estavam distribuindo uns cupons do Burguer King lá perto da escola, e aí bateu uma brisa e levou embora o que eu ganhei. Estou esse tempo todo esperando que o vento traga meu cupom de volta, mas até agora não fui atendida!

sábado, abril 19, 2014

ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!!!!

Apesar da falta de postagens frequentes, o EEEPA continua um blog muito antenado com o que acontece e preocupado em ensinar aos outros valorosas lições de vida. Por isso mesmo que hoje trazemos, em primeira mão, o lindo, maravilhoso e supremo:

MANUAL DE COMO SE SENTIR UMA PERFEITA ANTA - LIÇÃO EM 10 PASSOS

1º PASSO- planeje uma viagem familiar, em um final de semana;

2º PASSO- avise a toda a sua família que sairá no sábado, às 8 da manhã;

3º PASSO- organize, na véspera, toda a arrumação das malas. Lembre a todos que a viagem será em um Palio, e portanto a bagagem para um final de semana lotará completamente o porta-malas;

4º PASSO- deixe a mesa do café da manhã arrumada, uma coisa a menos para pensar na manhã seguinte e lembre-se de ver com a família se nada foi esquecido;

5º PASSO- ajuste o despertador. Pode ser do celular, da TV, do Rádio-relógio (no último caso, lembre-se de não deixar sintonizado em uma rádio de rock - acordar com um solo de guitarra no último volume pode ser traumatizante, acreditem);

6º PASSO- depois de acordar, certifique-se de que cada um na família faça as tarefas - incluindo tomar café da manhã, lavar a louça e desligar registro de água e aparelhos da tomada, dentro do horário combinado. Oito horas! Tudo em ordem? Pegue as malas e vá para o carro, que você merece;

7º PASSO- carregue todo o porta-malas do carro e derrube as chaves lá dentro, incluindo as de casa;

8º PASSO- pergunte para a sua família se alguém está carregando as chaves de casa para poder entrar e pegar a chave extra do carro;

9º PASSO- após descobrir que as chaves dos seus familiares encontram-se dentro do porta-malas e a única que não está dentro do porta-malas ficou em casa, ande pelo bairro atrás de um chaveiro 24 horas. Como provavelmente todos estarão fechados, por ser feriado, é bom você ter um celular com um acesso razoável à internet, para poder pesquisar algum disponível, que provavelmente lhe cobrará os olhos da cara;

10º PASSO- o chaveiro apareceu, abriu a porta de sua casa e cobrou os olhos da cara, nariz e mais um pouco. Mas isso não importa, pois finalmente você tem a chave extra do carro e pode viajar! Vá, então, para o seu carro e, ao tentar girar a chave descubra que você já havia destrancado a porta antes de carregar o porta-malas e que portanto era só entrar e rebater o banco para poder pegar as chaves do carro sem precisar perder tempo e dinheiro. E... pronto! Se você não se sentir uma anta depois de tudo isso, nada mais o fará!

domingo, março 23, 2014

Ai, ai...

E aí aproveitamos o domingo para ir à COBASI, para procurar uns artigos que eu não estava encontrando aqui por perto. Saindo da loja passamos por uma árvore de copa bem baixa, eu já abaixei a cabeça para não bater nela e o Vagner me perguntou:
- O que você está fazendo? Nós estamos dentro do carro!!!
Nem preciso falar que vou ouvir sobre isso pelo resto da minha vida...

terça-feira, março 11, 2014

ENQUANTO ISSO...

...lá na TV da sala, passava aquele comercial com o Luciano Huck:
- O que a TIM mais quer é oferecer o melhor serviço de telefonia para você.

Comentário da Juliana:
- Imagina então se ela não quisesse!!!

segunda-feira, março 10, 2014

CHEGOU!!!

E, nesta segunda pós-Carnaval, com a tarde só minha, estou lá envolvida com meus trabalhos quando toca o interfone:

- Dona Luciana, chegou aqui uma encomenda para o Senhor Vagner.

Assim, larguei o que estava fazendo e desci até o térreo, tentando (e depois conseguindo) me lembrar do que havia sido encomendado: um novo controle remoto para o portão da garagem, para substituir o antigo que estragou. Como o maridão estava sem tempo para passar na Santa Ifigênia para comprar um, preferiu pesquisar uma loja de lá que vendesse o controle pela internet e que fosse confiável. Encontrou uma loja e encomendou, apesar do valor do Sedex ser quase o mesmo que o do controle, pois o que custava não compensava o tempo e o dinheiro que seriam gastos para ir comprar pessoalmente.

Enfim, quando cheguei à portaria entendi porque o valor do Sedex era quase o mesmo do controle remoto, como vocês podem ver na foto abaixo. Sim, ainda estou rindo. E não, não abri ainda a caixa, pois faço questão de fotografar o Vagner a abrindo à noite.

Tamanho da caixa do Sedex, comparado ao do controle-remoto antigo

--- TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC (onomatopeia de tempo passando porque a postagem de hoje MERECE um update) ---

Quase nove da noite, e finalmente o maridão chega em casa. Nesta altura do campeonato, as filhas também já estavam por aqui, já sabiam do acontecido, esperavam ansiosas pelo pai e, claro, fizeram questão de registrar o momento da abertura da caixa. E, qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que o exagero não era do Sedex, e sim do fabricante do modelo PPA de controles de portões. Como imagens valem mais que mil palavras, as deixo com elas:




.
Afinal, como a própria caixa do modelo PPA anuncia:
Mais confortável e seguro que isso é impossível!

Isso é o que eu chamo de seguir à risca o que se anuncia...

domingo, dezembro 02, 2012

VANESSA E O PLL

Quando comecei este blog, há quase 10 anos, era mãe de duas meninas. Uma, agora, está praticamente entrando na sua vida adulta e a outra está em plena adolescência, com toda a diversão e trabalho que esta fase traz para nós, pais. Como toda adolescente típica, a Vanessa oscila, como um pêndulo, entre a própria individualidade e "se encaixar" nos grupos, o que inclui os modismos. Portanto, se por uma lado ela é louca por "clássicos da música antiga" (em geral rock dos anos 80), por outro ela ama o tal do PLL, como boa parte de suas amigas.

Explico aqui que "PLL" é a sigla para uma série chamada "Pretty Little Liars", ou, na tradução livre que meu marido deu, "Mentirosinhos Bonitinhos". Não queiram que eu explique a série, pois não tive muita paciência para assistir. Só sei que ela é assunto quase constante para nossa filha, que se emociona e torce por tudo o que acontece. Outro dia, por exemplo, eu estava trabalhando e ela entrou aqui no quarto, desesperada:

- MÃE!!! Aconteceu o pior! Um dos meus maridos é do mal...

Ah sim, como toda típica adolsecente, a Vanessa tem uma lista de "maridos", em geral atores ou músicos que ela acha interessantes.  E, como típico pai de adolescente, sempre que pode, o Vagner adora deixar a filha brava, seja falando mal de algum de seus "genros" ou da tal PLL.

Hoje, novamente, ele teve essa oportunidade. Estávamos vendo um programa na TV e, no comercial, passou uma chamada para "uma série com cara de novela" (na descrição da própria emissora).

- Série com cara de novela... Isso tem muita cara de PLL. - já provocou o Vagner.
- Ah, não, pai! PLL é MUITO melhor!
- Então essa série deve ser muito ruim.
- EEEEEEEI!!! PAAAAI!!! Não fala mal de MINHA PLL, ela é maravilhosa, ela é linda!
- Maravilhosa pra quem?
- Pra garotas de 13 anos, ué!!!!

Pra variar, ela deixou o Vagner sem resposta. E eu só me lembrei de quando tinha 13 anos e era apaixonada pelo Menudo, e de uma noite no sítio em que o meu pai escondeu algumas revistas minhas e da minha prima e disse que tinha colocado fogo porque ia fazer uma procissão pra jogar as cinzas do Menudo no lago...

Sim, meu pai um dia também foi um típico pai de adolescente...

sábado, dezembro 01, 2012

GRANDES NOTÍCIAS!!!

A princípio, era uma leve desconfiança, pois sentia muita tontura e às vezes me incomodava um pouco o estômago. Ainda mais que, apesar de não comentar com muitas pessoas, já fazia mais de um ano que estava tentando. Nos últimos dias eu fui percebendo as mudanças e estava quase certa, mas agora confirmei e posso contar para vocês: 

Finalmente consegui me adaptar aos famigerados óculos de leitura!!! Vocês não imaginam a alegria que é poder desenhar conseguindo ver tudo o que estou fazendo e, o melhor, sem ficar depois dias de cama com os olhos doendo. Posso voltar à minha vida normal!!!

E agora que rabiscar voltou a ser um prazer e não um desconforto pra mim, toca voltar a estudar para recuperar o que perdi de traço nesse tempo todo.

Só um porém: agora que me adaptei às lentes tenho que me lembrar de algo muito, mas MUITO inportante: não tentar olhar para as andorinhas que passam voando pela minha janela toda tarde usando os óculos errados. Acreditem. A sensação não é muito boa. MESMO.

E... sim, esperem por mais posts por aqui, pois meu humor também voltou.

sábado, agosto 25, 2012

LISTA DE OBJETOS ENCONTRADOS NA GAVETA DO MEU CRIADO-MUDO

- ítens de cabelo que não tive paciência para contar (elásticos, fivelas, grampos, etc.);
- 1 munhequeira;
- 1 pulseira de maternidade (que usei quando a Vanessa nasceu, há 13 anos e pouquinho);
- 2 terços;
- 2 lapiseiras;
- 1 caneta bic azul (a que sempre procuro e nunca acho quando preciso);
- 8 marcadores para livro;
- 10 jogos em branco para Mega-Sena;
- 1 papel contendo os números da sorte do meu Vô para a Quina da Loto (que saíram da única vez que ele não jogou, quem sabe damos mais sorte? Só lembrar de jogar, claro);
- 1 bateria de alguma coisa (que preciso levar pra jogar em alguma lixeira apropriada);
- 1 caixa de remédio de regime, validade vencida (que também precisa ser descartada no local certo);
- 1mp3 (quebrado);
- 3 fones de ouvido (estado indeterminado);
- 4 rolos de filme para revelar (existe ainda algum local que revele?);
- 2 braçadeiras para violão e 1 para guitarra (comprada por engano);
- 3 cartões de banco (vencidos há alguns anos);
- 1 cartão da academia (que não frequento há mais de um ano);
- 1 conjunto de chaves da casa do meu irmão;
- 1 chave tetra de não sei onde;
- 1 chave de quarto do hotel em Las Vegas onde minha avó esteve hospedada em 1981;
- 1 estojo contendo os meus óculos escuros sem grau e que não uso porque posso tropeçar por aí;
- 1 total de R$ 17,97 em moedas soltas;
- 1 moeda antiga de R$ 1,00;
- 1 moeda antiga de R$ 0,01;
- 1 moeda de CR$ 10;
- 1 porta-moedas, contendo R$ 18,25 em moedas (mais uma moeda tailandesa que não sei como foi parar lá);
- 3 tesouras de unha;
- 1 tesoura de unha de bebê;
- 8 lixas de unha;
- 1 estojo contendo material para costura e para fazer manicure (com outra tesoura de unha)unha;de
- 9 pinças (sendo que nenhuma funciona direito);
- 5 pedras coloridas (pra dar sorte);
- 1 medalha de prata que ganhei nas olimpíadas do meu colégio, por ficar no banco do time de handebol (com o meu jeito pra esportes, só assim pra ganhar uma);
- 1 isqueiro prateado que não funciona, mas é bonito;
- 1 paleta de Nutella;
- 1 troço de plástico duro para colocar foto 3x4 (originalmente era um chaveiro);
- 3 botões sobressalentes para blusas que não tenho mais;
- 1 recibo de recarga de cartão de ônibus, de janeiro de 2011;
- 1 recibo de correio, de 22/01/2007, no valor de R$ 0,55, feito pela operadora Fabiana, não sei exatamente para quê;
- 1 caixinha contendo a voz do Cléis (cavalo de pelúcia que a Ju ganhou de aniversário há mais de 15 anos);
- 1 cartão de ônibus, perdido há mais de 3 meses e já havia procurado na mesma gaveta;
- 1 manual de celular (o que morreu afogado há uns 8 anos);
- 1 papel de post it onde está escrito "Bom dia lindinha. Eu te amo. Vaguinho." :-)

segunda-feira, julho 16, 2012

ÓI NÓIS AQUI 'TRAVÊIS!!!

Sim, começarei este post com a letra uma musiquinha do Adoniran que fez parte da minha infância:


"Se ocêis pensa que nóis fumo embora
Nóis enganêmo ocêis.
Fingimo que fumo e vortemo
Ói nóis aqui 'travêis.


Nóis tava indo... tava quasi lá
Máis arresorvêmo... vortemo pra cá
Agora nóis vai virá freguêis
Ói nóis aqui travêis!"


Pois é. Reconheço que este canto está mais abandonado que Congresso Nacional em sexta-feira antes de feriado. Precisei de muito espirro e coragem pra espanar tudo e tirar as teias de aranha. Mais de um ano! Mas, neste final de semana, de repente me dei conta de que este cantinho hoje estaria completando 9 anos de existência, e este é um tempo considerável, não é?

Faz tempo que ensaio a volta pra cá. Com várias reformulações, inclusive de layout, que nunca tenho tempo para fazer. Então resolvi deixar de lado as reformulações e voltar, quando conseguir vocês verão.

Muita coisa aconteceu neste meio de tempo, eis algumas delas:

- A minha guerra contra a sanfonice sofreu uma bela derrota e ela anda mais cheia do que nunca;
- Os meus braços de repente se tornaram curtos, então sou oficialmente uma "seis-olhos" (vocês querem uma explicação melhor? Aguardem próximos posts);
- Não tenho mais criança em casa: posso ser considerada, agora, mãe de uma quase-adulta e de uma oficial adolescente típica (porque a quase-adulta se auto-define como uma "adolescente estranha", e portanto agora que estou descobrindo o que é ser mãe de adolescente).

De resto, a vida segue corrida, mas também vou contando para vocês aos poucos.

Assim, considero reinaugurado o EEEPA, a caminho da sua primeira década de vida. E parabéns pra nós!!!

terça-feira, junho 28, 2011

CLASSIFICAÇÕES ETÁRIAS

Quando eu era pequena, uma coisa que tinha birra era cada vez que um adulto falava que "no tempo dele as coisas eram diferentes". Jurei que nunca falaria algo assim. Aí me tornei mãe, minhas filhas cresceram e eu acabei pagando a língua.

Pois é. No meu tempo, quando tudo era mais simples e crianças eram bem alfabetizadas lá pelos seus 6 ou 7 anos, a vida pra mim era dividida em 3 fases: infância, adolescência e vida adulta. Criança era criança até se tornar adolescente. E adolescente até virar adulto.

Mas eis que, de uns tempos pra cá, apareceu um troço chamado "pré-adolescência", que situa-se entre a infância e a adolescência, não sei bem em qual idade. A Juliana meio que simplificou e pulou da infância pra adolescência, mas a Vanessa, que adora complicar as coisas, resolveu classificar cada parte de sua vida. Segundo ela, as classificações etárias seriam mais ou menos assim:

0 a 2 anos -bebê
2 a 4 anos -criança pequena
4 a 7 anos -criança média
7 a 10 anos -criança grande
10 a 11 anos -quase pré-adolescente
11 a 13 anos -pré-adolescente
13 a 18 anos -adolescente

E, no dia de hoje, a minha pré-adolescente entra no último ano antes de ser oficialmente adolescente, segundo a sua tabela de classificação etária. Parece incrível que há 12 anos ela era retirada aos berros da minha barriga (até hoje acho que ela não gostou de sair do quentinho para um dia de inverno); que há 12 anos ela continuou aos berros enquanto a limpavam, enquanto a mostravam à família e quando foi colocada no berçário, só parando de berrar depois de acordar todos os outros bebês. Parece incrível pensar que aquela pequena de 4 anos de idade, que ditava textos para eu colocar em seu primeiro blog, agora é uma quase moça...

Parabéns, filhota!!! Mamãe te ama demais, viu???

terça-feira, junho 21, 2011

PASSEIO COM AS MENINAS

Hoje à tarde, saí com filhota adolescente e filhota pré-adolescente para fazer um programa de meninas: ir a uma loja de cosméticos no posto de gasolina pra comprar esmalte. Sim, porque este posto perto aqui de casa é muito prático. Ao invés de uma lojinha de conveniência, ele nos brinda com agência de correio, papelaria, lotérica, locadora, lanchonete subway e a tal loja de cosméticos. Sim, vocês estão pensando que vou falar sobre vaidades e esmaltes, não é?

Pois erraram redondamente, na verdade eu vou falar sobre o que aconteceu depois.

Compramos os tais dos esmaltes e voltamos pra casa. Aqui na minha rua tem um restaurante por quilo, normalmente eu passo por ele sempre com pressa, mas hoje, como estava passeando, pude reparar no cartaz, na porta. Dizia assim:

PROMOÇÃO DE JUNHO

COMA À VONTADE

HOMEM - R$14,00

MULHER - R$12,00

Caí na gargalhada, as meninas quiseram saber do que eu ria, então mostrei o cartaz. E a adolescente só comentou:

- Pois é, mãe... o pior de tudo é que o cartaz tem vários sentidos. Tem o sentido canibal e o outro...

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SIM!!! Sei que estou em dívida com as visitas, que sumi daqui! É que ando... como direi... assim meio sem enxergar direito, e quando vou fazer as minhas leituras a dor nos "zóio" é tal que acabo não conseguindo me concentrar. Mas, depois de muito tempo, FINALMENTE consegui passar na oculista. Que confirmou o que eu temia: além de ter mudado todo o grau das minhas lentes, ainda por cima o meu braço encurtou a ponto de eu precisar de óculos pra perto.


Assim, a partir da semana que vem, já devo estar enxergando. E, de quebra, vou ter duas armações diferentes para perder por aí, vejam que legal... e acho que consigo voltar a visitar os amigos!!!


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Ah, lembram-se do bilhete que a minha pré-adolescente, sedenta por organização, colocou na geladeira, no post anterior? Ele continua lá na geladeira e o quarto ela resolveu começar a arrumar hoje.


Para os que me perguntaram, há muito tempo não entro em crise com a arrumação delas. Eu me lembro como era o meu quarto. Aliás, o meu quarto atual também não é dos mais lindos, ainda mais que ele comporta um casal de desenhistas que não têm armários para colocar suas coisas e não são dos mais organizados...


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Um ótimo feriado pra todos vocês!!!

sexta-feira, junho 03, 2011

MINHAS FILHAS E A ORGANIZAÇÃO...

Parece que foi ontem. Com a vinda das minhas filhas, principalmente da caçula, a minha casa nunca mais foi a mesma. Quando mães de primeira viagem me pedem algum conselho, eu digo: "aproveitem enquanto seu filho é pequeno! Porque depois que ele começar a se locomover, nunca mais a sua casa ficará completamente em ordem!" Pois você pode achar um brinquedo dentro da geladeira, ou uma boneca feita de roupas no meio do corredor... e não adianta esperar que o seu filho cresça, porque aí começa a bagunça dos papéis...

Eu, como mãe, nem posso me queixar muito, pois minhas filhas sempre deram trabalho abaixo do normal: são responsáveis, estudiosas, tranquilas... mas a bagunça... ah, sempre foi um problema! Quando as duas eram pequenas, eu ainda me armava de paciência e, a cada dois ou três meses, entrava no quarto e fazia uma triagem de tudo. Depois de adolescentes, desisti da tarefa. A arrumação fica por conta das duas e enquanto a bagunça não cria vida e vem para a sala eu as deixo em paz.

E não é que, aos quase 12 anos, a Vanessa resolveu, por conta própria, que quer tentar ser mais organizada? Já faz alguns dias que notei que ela está estudando e escrevendo mais do que já costumava. E, esta semana, tive mais novidades quanto ao novo comportamento da minha caçula. Não sei se foi alguma professora que disse ou se ela viu em algum lugar que a melhor forma para gerenciar o tempo é fazendo listas das tarefas do dia. as o fato é que a partir desta quinta, a porta da minha geladeira começou a ser enfeitada por listas. E hoje que eu parei pra ler a tal lista de tarefas, confirmei que até quando quer ser séria a Vanessa é uma figura. Não aguentei e fotografei, para poder dividir com vocês...
Agora a aposta aqui em casa é: quanto tempo será que as listas da Vanessa vão durar? A Juliana já deu a sua opinião:
- Ih, mãe... acho que ela já não está seguindo muito, porque o quarto continua bagunçado...

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FALANDO EM GERENCIAMENTO DE TEMPO...
Peço a todos vocês desculpas pelo sumiço. É que as coisas andaram meio bagunçadas por aqui, com isso não pude dar atenção nem aos meus blogs nem a vocês. Pretendo, nos próximos dias, colocar as visitas em dia, ok?

Um ótimo final de semana a todos!!!

domingo, maio 08, 2011

A PEIXOLÂNDIA

Início da década de 1970. Era uma típica família paulistana, pai e mãe jovens e a primogênita, na época filha única, com uns três anos de idade. E, não sei se foi em alguma feira, festinha ou o que, a Menina ganhou um aquário com peixinhos.

Como toda criança, ficou encantada. Aqueles bichinhos eram lindos, nadando de um lado pro outro, de um lado pro outro. E deviam ficar bem cansados de fazer aquilo, então para preencher o tempo, a Menina os alimentava. Esses peixes tinham muita fome, era só colocar comida que eles nadavam até ela e acabavam com tudo. A Menina, prontamente, os abastecia com mais alimento, para que eles ficassem bem felizes. E por isso mesmo não entendeu a razão deles morrerem no dia seguinte. No alto dos seus três anos, não tinha como saber que enquanto há comida o peixe come. E que, se ele não para de comer, eventualmente estoura.

A Menina chorou muito. Não queria que seus preciosos peixinhos fossem retirados do aquário. E a jovem Mãe, num rasgo de inspiração que só surge em mães em via de desespero, saiu-se com essa:

- Lu querida, os peixinhos não podem ficar no aquário. Eles precisam ir pra Peixolândia, que é onde fica o céu dos peixes...

- "Pexolândia"? E o "pexinho" vai lá "po" "xéu" dele?
- Vai sim, filha, mas tem um lugar aqui em casa onde o caminho é mais rápido.

A Menina parou de chorar. Ela e a Mãe prepararam uma cerimônia muito bonita para os peixinhos falecidos, e os despacharam para a Peixolândia, cujo caminho mais rápido era através do vaso do banheiro.

E, assim, a Menina só voltou a ter peixes depois que teve idade para cuidar direito deles. Depois de casada, deixou a cargo do Marido, que tem mais paciência que ela. E a Peixolândia ficou na história, principalmente quando a Menina já crescida tornou-se mãe e também teve que ter seus rasgos de inspiração para sair de saias justas com as filhas.

Assim fica a homenagem à minha mãe e à sua inspiração súbita de me consolar com a história da Peixolândia. Hoje em dia só posso estar com ela, pessoalmente, poucos dias por ano e penso nela e no papai todos os dias do ano, mas hoje não poderia deixar de passar por aqui e deixar um beijo especial... Mãe querida, te amo demais, viu???

quinta-feira, abril 28, 2011

VANESSA E A DIFERENÇA

- Mãe, sabe que eu acabei de fazer a diferença?
- Acabou de fazer a diferença? Como assim, Nê?
- Ah, é que estava passando um comercial daqueles programas chatos lá do canal da Disney, e eles estavam falando que nós precisamos fazer a diferença, economizando energia.
- E...???
- Então, eu fiz a diferença, mãe: economizei energia desligando a TV e agora vou ler um livro!