1- Corredor de ovo de páscoa;
2- Descer esteira rolante de hipermercado (principalmente se for a de um Carrefour aqui da região que termina de frente para uma parede).
domingo, novembro 13, 2016
sexta-feira, novembro 11, 2016
CORRETOR
Enquanto eu trabalho em um livro, maridão tenta mandar uma mensagem de aniversário para uma amiga lá de fora, através do celular.
Ele quer digitar "Happy Birthday"
E o celular já corrigiu, primeiro para "balouçar borracha", e agora para "Happy Borracha".
Da forma como está indo, daqui a uns cinco minutos ele consegue mandar esses parabéns.
Ele quer digitar "Happy Birthday"
E o celular já corrigiu, primeiro para "balouçar borracha", e agora para "Happy Borracha".
Da forma como está indo, daqui a uns cinco minutos ele consegue mandar esses parabéns.
quinta-feira, novembro 10, 2016
TÁ NA MINHA AGENDA
Há alguns anos, tive a brilhante ideia de mudar os nomes dos contatos de minha agenda por apelidos que só me lembrassem a quem eu me referia.
Acabei desistindo, porque é claro que acabei me esquecendo das associações que fiz na hora de montar a agenda e cada vez que precisava ligar para alguém tinha que ficar uma meia hora para ligar nome a apelido.
Fiquei meses, por exemplo, para descobrir quem raios era o contato apelidado como "Portuga". Para me lembrar que foi o apelido que dei para o telefone que fica na Portaria do meu prédio - pra onde nunca liguei.
E é por isso, também, que o mistério maior de minha agenda é quem seria essa tal Dona Eunice, cujo nome desconheço totalmente e nem sei com quem eu poderia associar.
Acabei desistindo, porque é claro que acabei me esquecendo das associações que fiz na hora de montar a agenda e cada vez que precisava ligar para alguém tinha que ficar uma meia hora para ligar nome a apelido.
Fiquei meses, por exemplo, para descobrir quem raios era o contato apelidado como "Portuga". Para me lembrar que foi o apelido que dei para o telefone que fica na Portaria do meu prédio - pra onde nunca liguei.
E é por isso, também, que o mistério maior de minha agenda é quem seria essa tal Dona Eunice, cujo nome desconheço totalmente e nem sei com quem eu poderia associar.
AS DESMEMORIADAS
Conversa da mamãe comigo, ontem, ao passarmos de carro do lado de uma empresa:
- Lu, o Rubens trabalha aqui.
- Ah, que legal.
- Hmmm... eu já tinha te falado que ele trabalhava aqui?
- Talvez, manhê, mas se você falou eu esqueci.
- Ah, então agora lembra que eu te contei.
- Tá. Então lembra que dessa vez eu não esqueci.
- Lu, o Rubens trabalha aqui.
- Ah, que legal.
- Hmmm... eu já tinha te falado que ele trabalhava aqui?
- Talvez, manhê, mas se você falou eu esqueci.
- Ah, então agora lembra que eu te contei.
- Tá. Então lembra que dessa vez eu não esqueci.
terça-feira, novembro 08, 2016
HOJE DE MANHÃ...
- Que horas você tem que estar na rodoviária?
- Cedo. Mas não tenho horário fixo.
- Ah é. Você compra a passagem na hora, né.
- Sim. Mas normalmente prefiro comprar o ônibus das 9h30.
- Puxa... todo o ônibus? A gente tá podendo, hem!!!
- Ah! Você entendeu. A PASSAGEM!
- Eu sei. Mas bem que adoro você ser toda errada assim.
- HAHA. Tá bom.
- Por outro lado, seria muito legal você ir comprar o ônibus pra Vinhedo. E aí você chega lá, diz que não gostou muito daquele ônibus e devolve.
(por essas e outras que eu amo esse meu marido...)
- Cedo. Mas não tenho horário fixo.
- Ah é. Você compra a passagem na hora, né.
- Sim. Mas normalmente prefiro comprar o ônibus das 9h30.
- Puxa... todo o ônibus? A gente tá podendo, hem!!!
- Ah! Você entendeu. A PASSAGEM!
- Eu sei. Mas bem que adoro você ser toda errada assim.
- HAHA. Tá bom.
- Por outro lado, seria muito legal você ir comprar o ônibus pra Vinhedo. E aí você chega lá, diz que não gostou muito daquele ônibus e devolve.
(por essas e outras que eu amo esse meu marido...)
domingo, novembro 06, 2016
MINHA CAÇULA, POR ELA MESMA
A Vanessa outro dia, definindo como é seu modo de ver a vida:
Você tem certeza que é completamente maluca quando sua amiga manda uma mensagem falando que sonhou que você tinha um cachorro e todo dia às 9:15 lambia o nariz dele e você percebe que realmente poderia fazer isso, e, pior... sua amiga concorda.
Você tem certeza que é completamente maluca quando sua amiga manda uma mensagem falando que sonhou que você tinha um cachorro e todo dia às 9:15 lambia o nariz dele e você percebe que realmente poderia fazer isso, e, pior... sua amiga concorda.
sexta-feira, novembro 04, 2016
- CONVERSAS MATUTINAS -
Enquanto maridão se prepara pra sair pro trabalho, eu vou conversando com ele.
- Sabe, vou dar um jeito de ver mais as pessoas, falar mais com elas...
- É?
- Eu sempre digo que vou. Mas quero parar de enrolar com a barriga.
- Hã... enrolar?
- Não.... EMPURRAR com a barriga.
- É, porque enrolar com a barriga ia ser difícil.
- Agora mais ainda. Há 30 quilos talvez eu conseguisse.
- Não, aí não seria enrolar com a barriga, mas sim ROLAR com ela.
- Ah, é...
******************
- Sabe, vou dar um jeito de ver mais as pessoas, falar mais com elas...
- É?
- Eu sempre digo que vou. Mas quero parar de enrolar com a barriga.
- Hã... enrolar?
- Não.... EMPURRAR com a barriga.
- É, porque enrolar com a barriga ia ser difícil.
- Agora mais ainda. Há 30 quilos talvez eu conseguisse.
- Não, aí não seria enrolar com a barriga, mas sim ROLAR com ela.
- Ah, é...
******************
quinta-feira, novembro 03, 2016
NA ÉPOCA DA ESCOLA...
Ontem à noitinha, numa pausa em meus trabalhos, fui checar as mensagens e descobri da partida, repentina e prematura, de um colega meu de escola. Nunca chegamos a ser próximos pelo único e exclusivo fato que eu, adolescente super tímida que vinha de 4 anos de uma turma só de mulheres, conseguir interagir com meninos mais ou menos como se fosse fazer contato com extraterrestres.
Mas achava o Sergio um cara muito legal. Era uma daquelas pessoas divertidas, inteligentes, que volta e meia aprontava as coisas mais engraçadas, e com a cara mais séria do mundo. Conseguia levar advertência por estar cacarejando em aula. Outra vez ficou distraindo um colega na janela da sala pelos primeiros 15 minutos de uma aula de Matemática, até o professor perceber e mandar os dois se sentarem. Fazia graça pelas costas dos professores mas quando o pegavam, assumia o que tinha feito. Com tudo isso, ainda conseguia ser nosso monitor de classe.
Um dia, nós tínhamos que fazer uma prova de Geografia. Nossa turma meio que era o "terror" daquele ano, e a professora não gostava muito de dar aula para a gente. Nós, adolescentes, também não tínhamos muita paciência com ela por ter sido professora de metade dos nossos professores. Fizemos a prova da Olga e foi tudo normal até o primeiro aluno terminar. Ele entregou a sua folha para a professora, foi abrir a porta para sair da sala, e...
- Professora, a porta não abre.
- Como não abre?
- A porta está trancada.
- Não, não pode estar trancada. Tentou virar a chave?
- Não dá, a chave sumiu.
- Como SUMIU?
- Não está aqui.
- Ah meu Deus.
Nisso o segundo aluno já havia terminado a prova:
- Professora, a porta está trancada mesmo.
- Então tenta chamar alguém pra abrir!
E começou um desespero geral: estávamos trancados na sala, SEM CHAVE, justo com a Olga, enquanto a Olga se desesperava por estar trancada JUSTO com a gente. Enquanto alguns alunos tentavam chamar a atenção de alguém do lado de fora, pelo vidro da porta, os que iam entregando as provas ficavam aglomerados em um canto. Foi uma confusão geral, que só terminou uns 15 minutos depois com um funcionário da escola abrindo a porta e nós levando um baita "sabão" do diretor do prédio, pois "é claro que isso TINHA que acontecer com o Básico G".
Depois que soubemos. O Sergio queria colar na prova. E, pra isso, bolou um plano: esperou alunos e professora entrarem na sala, disfarçadamente trancou a porta e jogou a chave pela janela. Conforme foi se armando a confusão, como ninguém prestava atenção em mais nada, ele conseguiu colar com toda a tranquilidade do mundo.
É, cara... você foi inesquecível. Obrigada pelos momentos em que, mesmo sem saber, me fez rir muito.
Mas achava o Sergio um cara muito legal. Era uma daquelas pessoas divertidas, inteligentes, que volta e meia aprontava as coisas mais engraçadas, e com a cara mais séria do mundo. Conseguia levar advertência por estar cacarejando em aula. Outra vez ficou distraindo um colega na janela da sala pelos primeiros 15 minutos de uma aula de Matemática, até o professor perceber e mandar os dois se sentarem. Fazia graça pelas costas dos professores mas quando o pegavam, assumia o que tinha feito. Com tudo isso, ainda conseguia ser nosso monitor de classe.
Um dia, nós tínhamos que fazer uma prova de Geografia. Nossa turma meio que era o "terror" daquele ano, e a professora não gostava muito de dar aula para a gente. Nós, adolescentes, também não tínhamos muita paciência com ela por ter sido professora de metade dos nossos professores. Fizemos a prova da Olga e foi tudo normal até o primeiro aluno terminar. Ele entregou a sua folha para a professora, foi abrir a porta para sair da sala, e...
- Professora, a porta não abre.
- Como não abre?
- A porta está trancada.
- Não, não pode estar trancada. Tentou virar a chave?
- Não dá, a chave sumiu.
- Como SUMIU?
- Não está aqui.
- Ah meu Deus.
Nisso o segundo aluno já havia terminado a prova:
- Professora, a porta está trancada mesmo.
- Então tenta chamar alguém pra abrir!
E começou um desespero geral: estávamos trancados na sala, SEM CHAVE, justo com a Olga, enquanto a Olga se desesperava por estar trancada JUSTO com a gente. Enquanto alguns alunos tentavam chamar a atenção de alguém do lado de fora, pelo vidro da porta, os que iam entregando as provas ficavam aglomerados em um canto. Foi uma confusão geral, que só terminou uns 15 minutos depois com um funcionário da escola abrindo a porta e nós levando um baita "sabão" do diretor do prédio, pois "é claro que isso TINHA que acontecer com o Básico G".
Depois que soubemos. O Sergio queria colar na prova. E, pra isso, bolou um plano: esperou alunos e professora entrarem na sala, disfarçadamente trancou a porta e jogou a chave pela janela. Conforme foi se armando a confusão, como ninguém prestava atenção em mais nada, ele conseguiu colar com toda a tranquilidade do mundo.
É, cara... você foi inesquecível. Obrigada pelos momentos em que, mesmo sem saber, me fez rir muito.
segunda-feira, outubro 31, 2016
LIGEIRAMENTE DISTRAÍDA- parte 3
Aí maridão chega em casa. Nós estamos fazendo um trabalho em conjunto. E eu pergunto pra ele:
- Só fiquei em dúvida na cor que eu pinto a asa. Se faço em branco ou pinto cor de asa de pássaro.
E o Vagner:
- É bom você pintar a asa com cor de asa de pássaro. Mesmo porque cor de asa de peixe eu nunca vi.
- Só fiquei em dúvida na cor que eu pinto a asa. Se faço em branco ou pinto cor de asa de pássaro.
E o Vagner:
- É bom você pintar a asa com cor de asa de pássaro. Mesmo porque cor de asa de peixe eu nunca vi.
Você coloca uma roupa confortável (vantagem de se trabalhar em casa) e uma seleção de músicas legais no player do seu computador para poder te inspirar.
Aí o pessoal do Aeroporto de Congonhas resolve inverter as pistas, e você não consegue ouvir nada da sua playlist porque tem avião decolando por cima da sua cabeça a cada dois minutos.
- FIM -
domingo, outubro 30, 2016
TÍPICA TARDE DE DOMINGO
Saio com a Juliana e a Vanessa logo após o almoço até o shopping aqui perto, para procurarmos um lápis de olho branco para uma festa de Halloween que a Nê vai ter amanhã cedo.
Na caminhada de ida, vamos em meio a um devaneio sobre o que fazer para manter o Roberto Carlos vivo e assim não corrermos o risco da humanidade ficar eternamente empacada no ano em que não houver mais o especial de fim-de-ano do Rei.
Na volta, resolvo entrar no Pão-de-Açúcar para comprar material pra uma sopa. Enquanto passando as minhas compras, a Vanessa olha pro lado de fora do supermercado. Quando se vira para o meu lado, a caixa olha para ela, ri, e me diz qualquer coisa sobre "sua filha" e "Flashback". Nenhuma de nós entende o que a caixa quis dizer, mas em todo caso sorrimos de volta.
- FIM -
Na caminhada de ida, vamos em meio a um devaneio sobre o que fazer para manter o Roberto Carlos vivo e assim não corrermos o risco da humanidade ficar eternamente empacada no ano em que não houver mais o especial de fim-de-ano do Rei.
Na volta, resolvo entrar no Pão-de-Açúcar para comprar material pra uma sopa. Enquanto passando as minhas compras, a Vanessa olha pro lado de fora do supermercado. Quando se vira para o meu lado, a caixa olha para ela, ri, e me diz qualquer coisa sobre "sua filha" e "Flashback". Nenhuma de nós entende o que a caixa quis dizer, mas em todo caso sorrimos de volta.
- FIM -
sábado, outubro 29, 2016
LIGEIRAMENTE DISTRAÍDA -parte 2
Aí eu passo a manhã de sexta completamente envolvida em um trabalho. Olho no computador: já passou de uma. A Vanessa ainda não chegou da escola e, pra variar, não mandou mensagem avisando que vai se atrasar.
Vou para a cozinha pra começar o almoço. No caminho, vejo a porta do banheiro fechada, e a Juliana usando o notebook, sentada à mesa da sala. E aí eu pergunto:
- Ju! Quando que a sua irmã chegou da escola?
- Hmmm... ontem?
- Hã?
- Mãe. A Vanessa não teve aula hoje.
- Ah é...
- Nós tomamos café da manhã todos juntos.
- Ah... é mesmo.
Nota mental: preciso aprender a desligar o meu botão de piloto automático quando não estiver trabalhando.
Vou para a cozinha pra começar o almoço. No caminho, vejo a porta do banheiro fechada, e a Juliana usando o notebook, sentada à mesa da sala. E aí eu pergunto:
- Ju! Quando que a sua irmã chegou da escola?
- Hmmm... ontem?
- Hã?
- Mãe. A Vanessa não teve aula hoje.
- Ah é...
- Nós tomamos café da manhã todos juntos.
- Ah... é mesmo.
Nota mental: preciso aprender a desligar o meu botão de piloto automático quando não estiver trabalhando.
quinta-feira, outubro 27, 2016
ONTEM À NOITE
Há anos, temos o hábito de só abrir a porta com a chave quando não há ninguém em casa. O normal é tocarmos a campainha, pois é sempre mais gostoso ser recebido por nossos amados.
Normalmente quem abre a porta à noite para o Vagner sou eu, mas ontem a Vanessa estava ouvindo música na cozinha (por ser o lugar mais fresco do apartamento), e acabou recebendo o pai antes de mim. E já começou a conversa:
- Pai, eu estava pensando...
- O que, Vanessa?
- Que seria muito legal se o vinho suave, só se chamasse suavinho.
- Mas não dá. Esse nome fica com duplo sentido.
- Eu sei que fica, mas aí é mais legal ainda.
- Não é, Vanessa.
- É sim, pai! Você chega no restaurante e só pede: "eu quero um Suavinho". Já pensou???
- Já pensei que você não existe, mesmo.
Não importa. Seja aos 17 de agora ou aos 4 de antigamente. A Vanessa sempre vai ser inspirada.
Normalmente quem abre a porta à noite para o Vagner sou eu, mas ontem a Vanessa estava ouvindo música na cozinha (por ser o lugar mais fresco do apartamento), e acabou recebendo o pai antes de mim. E já começou a conversa:
- Pai, eu estava pensando...
- O que, Vanessa?
- Que seria muito legal se o vinho suave, só se chamasse suavinho.
- Mas não dá. Esse nome fica com duplo sentido.
- Eu sei que fica, mas aí é mais legal ainda.
- Não é, Vanessa.
- É sim, pai! Você chega no restaurante e só pede: "eu quero um Suavinho". Já pensou???
- Já pensei que você não existe, mesmo.
Não importa. Seja aos 17 de agora ou aos 4 de antigamente. A Vanessa sempre vai ser inspirada.
domingo, outubro 23, 2016
LIGEIRAMENTE DISTRAÍDA...
E aí eu precisava ir verificar se a água da panela de arroz estava fervendo e quando percebi já tinha aberto a garrafa térmica e e ia jogar todo o café na pia.
Isso porque outro dia quase perdi uma ligação da minha mãe porque fiquei procurando o telefone sem fio, que estava na base. E ainda ganhei um pedido de desculpas, por estar ficando cada vez mais parecida com ela.
Isso porque outro dia quase perdi uma ligação da minha mãe porque fiquei procurando o telefone sem fio, que estava na base. E ainda ganhei um pedido de desculpas, por estar ficando cada vez mais parecida com ela.
sexta-feira, outubro 21, 2016
HISTORIETA
Manhã numa rodoviária, no interior de São Paulo. Enquanto espero o ônibus para a Capital, um palhaço de roupa bem amassada, com chupetas de carnaval penduradas no pescoço e carregando uma maleta de executivo fala sobre sua descrença na política e que rasgou o seu título de eleitor depois que a prefeitura cortou a verba para a visita de palhaços a hospitais. Chega uma família com uma menina pequena, o palhaço esquece da política para brincar com a criança. Improvisa uma música pra ela, saca uma bomba de ar e bexigas de sua mala de couro e improvisa uma maçã do amor.
Minha condução chega, e eu penso que adoraria estar com meu irmão nesta viagem de volta, pois normalmente é com ele que acontecem essas passagens. Creio que passaríamos um tempo conversando sobre toda a simbologia da coisa.
Minha condução chega, e eu penso que adoraria estar com meu irmão nesta viagem de volta, pois normalmente é com ele que acontecem essas passagens. Creio que passaríamos um tempo conversando sobre toda a simbologia da coisa.
segunda-feira, outubro 17, 2016
SÁBADO DE MANHÃ.
Estou no salão, prestes a dar um trato em meu cabelo, quando meu celular começa a vibrar furiosamente e aparecem na tela mensagens da Vanessa: "MANHÊ" "Socorro" "Pelo amor de Deussssssssss" e "Responde mulher". Confesso que sou meio apavorada, então me esqueço que não só a minha filha já está com 17 anos como está em casa com a irmã de 21. Ligo correndo pra ela antes de começar a lavar o cabelo, e em meio a barulhos de secadores e conversas externas mal e mal consigo entender pelos gemidos da Vanessa do outro lado do celular que ela foi esticar o braço, deu mal jeito na omoplata e queria saber algum exercício de alongamento pra melhorar a dor.
Falo de alguns vídeos que me lembro, desligo o telefone, lembro de outros, mando os nomes por mensagem e vou lá começar a minha tintura. Aparentemente a minha bolsa parou de apitar, então acho que os exercícios deram certo. Aí enquanto espero a meleca no meu cabelo fazer efeito dou outra checada no celular e vejo que tem nova mensagem, dessa vez da Juliana:
"Mãe, a Nê não tá conseguindo fazer o alongamento por causa da dor, então pensei numa compressa de gelo mas lá fala pra deixar no freezer por duas horas então não sei o que fazer."
"Ju, não precisa ser 2 horas. Deixa lá só pra gelar um pouco. E qualquer coisa tenta desgrudar a forma de gelo da geladeira, aí coloca em uma sacola de plástico e enrola em uma toalha. Aí na volta seu pai e eu passamos na farmácia e compramos salompas pra ela usar á noite."
"Ok"
Passam-se uns minutos e chega nova mensagem da Juliana:
"Mãe, vou tentar desgrudar a forma, mas não garanto nada. Aquilo já virou parte da geladeira."
E aí o Vagner e mais parte do salão fica olhando pra minha cara enquanto eu olho pro meu celular e gargalho descontroladamente.
terça-feira, outubro 04, 2016
Aquele dia em que sua filha te manda mensagem no celular lembrando que vem com um bando de colegas pra almoçar em casa e passar a tarde fazendo trabalho e logo em seguida o seu zelador te interfona avisando que vai desligar a água do prédio da uma até as três da tarde.
Vou lá no canto chorar um pouco e depois eu volto.
quinta-feira, setembro 29, 2016
ONTEM...
Início da manhã. Você está lá no tanque, lavando os potes dos seus bichos e começa a tocar o telefone. Larga tudo, seca mão, corre pra atender. E começa a gravação: "27272 guarde bem esse núme..." Desliguei mas captei a mensagem, digníssimo candidato a vereador que não quero nem saber quem é.
Adivinhem quem COM CERTEZA não vai levar o meu voto no próximo domingo.
sábado, outubro 03, 2015
MALITOLA
Em meu perfil do Facebook gosto de exercer o meu lado "criança de 45 anos", "terapia" que me relaxa e me deixa com mais disposição para cuidar de assuntos mais sérios fora da internet. Todo mês de outubro, brinco com fotos antigas e aproveito para contar histórias de minha infância. Apesar de não ter mais ninguém comentando neste meu canto, eu tenho muito carinho por ele. Sendo assim, copiarei aqui as histórias que vou compartilhar lá no Face.
Vamos à primeira, quando eu tinha mais ou menos a idade em que estou nessa foto.
Passei a grande maioria dos finais de semana da minha infância no sítio dos meus avós, em Itatiba. Boa parte da viagem pela Rodovia Anhanguera, com suas duas únicas pistas. Na década de 70 tínhamos bem menos carros que hoje em dia, mas mesmo assim muitas vezes pegávamos um congestionamento enorme.
Eu sempre tive muito problema de enjoo e quando pequena era pior. Tínhamos um pediatra maravilhoso, o Dr.Saldiva que, consultado pela minha mãe, receitou um bom remédio para o meu problema: distração. "Vocês gostam de cantar, não é? A Luciana gosta de música, certo? Cantem durante a viagem que ela não vai enjoar." E assim tínhamos todo um repertório, que passava pelas músicas dos Demônios da Garoa, todas as infantis, "My Bonnie Lies Over the Ocean" e outras coisinhas. Desde que cantássemos sem parar, eu não enjoava. E viajávamos em paz.
Ou quase.
Porque em um determinado fim de tarde, eu lá com meus dois ou três anos, consegui voltar chorando sem parar quase que todo o trajeto Itatiba-São Paulo em uma viagem pra lá de congestionada. Tudo isso porque eu queria que a minha mãe cantasse a "Malitola". É claro que ela não fazia ideia a que música eu estava me referindo e foi tentando todas que sabia. A cada música que ela errava, eu chorava mais alto. Existe uma lei do destino que diz assim: "se em uma viagem pra lá de longa sua filha resolver chorar por conta de uma música que você desconhece, você só descobrirá a bendita música no final de sua viagem." Já havíamos entrado em São Paulo quando a mamãe descobriu. Já em desespero, ela começou:
- Um pobre pelegrino que anda de porta em porta pedindo uma esmola, pelo amor de Deus...
- É essa, mamãe!!! A Malitola!
- Mas onde tem Malitola, Lu?
- Ué, mamãe: um pobe peleguino que anda de póta em póta pedindo "Malitola" pelamôdeDeus.
Porque, pela minha lógica de criança pequena, eu amava a música que era em homenagem à minha prima Maria Paula, ou "MaliPola", como eu conseguia chamá-la.
Para quem ficou com pena de meus pais, anos depois eles foram vingados. Outra lei do destino é que o que aprontamos durante nossa infância será retribuído no futuro, através de filhos, sobrinhos, netos, etc. E nós sofremos em umas duas horas de congestionamento entre o bairro de Vila Olimpia, Zona Sul, e Vila Formosa, Zona Leste, com a nossa filha mais velha chorando a plenos pulmões que queria que nós tocássemos a música dos moços com as pessoas felizes. Que, depois de quebrarmos muito a cabeça, descobrimos que era "Shinny Happy People" do R.E.M.
Vamos à primeira, quando eu tinha mais ou menos a idade em que estou nessa foto.
Passei a grande maioria dos finais de semana da minha infância no sítio dos meus avós, em Itatiba. Boa parte da viagem pela Rodovia Anhanguera, com suas duas únicas pistas. Na década de 70 tínhamos bem menos carros que hoje em dia, mas mesmo assim muitas vezes pegávamos um congestionamento enorme.
Eu sempre tive muito problema de enjoo e quando pequena era pior. Tínhamos um pediatra maravilhoso, o Dr.Saldiva que, consultado pela minha mãe, receitou um bom remédio para o meu problema: distração. "Vocês gostam de cantar, não é? A Luciana gosta de música, certo? Cantem durante a viagem que ela não vai enjoar." E assim tínhamos todo um repertório, que passava pelas músicas dos Demônios da Garoa, todas as infantis, "My Bonnie Lies Over the Ocean" e outras coisinhas. Desde que cantássemos sem parar, eu não enjoava. E viajávamos em paz.
Ou quase.
Porque em um determinado fim de tarde, eu lá com meus dois ou três anos, consegui voltar chorando sem parar quase que todo o trajeto Itatiba-São Paulo em uma viagem pra lá de congestionada. Tudo isso porque eu queria que a minha mãe cantasse a "Malitola". É claro que ela não fazia ideia a que música eu estava me referindo e foi tentando todas que sabia. A cada música que ela errava, eu chorava mais alto. Existe uma lei do destino que diz assim: "se em uma viagem pra lá de longa sua filha resolver chorar por conta de uma música que você desconhece, você só descobrirá a bendita música no final de sua viagem." Já havíamos entrado em São Paulo quando a mamãe descobriu. Já em desespero, ela começou:
- Um pobre pelegrino que anda de porta em porta pedindo uma esmola, pelo amor de Deus...
- É essa, mamãe!!! A Malitola!
- Mas onde tem Malitola, Lu?
- Ué, mamãe: um pobe peleguino que anda de póta em póta pedindo "Malitola" pelamôdeDeus.
Porque, pela minha lógica de criança pequena, eu amava a música que era em homenagem à minha prima Maria Paula, ou "MaliPola", como eu conseguia chamá-la.
Para quem ficou com pena de meus pais, anos depois eles foram vingados. Outra lei do destino é que o que aprontamos durante nossa infância será retribuído no futuro, através de filhos, sobrinhos, netos, etc. E nós sofremos em umas duas horas de congestionamento entre o bairro de Vila Olimpia, Zona Sul, e Vila Formosa, Zona Leste, com a nossa filha mais velha chorando a plenos pulmões que queria que nós tocássemos a música dos moços com as pessoas felizes. Que, depois de quebrarmos muito a cabeça, descobrimos que era "Shinny Happy People" do R.E.M.
sexta-feira, outubro 02, 2015
HISTORINHA
Era uma vez uma arca de madeira. Desculpem o trocadilho, mas essa arca de madeira sempre foi pau pra toda obra. Sustentou por anos uma TV Telefunken 26 polegadas. Guardou rascunhos de desenhos e muitas pinturas da minha avó. Depois, vindo pra minha casa, guardou minhas malhas por anos e agora, voltando à sala, guarda cadernos de desenho, LPs e afins.
Pois bem, além da arca de madeira ser pau pra toda obra, seu outro destino sempre foi ter seus cantos roídos por todos os cachorros que tivemos em casa. Não tenho cachorro em meu apartamento. Portanto, quem resolveu assumir a função de roer o que sobra dos cantos de minha arca é Bolívar, meu calopsito arteiro.
Foi assim que ontem á tarde eu afastava meu pestinha amarelo dos cantos da arca enquanto tentava conversar com minha mãe no telefone. Ela, por sua vez, estava tentando que a gata, que estava caçando uma lagartixa, que por sua vez tentava caçar pernilongos, não derrubasse toda a papelada da mesa e o monitor do computador.
Conclusão: o que pode ser considerado doido por alguns é o normal em nossa família.
Pois bem, além da arca de madeira ser pau pra toda obra, seu outro destino sempre foi ter seus cantos roídos por todos os cachorros que tivemos em casa. Não tenho cachorro em meu apartamento. Portanto, quem resolveu assumir a função de roer o que sobra dos cantos de minha arca é Bolívar, meu calopsito arteiro.
Foi assim que ontem á tarde eu afastava meu pestinha amarelo dos cantos da arca enquanto tentava conversar com minha mãe no telefone. Ela, por sua vez, estava tentando que a gata, que estava caçando uma lagartixa, que por sua vez tentava caçar pernilongos, não derrubasse toda a papelada da mesa e o monitor do computador.
Conclusão: o que pode ser considerado doido por alguns é o normal em nossa família.
quarta-feira, setembro 23, 2015
CRIANÇA INFORMATIZADA (HISTÓRIA ANTIGA)
Minha filha mais velha nasceu em 95. Ou seja: na época de linhas fixas de telefone, em que não havia computadores em toda casa e muito menos celulares e internet. Além da parte de animação, o Vagner trabalhava com ilustração de livro didático e sentia a necassidade de um computador para ajudar a agilizar o processo. Minha avó paterna, que o adorava de paixão, deu um Mac de presente. Junto com o Mac, arrumamos um DVD que era lindinho, chamado "A Festa do Ursinho de Pijama". E tínhamos um horário em que a Ju ficava em nosso colo, apontando com o dedinho em qual bicho ela queria que clicássemos no tal DVD. Ela estava com pouco mais de um ano.
Não demorou muito, e um dia flagramos a Juliana nas pontas dos pés, tentando controlar o mouse para ver se ligava o computador. E achamos que seria melhor ensinar como é que fazia, antes que a menina quebrasse alguma coisa. Com a condição de que poderia brincar com o "ussinho" no "putadô" em períodos curtos, e no colo de algum adulto. E, com isso, acabou me gerando um grande trauma: em uma tarde, com menos de dois anos de idade, ela conseguiu aprender a mexer com o mesmo mouse que eu, aos 25, levei uma semana pra aprender a mexer. Pra quem já nasceu digitando parece engraçado, mas pergunte pra qualquer um que nasceu no período A.I. (Antes de Informática) a dificuldade que era mexer com aquilo. Pra quem mexeu com Excel, então, a loucura de conseguir clicar no canto de uma célula e conseguir transformar o "X magrinho" em "X gordinho".
Mas voltemos à nossa história. Conforme a Ju foi crescendo, já não precisando mais do colo de um adulto para alcançar, a condição de uso, fora o limite de horário, era de que tivesse algum por perto. Sim, o "putadô", na época, ficava na sala e, para alegria de nossa filha, as bancas de jornais começaram a oferecer DVDs com jogos para colorir, e ainda por cima do "Adíneis" (Walt Disney). Ela, então, já tinha uns três anos e pouco e se sentia "A Grande" por saber escrever o próprio nome, ainda mais quando essa mãe que vos escreve a ensinou como procurar as letras no teclado do Mac para digitar antes de começar seus joguinhos.
E foi assim que uma bela tarde, mesmo com horários reduzidos e adultos por perto, o computador ficou sem som. O Vagner conectou cabo, desconectou, ligou, desligou... e nada. Saiu procurando em todo o sistema. E, depois de mais de uma hora, descobriu qual era o problema: no diretório de som, havia uma nova pasta (obviamente sem som), chamada "JULIANA". É claro que nós, meros adultos ignorantes em informática, não fazíamos ideia de como criar uma pasta dentro do diretório de som. E então, perguntamos como que ela havia feito aquilo, e ela prontamente respondeu:
- Ora, mãe! Você não falou que era pra escrever o meu nome sempre quando aparece o "pauzinho" lá no quadrado pra "se escrever"? Então, apareceu o pauzinho e eu "se escrevi" lá!
Sim. Até hoje continuamos sem saber como ela conseguiu a façanha...
Não demorou muito, e um dia flagramos a Juliana nas pontas dos pés, tentando controlar o mouse para ver se ligava o computador. E achamos que seria melhor ensinar como é que fazia, antes que a menina quebrasse alguma coisa. Com a condição de que poderia brincar com o "ussinho" no "putadô" em períodos curtos, e no colo de algum adulto. E, com isso, acabou me gerando um grande trauma: em uma tarde, com menos de dois anos de idade, ela conseguiu aprender a mexer com o mesmo mouse que eu, aos 25, levei uma semana pra aprender a mexer. Pra quem já nasceu digitando parece engraçado, mas pergunte pra qualquer um que nasceu no período A.I. (Antes de Informática) a dificuldade que era mexer com aquilo. Pra quem mexeu com Excel, então, a loucura de conseguir clicar no canto de uma célula e conseguir transformar o "X magrinho" em "X gordinho".
Mas voltemos à nossa história. Conforme a Ju foi crescendo, já não precisando mais do colo de um adulto para alcançar, a condição de uso, fora o limite de horário, era de que tivesse algum por perto. Sim, o "putadô", na época, ficava na sala e, para alegria de nossa filha, as bancas de jornais começaram a oferecer DVDs com jogos para colorir, e ainda por cima do "Adíneis" (Walt Disney). Ela, então, já tinha uns três anos e pouco e se sentia "A Grande" por saber escrever o próprio nome, ainda mais quando essa mãe que vos escreve a ensinou como procurar as letras no teclado do Mac para digitar antes de começar seus joguinhos.
E foi assim que uma bela tarde, mesmo com horários reduzidos e adultos por perto, o computador ficou sem som. O Vagner conectou cabo, desconectou, ligou, desligou... e nada. Saiu procurando em todo o sistema. E, depois de mais de uma hora, descobriu qual era o problema: no diretório de som, havia uma nova pasta (obviamente sem som), chamada "JULIANA". É claro que nós, meros adultos ignorantes em informática, não fazíamos ideia de como criar uma pasta dentro do diretório de som. E então, perguntamos como que ela havia feito aquilo, e ela prontamente respondeu:
- Ora, mãe! Você não falou que era pra escrever o meu nome sempre quando aparece o "pauzinho" lá no quadrado pra "se escrever"? Então, apareceu o pauzinho e eu "se escrevi" lá!
Sim. Até hoje continuamos sem saber como ela conseguiu a façanha...
quarta-feira, agosto 19, 2015
AH, VELHOS TEMPOS...
Estava eu aqui me lembrando de quando era uma adolescente colegial na década de 80. Volta e meia sobrava um trabalho de alguma matéria pra fazer em cima da hora... Aí à noite era aquela correria. Eu ficava lá na mesa fazendo trocentas pesquisas nas enciclopédias, escrevia em um caderno o que precisava e a minha mãe ajudava datilografando as minhas pesquisas. Torcendo pra não errar alguma palavra porque ainda não tinha branquinho pra corrigir.
Isso tudo porque agora cá estou eu, esperando pacientemente enquanto a minha caçula pesquisa na internet do computador dela, digita no celular e vai me repassando via Facebook o texto do trabalho de Geografia que eu, mãe super solidária, vou digitando no Word para depois passarmos tudo pra slides de Powerpoint. E torcendo para o meu gravador de CD colaborar direito e não me estragar as mídias.
Pois é. O tempo passa, tudo se moderniza. Mas mães, adolescentes e trabalhos feitos em cima da hora continuam os mesmos.
Isso tudo porque agora cá estou eu, esperando pacientemente enquanto a minha caçula pesquisa na internet do computador dela, digita no celular e vai me repassando via Facebook o texto do trabalho de Geografia que eu, mãe super solidária, vou digitando no Word para depois passarmos tudo pra slides de Powerpoint. E torcendo para o meu gravador de CD colaborar direito e não me estragar as mídias.
Pois é. O tempo passa, tudo se moderniza. Mas mães, adolescentes e trabalhos feitos em cima da hora continuam os mesmos.
terça-feira, agosto 04, 2015
ENTÃO...
Pense numa doida que aprendeu a assobiar aos 42 anos de idade só para poder ensinar aos seus pássaros porque achava bonitinho. E que graças a isso, dois anos depois, os bichinhos aprenderam tão bem que a acordam todo dia às seis da manhã com dueto de assobios. Todo dia. Incluindo sábados e domingos.
Pois é.
quinta-feira, julho 23, 2015
MOMENTOS
Momentos de satisfação podem facilmente ser substituídos por momentos de nostalgia. Querem saber como?
Momento de satisfação: descobrir que em uma hora e quinze minutos você é capaz de dar 30 voltas ao redor daquela mesma praça onde há 6 meses você mal dava 10 voltas em uma hora.
Momento de nostalgia: lembrar da sua adolescência, quando você sentia dor na batata da perna por virar a noite em baile de carnaval.
Momento de satisfação: descobrir que em uma hora e quinze minutos você é capaz de dar 30 voltas ao redor daquela mesma praça onde há 6 meses você mal dava 10 voltas em uma hora.
Momento de nostalgia: lembrar da sua adolescência, quando você sentia dor na batata da perna por virar a noite em baile de carnaval.
quinta-feira, maio 21, 2015
TELEMARKETING
Ontem, por volta de meio-dia...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhor Vagner se encontra?
- Não, ele está trabalhando e volta bem tarde.
- Mas a senhora não pode estar passando um número onde eu possa estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele está TRABALHANDO, não tem como ficar atendendo telefonemas.
- Ah, e tem alguma hora em que eu posso estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele entra cedo e sai tarde, e se é sobre conta corrente nem precisa ligar, pois não estamos interessados, obrigada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Hoje, por volta de meio-dia...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas não posso falar agora.
- Nem um minutinho? É um assunto de interesse da senhora!
- Olha! Estou aqui preparando o almoço, se eu continuar falando vou queimar tudo.
- Mas tem alguma hora em que eu possa estar voltando a falar com a senhora?
- Não, eu estou atrapalhada, e se é sobre conta-corrente eu NÃO estou interessada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Hoje ainda, duas e meia da tarde...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas continuo atrapalhada.
- Mas é só um minuto! Essa ligação vai estar sendo gravada e a senhora só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- Como assim repassando? Do que se trata?
- É um assunto de interesse da senhora. Só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- NÃO! Eu NÃO QUERO que você vá estar repassando para o responsável! Eu NÃO QUERO CARTÃO DE CRÉDITO, NEM POUPANÇA E NEM CONTA EM OUTRO BANCO, NÃO DEU PARA ENTENDER?
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Se nos próximos dias vocês, seja onde estiverem, ouvirem alguém gritando muito, sou eu brigando novamente com esse povo do Santander.
É, aparentemente estamos novamente "bem cotados na praça". Droga. :(
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhor Vagner se encontra?
- Não, ele está trabalhando e volta bem tarde.
- Mas a senhora não pode estar passando um número onde eu possa estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele está TRABALHANDO, não tem como ficar atendendo telefonemas.
- Ah, e tem alguma hora em que eu posso estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele entra cedo e sai tarde, e se é sobre conta corrente nem precisa ligar, pois não estamos interessados, obrigada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Hoje, por volta de meio-dia...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas não posso falar agora.
- Nem um minutinho? É um assunto de interesse da senhora!
- Olha! Estou aqui preparando o almoço, se eu continuar falando vou queimar tudo.
- Mas tem alguma hora em que eu possa estar voltando a falar com a senhora?
- Não, eu estou atrapalhada, e se é sobre conta-corrente eu NÃO estou interessada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Hoje ainda, duas e meia da tarde...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas continuo atrapalhada.
- Mas é só um minuto! Essa ligação vai estar sendo gravada e a senhora só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- Como assim repassando? Do que se trata?
- É um assunto de interesse da senhora. Só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- NÃO! Eu NÃO QUERO que você vá estar repassando para o responsável! Eu NÃO QUERO CARTÃO DE CRÉDITO, NEM POUPANÇA E NEM CONTA EM OUTRO BANCO, NÃO DEU PARA ENTENDER?
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Se nos próximos dias vocês, seja onde estiverem, ouvirem alguém gritando muito, sou eu brigando novamente com esse povo do Santander.
É, aparentemente estamos novamente "bem cotados na praça". Droga. :(
Assinar:
Postagens (Atom)


