segunda-feira, outubro 31, 2016

Programação para o dia: trabalhar muito.

Você coloca uma roupa confortável (vantagem de se trabalhar em casa) e uma seleção de músicas legais no player do seu computador para poder te inspirar.

Aí o pessoal do Aeroporto de Congonhas resolve inverter as pistas, e você não consegue ouvir nada da sua playlist porque tem avião decolando por cima da sua cabeça a cada dois minutos.

- FIM -

domingo, outubro 30, 2016

TÍPICA TARDE DE DOMINGO

Saio com a Juliana e a Vanessa logo após o almoço até o shopping aqui perto, para procurarmos um lápis de olho branco para uma festa de Halloween que a Nê vai ter amanhã cedo.

Na caminhada de ida, vamos em meio a um devaneio sobre o que fazer para manter o Roberto Carlos vivo e assim não corrermos o risco da humanidade ficar eternamente empacada no ano em que não houver mais o especial de fim-de-ano do Rei.

Na volta, resolvo entrar no Pão-de-Açúcar para comprar material pra uma sopa. Enquanto passando as minhas compras, a Vanessa olha pro lado de fora do supermercado. Quando se vira para o meu lado, a caixa olha para ela, ri, e me diz qualquer coisa sobre "sua filha" e "Flashback". Nenhuma de nós entende o que a caixa quis dizer, mas em todo caso sorrimos de volta.

- FIM -

sábado, outubro 29, 2016

LIGEIRAMENTE DISTRAÍDA -parte 2

Aí eu passo a manhã de sexta completamente envolvida em um trabalho. Olho no computador: já passou de uma. A Vanessa ainda não chegou da escola e, pra variar, não mandou mensagem avisando que vai se atrasar.
Vou para a cozinha pra começar o almoço. No caminho, vejo a porta do banheiro fechada, e a Juliana usando o notebook, sentada à mesa da sala. E aí eu pergunto:

- Ju! Quando que a sua irmã chegou da escola?
- Hmmm... ontem?
- Hã?
- Mãe. A Vanessa não teve aula hoje.
- Ah é...
- Nós tomamos café da manhã todos juntos.
- Ah... é mesmo.

Nota mental: preciso aprender a desligar o meu botão de piloto automático quando não estiver trabalhando.

quinta-feira, outubro 27, 2016

ONTEM À NOITE

Há anos, temos o hábito de só abrir a porta com a chave quando não há ninguém em casa. O normal é tocarmos a campainha, pois é sempre mais gostoso ser recebido por nossos amados.

Normalmente quem abre a porta à noite para o Vagner sou eu, mas ontem a Vanessa estava ouvindo música na cozinha (por ser o lugar mais fresco do apartamento), e acabou recebendo o pai antes de mim. E já começou a conversa:

- Pai, eu estava pensando...
- O que, Vanessa?
- Que seria muito legal se o vinho suave, só se chamasse suavinho.
- Mas não dá. Esse nome fica com duplo sentido.
- Eu sei que fica, mas aí é mais legal ainda.
- Não é, Vanessa.
- É sim, pai! Você chega no restaurante e só pede: "eu quero um Suavinho". Já pensou???
- Já pensei que você não existe, mesmo.

Não importa. Seja aos 17 de agora ou aos 4 de antigamente. A Vanessa sempre vai ser inspirada.

domingo, outubro 23, 2016

LIGEIRAMENTE DISTRAÍDA...

E aí eu precisava ir verificar se a água da panela de arroz estava fervendo e quando percebi já tinha aberto a garrafa térmica e e ia jogar todo o café na pia.

Isso porque outro dia quase perdi uma ligação da minha mãe porque fiquei procurando o telefone sem fio, que estava na base. E ainda ganhei um pedido de desculpas, por estar ficando cada vez mais parecida com ela.

sexta-feira, outubro 21, 2016

HISTORIETA

Manhã numa rodoviária, no interior de São Paulo. Enquanto espero o ônibus para a Capital, um palhaço de roupa bem amassada, com chupetas de carnaval penduradas no pescoço e carregando uma maleta de executivo fala sobre sua descrença na política e que rasgou o seu título de eleitor depois que a prefeitura cortou a verba para a visita de palhaços a hospitais. Chega uma família com uma menina pequena, o palhaço esquece da política para brincar com a criança. Improvisa uma música pra ela, saca uma bomba de ar e bexigas de sua mala de couro e improvisa uma maçã do amor.

Minha condução chega, e eu penso que adoraria estar com meu irmão nesta viagem de volta, pois normalmente é com ele que acontecem essas passagens. Creio que passaríamos um tempo conversando sobre toda a simbologia da coisa.

segunda-feira, outubro 17, 2016

SÁBADO DE MANHÃ.

Estou no salão, prestes a dar um trato em meu cabelo, quando meu celular começa a vibrar furiosamente e aparecem na tela mensagens da Vanessa: "MANHÊ" "Socorro" "Pelo amor de Deussssssssss" e "Responde mulher". Confesso que sou meio apavorada, então me esqueço que não só a minha filha já está com 17 anos como está em casa com a irmã de 21. Ligo correndo pra ela antes de começar a lavar o cabelo, e em meio a barulhos de secadores e conversas externas mal e mal consigo entender pelos gemidos da Vanessa do outro lado do celular que ela foi esticar o braço, deu mal jeito na omoplata e queria saber algum exercício de alongamento pra melhorar a dor.

Falo de alguns vídeos que me lembro, desligo o telefone, lembro de outros, mando os nomes por mensagem e vou lá começar a minha tintura. Aparentemente a minha bolsa parou de apitar, então acho que os exercícios deram certo. Aí enquanto espero a meleca no meu cabelo fazer efeito dou outra checada no celular e vejo que tem nova mensagem, dessa vez da Juliana:

"Mãe, a Nê não tá conseguindo fazer o alongamento por causa da dor, então pensei numa compressa de gelo mas lá fala pra deixar no freezer por duas horas então não sei o que fazer."

"Ju, não precisa ser 2 horas. Deixa lá só pra gelar um pouco. E qualquer coisa tenta desgrudar a forma de gelo da geladeira, aí coloca em uma sacola de plástico e enrola em uma toalha. Aí na volta seu pai e eu passamos na farmácia e compramos salompas pra ela usar á noite."

"Ok"

Passam-se uns minutos e chega nova mensagem da Juliana:

"Mãe, vou tentar desgrudar a forma, mas não garanto nada. Aquilo já virou parte da geladeira."

E aí o Vagner e mais parte do salão fica olhando pra minha cara enquanto eu olho pro meu celular e gargalho descontroladamente.

terça-feira, outubro 04, 2016

Aquele dia em que sua filha te manda mensagem no celular lembrando que vem com um bando de colegas pra almoçar em casa e passar a tarde fazendo trabalho e logo em seguida o seu zelador te interfona avisando que vai desligar a água do prédio da uma até as três da tarde.
Vou lá no canto chorar um pouco e depois eu volto.

quinta-feira, setembro 29, 2016

ONTEM...

Início da manhã. Você está lá no tanque, lavando os potes dos seus bichos e começa a tocar o telefone. Larga tudo, seca mão, corre pra atender. E começa a gravação: "27272 guarde bem esse núme..." Desliguei mas captei a mensagem, digníssimo candidato a vereador que não quero nem saber quem é.
Adivinhem quem COM CERTEZA não vai levar o meu voto no próximo domingo.

sábado, outubro 03, 2015

MALITOLA

Em meu perfil do Facebook gosto de exercer o meu lado "criança de 45 anos", "terapia" que me relaxa e me deixa com mais disposição para cuidar de assuntos mais sérios fora da internet. Todo mês de outubro, brinco com fotos antigas e aproveito para contar histórias de minha infância. Apesar de não ter mais ninguém comentando neste meu canto, eu tenho muito carinho por ele. Sendo assim, copiarei aqui as histórias que vou compartilhar lá no Face.

Vamos à primeira, quando eu tinha mais ou menos a idade em que estou nessa foto.

Passei a grande maioria dos finais de semana da minha infância no sítio dos meus avós, em Itatiba. Boa parte da viagem pela Rodovia Anhanguera, com suas duas únicas pistas. Na década de 70 tínhamos bem menos carros que hoje em dia, mas mesmo assim muitas vezes pegávamos um congestionamento enorme.

Eu sempre tive muito problema de enjoo e quando pequena era pior. Tínhamos um pediatra maravilhoso, o Dr.Saldiva que, consultado pela minha mãe, receitou um bom remédio para o meu problema: distração. "Vocês gostam de cantar, não é? A Luciana gosta de música, certo? Cantem durante a viagem que ela não vai enjoar." E assim tínhamos todo um repertório, que passava pelas músicas dos Demônios da Garoa, todas as infantis, "My Bonnie Lies Over the Ocean" e outras coisinhas. Desde que cantássemos sem parar, eu não enjoava. E viajávamos em paz.

Ou quase.

Porque em um determinado fim de tarde, eu lá com meus dois ou três anos, consegui voltar chorando sem parar quase que todo o trajeto Itatiba-São Paulo em uma viagem pra lá de congestionada. Tudo isso porque eu queria que a minha mãe cantasse a "Malitola". É claro que ela não fazia ideia a que música eu estava me referindo e foi tentando todas que sabia. A cada música que ela errava, eu chorava mais alto. Existe uma lei do destino que diz assim: "se em uma viagem pra lá de longa sua filha resolver chorar por conta de uma música que você desconhece, você só descobrirá a bendita música no final de sua viagem." Já havíamos entrado em São Paulo quando a mamãe descobriu. Já em desespero, ela começou:

- Um pobre pelegrino que anda de porta em porta pedindo uma esmola, pelo amor de Deus...
- É essa, mamãe!!! A Malitola!
- Mas onde tem Malitola, Lu?
- Ué, mamãe: um pobe peleguino que anda de póta em póta pedindo "Malitola" pelamôdeDeus.

Porque, pela minha lógica de criança pequena, eu amava a música que era em homenagem à minha prima Maria Paula, ou "MaliPola", como eu conseguia chamá-la.

Para quem ficou com pena de meus pais, anos depois eles foram vingados. Outra lei do destino é que o que aprontamos durante nossa infância será retribuído no futuro, através de filhos, sobrinhos, netos, etc. E nós sofremos em umas duas horas de congestionamento entre o bairro de Vila Olimpia, Zona Sul, e Vila Formosa, Zona Leste, com a nossa filha mais velha chorando a plenos pulmões que queria que nós tocássemos a música dos moços com as pessoas felizes. Que, depois de quebrarmos muito a cabeça, descobrimos que era "Shinny Happy People" do R.E.M.

sexta-feira, outubro 02, 2015

HISTORINHA

Era uma vez uma arca de madeira. Desculpem o trocadilho, mas essa arca de madeira sempre foi pau pra toda obra. Sustentou por anos uma TV Telefunken 26 polegadas. Guardou rascunhos de desenhos e muitas pinturas da minha avó. Depois, vindo pra minha casa, guardou minhas malhas por anos e agora, voltando à sala, guarda cadernos de desenho, LPs e afins.

Pois bem, além da arca de madeira ser pau pra toda obra, seu outro destino sempre foi ter seus cantos roídos por todos os cachorros que tivemos em casa. Não tenho cachorro em meu apartamento. Portanto, quem resolveu assumir a função de roer o que sobra dos cantos de minha arca é Bolívar, meu calopsito arteiro.

Foi assim que ontem á tarde eu afastava meu pestinha amarelo dos cantos da arca enquanto tentava conversar com minha mãe no telefone. Ela, por sua vez, estava tentando que a gata, que estava caçando uma lagartixa, que por sua vez tentava caçar pernilongos, não derrubasse toda a papelada da mesa e o monitor do computador.

Conclusão: o que pode ser considerado doido por alguns é o normal em nossa família.

quarta-feira, setembro 23, 2015

CRIANÇA INFORMATIZADA (HISTÓRIA ANTIGA)

 Minha filha mais velha nasceu em 95. Ou seja: na época de linhas fixas de telefone, em que não havia computadores em toda casa e muito menos celulares e internet. Além da parte de animação, o Vagner trabalhava com ilustração de livro didático e sentia a necassidade de um computador para ajudar a agilizar o processo. Minha avó paterna, que o adorava de paixão, deu um Mac de presente. Junto com o Mac, arrumamos um DVD que era lindinho, chamado "A Festa do Ursinho de Pijama". E tínhamos um horário em que a Ju ficava em nosso colo, apontando com o dedinho em qual bicho ela queria que clicássemos no tal DVD. Ela estava com pouco mais de um ano.

Não demorou muito, e um dia flagramos a Juliana nas pontas dos pés, tentando controlar o mouse para ver se ligava o computador. E achamos que seria melhor ensinar como é que fazia, antes que a menina quebrasse alguma coisa. Com a condição de que poderia brincar com o "ussinho" no "putadô" em períodos curtos, e no colo de algum adulto. E, com isso, acabou me gerando um grande trauma: em uma tarde, com menos de dois anos de idade, ela conseguiu aprender a mexer com o mesmo mouse que eu, aos 25, levei uma semana pra aprender a mexer. Pra quem já nasceu digitando parece engraçado, mas pergunte pra qualquer um que nasceu no período A.I. (Antes de Informática) a dificuldade que era mexer com aquilo. Pra quem mexeu com Excel, então, a loucura de conseguir clicar no canto de uma célula e conseguir transformar o "X magrinho" em "X gordinho".

Mas voltemos à nossa história. Conforme a Ju foi crescendo, já não precisando mais do colo de um adulto para alcançar, a condição de uso, fora o limite de horário, era de que tivesse algum por perto. Sim, o "putadô", na época, ficava na sala e, para alegria de nossa filha, as bancas de jornais começaram a oferecer DVDs com jogos para colorir, e ainda por cima do "Adíneis" (Walt Disney). Ela, então, já tinha uns três anos e pouco e se sentia "A Grande" por saber escrever o próprio nome, ainda mais quando essa mãe que vos escreve a ensinou como procurar as letras no teclado do Mac para digitar antes de começar seus joguinhos.

E foi assim que uma bela tarde, mesmo com horários reduzidos e adultos por perto, o computador ficou sem som. O Vagner conectou cabo, desconectou, ligou, desligou... e nada. Saiu procurando em todo o sistema. E, depois de mais de uma hora, descobriu qual era o problema: no diretório de som, havia uma nova pasta (obviamente sem som), chamada "JULIANA". É claro que nós, meros adultos ignorantes em informática, não fazíamos ideia de como criar uma pasta dentro do diretório de som. E então, perguntamos como que ela havia feito aquilo, e ela prontamente respondeu:

- Ora, mãe! Você não falou que era pra escrever o meu nome sempre quando aparece o "pauzinho" lá no quadrado pra "se escrever"? Então, apareceu o pauzinho e eu "se escrevi" lá!

Sim. Até hoje continuamos sem saber como ela conseguiu a façanha...

quarta-feira, agosto 19, 2015

AH, VELHOS TEMPOS...

Estava eu aqui me lembrando de quando era uma adolescente colegial na década de 80. Volta e meia sobrava um trabalho de alguma matéria pra fazer em cima da hora... Aí à noite era aquela correria. Eu ficava lá na mesa fazendo trocentas pesquisas nas enciclopédias, escrevia em um caderno o que precisava e a minha mãe ajudava datilografando as minhas pesquisas. Torcendo pra não errar alguma palavra porque ainda não tinha branquinho pra corrigir.

Isso tudo porque agora cá estou eu, esperando pacientemente enquanto a minha caçula pesquisa na internet do computador dela, digita no celular e vai me repassando via Facebook o texto do trabalho de Geografia que eu, mãe super solidária, vou digitando no Word para depois passarmos tudo pra slides de Powerpoint. E torcendo para o meu gravador de CD colaborar direito e não me estragar as mídias.

Pois é. O tempo passa, tudo se moderniza. Mas mães, adolescentes e trabalhos feitos em cima da hora continuam os mesmos.

terça-feira, agosto 04, 2015

ENTÃO...


Pense numa doida que aprendeu a assobiar aos 42 anos de idade só para poder ensinar aos seus pássaros porque achava bonitinho. E que graças a isso, dois anos depois, os bichinhos aprenderam tão bem que a acordam todo dia às seis da manhã com dueto de assobios. Todo dia. Incluindo sábados e domingos.

Pois é.

quinta-feira, julho 23, 2015

MOMENTOS

Momentos de satisfação podem facilmente ser substituídos por momentos de nostalgia. Querem saber como?

Momento de satisfação: descobrir que em uma hora e quinze minutos você é capaz de dar 30 voltas ao redor daquela mesma praça onde há 6 meses você mal dava 10 voltas em uma hora.

Momento de nostalgia: lembrar da sua adolescência, quando você sentia dor na batata da perna por virar a noite em baile de carnaval.

quinta-feira, maio 21, 2015

TELEMARKETING

Ontem, por volta de meio-dia...

- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhor Vagner se encontra?
- Não, ele está trabalhando e volta bem tarde.
- Mas a senhora não pode estar passando um número onde eu possa estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele está TRABALHANDO, não tem como ficar atendendo telefonemas.
- Ah, e tem alguma hora em que eu posso estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele entra cedo e sai tarde, e se é sobre conta corrente nem precisa ligar, pois não estamos interessados, obrigada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.

Hoje, por volta de meio-dia...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas não posso falar agora.
- Nem um minutinho? É um assunto de interesse da senhora!
- Olha! Estou aqui preparando o almoço, se eu continuar falando vou queimar tudo.
- Mas tem alguma hora em que eu possa estar voltando a falar com a senhora?
- Não, eu estou atrapalhada, e se é sobre conta-corrente eu NÃO estou interessada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.

Hoje ainda, duas e meia da tarde...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas continuo atrapalhada.
- Mas é só um minuto! Essa ligação vai estar sendo gravada e a senhora só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- Como assim repassando? Do que se trata?
- É um assunto de interesse da senhora. Só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- NÃO! Eu NÃO QUERO que você vá estar repassando para o responsável! Eu NÃO QUERO CARTÃO DE CRÉDITO, NEM POUPANÇA E NEM CONTA EM OUTRO BANCO, NÃO DEU PARA ENTENDER?
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.

Se nos próximos dias vocês, seja onde estiverem, ouvirem alguém gritando muito, sou eu brigando novamente com esse povo do Santander.

É, aparentemente estamos novamente "bem cotados na praça". Droga. :(

quarta-feira, agosto 13, 2014

ESPERANDO O ENVELOPE

Essa aconteceu mês passado, quando eu estava às voltas com um serviço.

O trabalho em si não era difícil, mas o prazo estava bem apertado e ainda por cima envolvia várias pessoas, trabalhando numa espécie de "linha de produção". Ou seja: assim que me chegasse o material, eu precisaria começar imediatamente, para não prejudicar o prazo da parte seguinte que dependia das minhas ilustrações para poder diagramar. Eu por outro lado, dependia de alguns originais para poder fazer os desenhos. Então pedi, por e-mail, que me avisassem assim que eles me fossem enviados, pois há um povo aqui na portaria do prédio que é meio sinistro. Pensando bem,  "sinistra" não é bem a palavra apropriada. Na verdade, aqui há alguns porteiros "pitorescos".

Certa tarde, por volta das quatro e meia, fui avisada que o motoqueiro já estava a caminho da minha casa e, enquanto esperava por ele, aproveitei para ir pesquisando algumas referências que precisaria para o trabalho. Às seis da tarde meu interfone continuava em silêncio, e resolvi ligar para o térreo. Estou trocando os nomes e números mencionados, mas de resto a conversa que se seguiu foi esta:

- Osvaldo, por acaso deixaram um envelope pra mim aí na portaria?
- Peraí, Dona Luciana, deixa eu ver... tem pra Dona Rita do 24... pro Seu Sérgio do 41... pro Seu André do 83... é, acho que não tem nada pra senhora...
- Puxa, mas já faz tempo que saíram pra trazer esse envelope. Será que o rapaz pegou trânsito, então?
- Aaaah... espera um pouco, Dona Luciana... tem pra Dona Lígia do 111... pro Seu Francisco do 123... aaaah... é um envelope que a senhora está esperando?
- Sim, Osvaldo, é um envelope.
- Ah... tem um pra Dona Neide do 152... tem um aqui pra Dona Luciana do 174. Dona Luciana ainda é a senhora, não é?
- Bom, até onde eu me lembro esse ainda é o meu nome.
- Ah, tá, então tem envelope pra senhora, sim.
- Ok, Osvaldo, estou descendo pra pegar.

Detalhe importante: ele trabalha aqui no prédio há pelo menos uns 18 anos.

Concluindo: tive que ficar até quase uma da manhã para poder tirar o atraso...

terça-feira, agosto 05, 2014

HOJE, NO CAFÉ DA MANHÃ...

Como boa adolescente, a Vanessa é movida a videoclipes. Não importa se a música é boa ou ruim, porque sabe como é... daqui a pouco sempre pode passar uma melhor. Para nosso desespero, pois dependendo do que está passando no canal da VH1 fica bem difícil de aguentar. E hoje, na hora do café da manhã, a trilha sonora estava inspirada, a ponto do Vagner dar um ultimato: "se não melhorar nos próximos cinco minutos você vai ter que mudar de canal." A coisa não melhorou, começou a tocar Snoop Dog (que agora "digivouliu" para Snoop Lion).
- Olha... - começou a Juliana - bem que o meu professor falava que era a cara do Snoop Dog. Agora que estou conhecendo que vi que é mesmo, coitado.
- Ué, Ju - disse eu - Mas você não se lembra do filme do Starsky e Hutch? O Snoop Dog trabalhou nele.
- Trabalhou? Não me lembro...
- Não lembra, Ju? - continuou a Vanessa - você viu com a gente, eu me lembro do Snoop Dog. Se bem que, como ator, ele é um bom cant... hã... deixa pra lá!
E depois ela ainda ficou feliz porque o pai quase engasgou com o sanduíche de tanto rir, já que normalmente acontece o inverso em nossas refeições.

sexta-feira, julho 25, 2014

BOA SORTE!

O hábito de desejar "bom trabalho, boa aula, bom passeio" quando acompanho meus familiares até o elevador é tão grande que ao fechar a porta da casa pra minha caçula que saiu para tirar umas cópias de documentos, eu lhe desejei "bom xerox".

quinta-feira, maio 08, 2014

RECEITINHA BÁSICA

Manhã corrida, almoço que precisa sair ao meio-dia. Ideal para se pegar algumas sobras do almoço de ontem na geladeira e transformar em recheio de torta de liquidificador. Quer tentar? Aqui vai a receita e o modo de preparo para a:

TORTA DE LIQUIDIFICADOR MAIS PERFEITA DO MUNDO!!!

Vamos lá...

MATERIAL:

Para a torta: 2 copos de leite, 3 ovos, 1 pacote de sopa de queijo, um copo e meio de farinha de trigo, 2 colheres de sobremesa de fermento em pó. Margarina para untar
Recheio: o que você tiver na geladeira que possa virar um. No caso, vamos usar uma carne moída com ervilha, que já havia sido preparada a mais na intenção de virar recheio de torta.

MODO DE PREPARO PARA A SUA TORTA FICAR PERFEITA:

1- Coloque o forno para esquentar, sem se importar muito com a temperatura, pois há anos que a marcação sumiu.

2- Descubra que os seus copos estão todos perdidos no quarto de suas filhas e use um copo duplo, assim meio a olho, para calcular as medidas. Despeje o leite, a sopa de queijo e os ovos no liquidificador e coloque para bater, enquanto descobre que a farinha de trigo venceu há um mês. Você não tem outra farinha, nem tempo para sair e comprar outro pacote e não ia perder o que já está no liquidificador. Lembre-se de que quando você era criança não existia de data de validade, a farinha está com cara de boa. Junte a farinha vencida, as duas colheres de fermento e largue lá batendo, enquanto você unta um pirex e vai até a sala para tentar entender porque suas calopsitas associam barulho de liquidificador com "banho" e estão se contorcendo inteiras enquanto esperam cair gota de sei-lá-o-quê nelas.

3- Volte para a cozinha e desligue o liquidificador. A massa deve ter ficado com uma consistência tal que só se consegue tirá-la do copo com uma colher de pau. Ponha mais ou menos metade da massa, junte o recheio, cubra com o resto da massa, polvilhe com queijo ralado e coloque no forno, o botão ajustado para mais ou menos 1/3 abaixo do máximo. O tempo de forno é de uns 50 minutos, então ligue o timer do seu micro-ondas para 25 minutos, mas como seu forno é uma droga é preciso abrir e virar na metade do tempo, para que ele doure por igual. Vá fazer outras coisas, não ouça o apito do timer. Importante que seu olfato esteja em dia, pois você vai precisar sentir cheiro de torta assando para se lembrar dela e correr para a cozinha para ver se não queimou. Abra o forno, sua torta provavelmente está bonita por fora mas você tem dúvidas se ela está cozida por dentro. Abaixe o forno para qualquer coisa perto do médio e deixe a torta por mais uns 10 minutos, enquanto você prepara aquela salada que se esqueceu, coloca arroz para esquentar e põe a mesa para o almoço.

4- Retire a torta do fogo. Ela estará crocante por fora, macia por dentro, super saborosa. E, agora que a sua farinha vencida acabou, mesmo parando para anotar todo o passo a passo, provavelmente jamais em sua vida conseguirá fazer outra igual. Sinta muita pena de você ter se esquecido de fotografar sua torta-mais-que-perfeita. Mas fique feliz que suas filhas amaram.

sexta-feira, maio 02, 2014

VANESSA E OS PROVÉRBIOS

- Sabe, mãe, aquele provérbio que diz: "o que a brisa leva embora o vento traz de volta?"
- Sei...
- Pois é. Há umas duas semanas estavam distribuindo uns cupons do Burguer King lá perto da escola, e aí bateu uma brisa e levou embora o que eu ganhei. Estou esse tempo todo esperando que o vento traga meu cupom de volta, mas até agora não fui atendida!

sábado, abril 19, 2014

ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!!!!

Apesar da falta de postagens frequentes, o EEEPA continua um blog muito antenado com o que acontece e preocupado em ensinar aos outros valorosas lições de vida. Por isso mesmo que hoje trazemos, em primeira mão, o lindo, maravilhoso e supremo:

MANUAL DE COMO SE SENTIR UMA PERFEITA ANTA - LIÇÃO EM 10 PASSOS

1º PASSO- planeje uma viagem familiar, em um final de semana;

2º PASSO- avise a toda a sua família que sairá no sábado, às 8 da manhã;

3º PASSO- organize, na véspera, toda a arrumação das malas. Lembre a todos que a viagem será em um Palio, e portanto a bagagem para um final de semana lotará completamente o porta-malas;

4º PASSO- deixe a mesa do café da manhã arrumada, uma coisa a menos para pensar na manhã seguinte e lembre-se de ver com a família se nada foi esquecido;

5º PASSO- ajuste o despertador. Pode ser do celular, da TV, do Rádio-relógio (no último caso, lembre-se de não deixar sintonizado em uma rádio de rock - acordar com um solo de guitarra no último volume pode ser traumatizante, acreditem);

6º PASSO- depois de acordar, certifique-se de que cada um na família faça as tarefas - incluindo tomar café da manhã, lavar a louça e desligar registro de água e aparelhos da tomada, dentro do horário combinado. Oito horas! Tudo em ordem? Pegue as malas e vá para o carro, que você merece;

7º PASSO- carregue todo o porta-malas do carro e derrube as chaves lá dentro, incluindo as de casa;

8º PASSO- pergunte para a sua família se alguém está carregando as chaves de casa para poder entrar e pegar a chave extra do carro;

9º PASSO- após descobrir que as chaves dos seus familiares encontram-se dentro do porta-malas e a única que não está dentro do porta-malas ficou em casa, ande pelo bairro atrás de um chaveiro 24 horas. Como provavelmente todos estarão fechados, por ser feriado, é bom você ter um celular com um acesso razoável à internet, para poder pesquisar algum disponível, que provavelmente lhe cobrará os olhos da cara;

10º PASSO- o chaveiro apareceu, abriu a porta de sua casa e cobrou os olhos da cara, nariz e mais um pouco. Mas isso não importa, pois finalmente você tem a chave extra do carro e pode viajar! Vá, então, para o seu carro e, ao tentar girar a chave descubra que você já havia destrancado a porta antes de carregar o porta-malas e que portanto era só entrar e rebater o banco para poder pegar as chaves do carro sem precisar perder tempo e dinheiro. E... pronto! Se você não se sentir uma anta depois de tudo isso, nada mais o fará!

domingo, março 23, 2014

Ai, ai...

E aí aproveitamos o domingo para ir à COBASI, para procurar uns artigos que eu não estava encontrando aqui por perto. Saindo da loja passamos por uma árvore de copa bem baixa, eu já abaixei a cabeça para não bater nela e o Vagner me perguntou:
- O que você está fazendo? Nós estamos dentro do carro!!!
Nem preciso falar que vou ouvir sobre isso pelo resto da minha vida...

terça-feira, março 11, 2014

ENQUANTO ISSO...

...lá na TV da sala, passava aquele comercial com o Luciano Huck:
- O que a TIM mais quer é oferecer o melhor serviço de telefonia para você.

Comentário da Juliana:
- Imagina então se ela não quisesse!!!

segunda-feira, março 10, 2014

CHEGOU!!!

E, nesta segunda pós-Carnaval, com a tarde só minha, estou lá envolvida com meus trabalhos quando toca o interfone:

- Dona Luciana, chegou aqui uma encomenda para o Senhor Vagner.

Assim, larguei o que estava fazendo e desci até o térreo, tentando (e depois conseguindo) me lembrar do que havia sido encomendado: um novo controle remoto para o portão da garagem, para substituir o antigo que estragou. Como o maridão estava sem tempo para passar na Santa Ifigênia para comprar um, preferiu pesquisar uma loja de lá que vendesse o controle pela internet e que fosse confiável. Encontrou uma loja e encomendou, apesar do valor do Sedex ser quase o mesmo que o do controle, pois o que custava não compensava o tempo e o dinheiro que seriam gastos para ir comprar pessoalmente.

Enfim, quando cheguei à portaria entendi porque o valor do Sedex era quase o mesmo do controle remoto, como vocês podem ver na foto abaixo. Sim, ainda estou rindo. E não, não abri ainda a caixa, pois faço questão de fotografar o Vagner a abrindo à noite.

Tamanho da caixa do Sedex, comparado ao do controle-remoto antigo

--- TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC (onomatopeia de tempo passando porque a postagem de hoje MERECE um update) ---

Quase nove da noite, e finalmente o maridão chega em casa. Nesta altura do campeonato, as filhas também já estavam por aqui, já sabiam do acontecido, esperavam ansiosas pelo pai e, claro, fizeram questão de registrar o momento da abertura da caixa. E, qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que o exagero não era do Sedex, e sim do fabricante do modelo PPA de controles de portões. Como imagens valem mais que mil palavras, as deixo com elas:




.
Afinal, como a própria caixa do modelo PPA anuncia:
Mais confortável e seguro que isso é impossível!

Isso é o que eu chamo de seguir à risca o que se anuncia...