E aí eu precisava ir verificar se a água da panela de arroz estava fervendo e quando percebi já tinha aberto a garrafa térmica e e ia jogar todo o café na pia.
Isso porque outro dia quase perdi uma ligação da minha mãe porque fiquei procurando o telefone sem fio, que estava na base. E ainda ganhei um pedido de desculpas, por estar ficando cada vez mais parecida com ela.
domingo, outubro 23, 2016
sexta-feira, outubro 21, 2016
HISTORIETA
Manhã numa rodoviária, no interior de São Paulo. Enquanto espero o ônibus para a Capital, um palhaço de roupa bem amassada, com chupetas de carnaval penduradas no pescoço e carregando uma maleta de executivo fala sobre sua descrença na política e que rasgou o seu título de eleitor depois que a prefeitura cortou a verba para a visita de palhaços a hospitais. Chega uma família com uma menina pequena, o palhaço esquece da política para brincar com a criança. Improvisa uma música pra ela, saca uma bomba de ar e bexigas de sua mala de couro e improvisa uma maçã do amor.
Minha condução chega, e eu penso que adoraria estar com meu irmão nesta viagem de volta, pois normalmente é com ele que acontecem essas passagens. Creio que passaríamos um tempo conversando sobre toda a simbologia da coisa.
Minha condução chega, e eu penso que adoraria estar com meu irmão nesta viagem de volta, pois normalmente é com ele que acontecem essas passagens. Creio que passaríamos um tempo conversando sobre toda a simbologia da coisa.
segunda-feira, outubro 17, 2016
SÁBADO DE MANHÃ.
Estou no salão, prestes a dar um trato em meu cabelo, quando meu celular começa a vibrar furiosamente e aparecem na tela mensagens da Vanessa: "MANHÊ" "Socorro" "Pelo amor de Deussssssssss" e "Responde mulher". Confesso que sou meio apavorada, então me esqueço que não só a minha filha já está com 17 anos como está em casa com a irmã de 21. Ligo correndo pra ela antes de começar a lavar o cabelo, e em meio a barulhos de secadores e conversas externas mal e mal consigo entender pelos gemidos da Vanessa do outro lado do celular que ela foi esticar o braço, deu mal jeito na omoplata e queria saber algum exercício de alongamento pra melhorar a dor.
Falo de alguns vídeos que me lembro, desligo o telefone, lembro de outros, mando os nomes por mensagem e vou lá começar a minha tintura. Aparentemente a minha bolsa parou de apitar, então acho que os exercícios deram certo. Aí enquanto espero a meleca no meu cabelo fazer efeito dou outra checada no celular e vejo que tem nova mensagem, dessa vez da Juliana:
"Mãe, a Nê não tá conseguindo fazer o alongamento por causa da dor, então pensei numa compressa de gelo mas lá fala pra deixar no freezer por duas horas então não sei o que fazer."
"Ju, não precisa ser 2 horas. Deixa lá só pra gelar um pouco. E qualquer coisa tenta desgrudar a forma de gelo da geladeira, aí coloca em uma sacola de plástico e enrola em uma toalha. Aí na volta seu pai e eu passamos na farmácia e compramos salompas pra ela usar á noite."
"Ok"
Passam-se uns minutos e chega nova mensagem da Juliana:
"Mãe, vou tentar desgrudar a forma, mas não garanto nada. Aquilo já virou parte da geladeira."
E aí o Vagner e mais parte do salão fica olhando pra minha cara enquanto eu olho pro meu celular e gargalho descontroladamente.
terça-feira, outubro 04, 2016
Aquele dia em que sua filha te manda mensagem no celular lembrando que vem com um bando de colegas pra almoçar em casa e passar a tarde fazendo trabalho e logo em seguida o seu zelador te interfona avisando que vai desligar a água do prédio da uma até as três da tarde.
Vou lá no canto chorar um pouco e depois eu volto.
quinta-feira, setembro 29, 2016
ONTEM...
Início da manhã. Você está lá no tanque, lavando os potes dos seus bichos e começa a tocar o telefone. Larga tudo, seca mão, corre pra atender. E começa a gravação: "27272 guarde bem esse núme..." Desliguei mas captei a mensagem, digníssimo candidato a vereador que não quero nem saber quem é.
Adivinhem quem COM CERTEZA não vai levar o meu voto no próximo domingo.
sábado, outubro 03, 2015
MALITOLA
Em meu perfil do Facebook gosto de exercer o meu lado "criança de 45 anos", "terapia" que me relaxa e me deixa com mais disposição para cuidar de assuntos mais sérios fora da internet. Todo mês de outubro, brinco com fotos antigas e aproveito para contar histórias de minha infância. Apesar de não ter mais ninguém comentando neste meu canto, eu tenho muito carinho por ele. Sendo assim, copiarei aqui as histórias que vou compartilhar lá no Face.
Vamos à primeira, quando eu tinha mais ou menos a idade em que estou nessa foto.
Passei a grande maioria dos finais de semana da minha infância no sítio dos meus avós, em Itatiba. Boa parte da viagem pela Rodovia Anhanguera, com suas duas únicas pistas. Na década de 70 tínhamos bem menos carros que hoje em dia, mas mesmo assim muitas vezes pegávamos um congestionamento enorme.
Eu sempre tive muito problema de enjoo e quando pequena era pior. Tínhamos um pediatra maravilhoso, o Dr.Saldiva que, consultado pela minha mãe, receitou um bom remédio para o meu problema: distração. "Vocês gostam de cantar, não é? A Luciana gosta de música, certo? Cantem durante a viagem que ela não vai enjoar." E assim tínhamos todo um repertório, que passava pelas músicas dos Demônios da Garoa, todas as infantis, "My Bonnie Lies Over the Ocean" e outras coisinhas. Desde que cantássemos sem parar, eu não enjoava. E viajávamos em paz.
Ou quase.
Porque em um determinado fim de tarde, eu lá com meus dois ou três anos, consegui voltar chorando sem parar quase que todo o trajeto Itatiba-São Paulo em uma viagem pra lá de congestionada. Tudo isso porque eu queria que a minha mãe cantasse a "Malitola". É claro que ela não fazia ideia a que música eu estava me referindo e foi tentando todas que sabia. A cada música que ela errava, eu chorava mais alto. Existe uma lei do destino que diz assim: "se em uma viagem pra lá de longa sua filha resolver chorar por conta de uma música que você desconhece, você só descobrirá a bendita música no final de sua viagem." Já havíamos entrado em São Paulo quando a mamãe descobriu. Já em desespero, ela começou:
- Um pobre pelegrino que anda de porta em porta pedindo uma esmola, pelo amor de Deus...
- É essa, mamãe!!! A Malitola!
- Mas onde tem Malitola, Lu?
- Ué, mamãe: um pobe peleguino que anda de póta em póta pedindo "Malitola" pelamôdeDeus.
Porque, pela minha lógica de criança pequena, eu amava a música que era em homenagem à minha prima Maria Paula, ou "MaliPola", como eu conseguia chamá-la.
Para quem ficou com pena de meus pais, anos depois eles foram vingados. Outra lei do destino é que o que aprontamos durante nossa infância será retribuído no futuro, através de filhos, sobrinhos, netos, etc. E nós sofremos em umas duas horas de congestionamento entre o bairro de Vila Olimpia, Zona Sul, e Vila Formosa, Zona Leste, com a nossa filha mais velha chorando a plenos pulmões que queria que nós tocássemos a música dos moços com as pessoas felizes. Que, depois de quebrarmos muito a cabeça, descobrimos que era "Shinny Happy People" do R.E.M.
Vamos à primeira, quando eu tinha mais ou menos a idade em que estou nessa foto.
Passei a grande maioria dos finais de semana da minha infância no sítio dos meus avós, em Itatiba. Boa parte da viagem pela Rodovia Anhanguera, com suas duas únicas pistas. Na década de 70 tínhamos bem menos carros que hoje em dia, mas mesmo assim muitas vezes pegávamos um congestionamento enorme.
Eu sempre tive muito problema de enjoo e quando pequena era pior. Tínhamos um pediatra maravilhoso, o Dr.Saldiva que, consultado pela minha mãe, receitou um bom remédio para o meu problema: distração. "Vocês gostam de cantar, não é? A Luciana gosta de música, certo? Cantem durante a viagem que ela não vai enjoar." E assim tínhamos todo um repertório, que passava pelas músicas dos Demônios da Garoa, todas as infantis, "My Bonnie Lies Over the Ocean" e outras coisinhas. Desde que cantássemos sem parar, eu não enjoava. E viajávamos em paz.
Ou quase.
Porque em um determinado fim de tarde, eu lá com meus dois ou três anos, consegui voltar chorando sem parar quase que todo o trajeto Itatiba-São Paulo em uma viagem pra lá de congestionada. Tudo isso porque eu queria que a minha mãe cantasse a "Malitola". É claro que ela não fazia ideia a que música eu estava me referindo e foi tentando todas que sabia. A cada música que ela errava, eu chorava mais alto. Existe uma lei do destino que diz assim: "se em uma viagem pra lá de longa sua filha resolver chorar por conta de uma música que você desconhece, você só descobrirá a bendita música no final de sua viagem." Já havíamos entrado em São Paulo quando a mamãe descobriu. Já em desespero, ela começou:
- Um pobre pelegrino que anda de porta em porta pedindo uma esmola, pelo amor de Deus...
- É essa, mamãe!!! A Malitola!
- Mas onde tem Malitola, Lu?
- Ué, mamãe: um pobe peleguino que anda de póta em póta pedindo "Malitola" pelamôdeDeus.
Porque, pela minha lógica de criança pequena, eu amava a música que era em homenagem à minha prima Maria Paula, ou "MaliPola", como eu conseguia chamá-la.
Para quem ficou com pena de meus pais, anos depois eles foram vingados. Outra lei do destino é que o que aprontamos durante nossa infância será retribuído no futuro, através de filhos, sobrinhos, netos, etc. E nós sofremos em umas duas horas de congestionamento entre o bairro de Vila Olimpia, Zona Sul, e Vila Formosa, Zona Leste, com a nossa filha mais velha chorando a plenos pulmões que queria que nós tocássemos a música dos moços com as pessoas felizes. Que, depois de quebrarmos muito a cabeça, descobrimos que era "Shinny Happy People" do R.E.M.
sexta-feira, outubro 02, 2015
HISTORINHA
Era uma vez uma arca de madeira. Desculpem o trocadilho, mas essa arca de madeira sempre foi pau pra toda obra. Sustentou por anos uma TV Telefunken 26 polegadas. Guardou rascunhos de desenhos e muitas pinturas da minha avó. Depois, vindo pra minha casa, guardou minhas malhas por anos e agora, voltando à sala, guarda cadernos de desenho, LPs e afins.
Pois bem, além da arca de madeira ser pau pra toda obra, seu outro destino sempre foi ter seus cantos roídos por todos os cachorros que tivemos em casa. Não tenho cachorro em meu apartamento. Portanto, quem resolveu assumir a função de roer o que sobra dos cantos de minha arca é Bolívar, meu calopsito arteiro.
Foi assim que ontem á tarde eu afastava meu pestinha amarelo dos cantos da arca enquanto tentava conversar com minha mãe no telefone. Ela, por sua vez, estava tentando que a gata, que estava caçando uma lagartixa, que por sua vez tentava caçar pernilongos, não derrubasse toda a papelada da mesa e o monitor do computador.
Conclusão: o que pode ser considerado doido por alguns é o normal em nossa família.
Pois bem, além da arca de madeira ser pau pra toda obra, seu outro destino sempre foi ter seus cantos roídos por todos os cachorros que tivemos em casa. Não tenho cachorro em meu apartamento. Portanto, quem resolveu assumir a função de roer o que sobra dos cantos de minha arca é Bolívar, meu calopsito arteiro.
Foi assim que ontem á tarde eu afastava meu pestinha amarelo dos cantos da arca enquanto tentava conversar com minha mãe no telefone. Ela, por sua vez, estava tentando que a gata, que estava caçando uma lagartixa, que por sua vez tentava caçar pernilongos, não derrubasse toda a papelada da mesa e o monitor do computador.
Conclusão: o que pode ser considerado doido por alguns é o normal em nossa família.
quarta-feira, setembro 23, 2015
CRIANÇA INFORMATIZADA (HISTÓRIA ANTIGA)
Minha filha mais velha nasceu em 95. Ou seja: na época de linhas fixas de telefone, em que não havia computadores em toda casa e muito menos celulares e internet. Além da parte de animação, o Vagner trabalhava com ilustração de livro didático e sentia a necassidade de um computador para ajudar a agilizar o processo. Minha avó paterna, que o adorava de paixão, deu um Mac de presente. Junto com o Mac, arrumamos um DVD que era lindinho, chamado "A Festa do Ursinho de Pijama". E tínhamos um horário em que a Ju ficava em nosso colo, apontando com o dedinho em qual bicho ela queria que clicássemos no tal DVD. Ela estava com pouco mais de um ano.
Não demorou muito, e um dia flagramos a Juliana nas pontas dos pés, tentando controlar o mouse para ver se ligava o computador. E achamos que seria melhor ensinar como é que fazia, antes que a menina quebrasse alguma coisa. Com a condição de que poderia brincar com o "ussinho" no "putadô" em períodos curtos, e no colo de algum adulto. E, com isso, acabou me gerando um grande trauma: em uma tarde, com menos de dois anos de idade, ela conseguiu aprender a mexer com o mesmo mouse que eu, aos 25, levei uma semana pra aprender a mexer. Pra quem já nasceu digitando parece engraçado, mas pergunte pra qualquer um que nasceu no período A.I. (Antes de Informática) a dificuldade que era mexer com aquilo. Pra quem mexeu com Excel, então, a loucura de conseguir clicar no canto de uma célula e conseguir transformar o "X magrinho" em "X gordinho".
Mas voltemos à nossa história. Conforme a Ju foi crescendo, já não precisando mais do colo de um adulto para alcançar, a condição de uso, fora o limite de horário, era de que tivesse algum por perto. Sim, o "putadô", na época, ficava na sala e, para alegria de nossa filha, as bancas de jornais começaram a oferecer DVDs com jogos para colorir, e ainda por cima do "Adíneis" (Walt Disney). Ela, então, já tinha uns três anos e pouco e se sentia "A Grande" por saber escrever o próprio nome, ainda mais quando essa mãe que vos escreve a ensinou como procurar as letras no teclado do Mac para digitar antes de começar seus joguinhos.
E foi assim que uma bela tarde, mesmo com horários reduzidos e adultos por perto, o computador ficou sem som. O Vagner conectou cabo, desconectou, ligou, desligou... e nada. Saiu procurando em todo o sistema. E, depois de mais de uma hora, descobriu qual era o problema: no diretório de som, havia uma nova pasta (obviamente sem som), chamada "JULIANA". É claro que nós, meros adultos ignorantes em informática, não fazíamos ideia de como criar uma pasta dentro do diretório de som. E então, perguntamos como que ela havia feito aquilo, e ela prontamente respondeu:
- Ora, mãe! Você não falou que era pra escrever o meu nome sempre quando aparece o "pauzinho" lá no quadrado pra "se escrever"? Então, apareceu o pauzinho e eu "se escrevi" lá!
Sim. Até hoje continuamos sem saber como ela conseguiu a façanha...
Não demorou muito, e um dia flagramos a Juliana nas pontas dos pés, tentando controlar o mouse para ver se ligava o computador. E achamos que seria melhor ensinar como é que fazia, antes que a menina quebrasse alguma coisa. Com a condição de que poderia brincar com o "ussinho" no "putadô" em períodos curtos, e no colo de algum adulto. E, com isso, acabou me gerando um grande trauma: em uma tarde, com menos de dois anos de idade, ela conseguiu aprender a mexer com o mesmo mouse que eu, aos 25, levei uma semana pra aprender a mexer. Pra quem já nasceu digitando parece engraçado, mas pergunte pra qualquer um que nasceu no período A.I. (Antes de Informática) a dificuldade que era mexer com aquilo. Pra quem mexeu com Excel, então, a loucura de conseguir clicar no canto de uma célula e conseguir transformar o "X magrinho" em "X gordinho".
Mas voltemos à nossa história. Conforme a Ju foi crescendo, já não precisando mais do colo de um adulto para alcançar, a condição de uso, fora o limite de horário, era de que tivesse algum por perto. Sim, o "putadô", na época, ficava na sala e, para alegria de nossa filha, as bancas de jornais começaram a oferecer DVDs com jogos para colorir, e ainda por cima do "Adíneis" (Walt Disney). Ela, então, já tinha uns três anos e pouco e se sentia "A Grande" por saber escrever o próprio nome, ainda mais quando essa mãe que vos escreve a ensinou como procurar as letras no teclado do Mac para digitar antes de começar seus joguinhos.
E foi assim que uma bela tarde, mesmo com horários reduzidos e adultos por perto, o computador ficou sem som. O Vagner conectou cabo, desconectou, ligou, desligou... e nada. Saiu procurando em todo o sistema. E, depois de mais de uma hora, descobriu qual era o problema: no diretório de som, havia uma nova pasta (obviamente sem som), chamada "JULIANA". É claro que nós, meros adultos ignorantes em informática, não fazíamos ideia de como criar uma pasta dentro do diretório de som. E então, perguntamos como que ela havia feito aquilo, e ela prontamente respondeu:
- Ora, mãe! Você não falou que era pra escrever o meu nome sempre quando aparece o "pauzinho" lá no quadrado pra "se escrever"? Então, apareceu o pauzinho e eu "se escrevi" lá!
Sim. Até hoje continuamos sem saber como ela conseguiu a façanha...
quarta-feira, agosto 19, 2015
AH, VELHOS TEMPOS...
Estava eu aqui me lembrando de quando era uma adolescente colegial na década de 80. Volta e meia sobrava um trabalho de alguma matéria pra fazer em cima da hora... Aí à noite era aquela correria. Eu ficava lá na mesa fazendo trocentas pesquisas nas enciclopédias, escrevia em um caderno o que precisava e a minha mãe ajudava datilografando as minhas pesquisas. Torcendo pra não errar alguma palavra porque ainda não tinha branquinho pra corrigir.
Isso tudo porque agora cá estou eu, esperando pacientemente enquanto a minha caçula pesquisa na internet do computador dela, digita no celular e vai me repassando via Facebook o texto do trabalho de Geografia que eu, mãe super solidária, vou digitando no Word para depois passarmos tudo pra slides de Powerpoint. E torcendo para o meu gravador de CD colaborar direito e não me estragar as mídias.
Pois é. O tempo passa, tudo se moderniza. Mas mães, adolescentes e trabalhos feitos em cima da hora continuam os mesmos.
Isso tudo porque agora cá estou eu, esperando pacientemente enquanto a minha caçula pesquisa na internet do computador dela, digita no celular e vai me repassando via Facebook o texto do trabalho de Geografia que eu, mãe super solidária, vou digitando no Word para depois passarmos tudo pra slides de Powerpoint. E torcendo para o meu gravador de CD colaborar direito e não me estragar as mídias.
Pois é. O tempo passa, tudo se moderniza. Mas mães, adolescentes e trabalhos feitos em cima da hora continuam os mesmos.
terça-feira, agosto 04, 2015
ENTÃO...
Pense numa doida que aprendeu a assobiar aos 42 anos de idade só para poder ensinar aos seus pássaros porque achava bonitinho. E que graças a isso, dois anos depois, os bichinhos aprenderam tão bem que a acordam todo dia às seis da manhã com dueto de assobios. Todo dia. Incluindo sábados e domingos.
Pois é.
quinta-feira, julho 23, 2015
MOMENTOS
Momentos de satisfação podem facilmente ser substituídos por momentos de nostalgia. Querem saber como?
Momento de satisfação: descobrir que em uma hora e quinze minutos você é capaz de dar 30 voltas ao redor daquela mesma praça onde há 6 meses você mal dava 10 voltas em uma hora.
Momento de nostalgia: lembrar da sua adolescência, quando você sentia dor na batata da perna por virar a noite em baile de carnaval.
Momento de satisfação: descobrir que em uma hora e quinze minutos você é capaz de dar 30 voltas ao redor daquela mesma praça onde há 6 meses você mal dava 10 voltas em uma hora.
Momento de nostalgia: lembrar da sua adolescência, quando você sentia dor na batata da perna por virar a noite em baile de carnaval.
quinta-feira, maio 21, 2015
TELEMARKETING
Ontem, por volta de meio-dia...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhor Vagner se encontra?
- Não, ele está trabalhando e volta bem tarde.
- Mas a senhora não pode estar passando um número onde eu possa estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele está TRABALHANDO, não tem como ficar atendendo telefonemas.
- Ah, e tem alguma hora em que eu posso estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele entra cedo e sai tarde, e se é sobre conta corrente nem precisa ligar, pois não estamos interessados, obrigada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Hoje, por volta de meio-dia...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas não posso falar agora.
- Nem um minutinho? É um assunto de interesse da senhora!
- Olha! Estou aqui preparando o almoço, se eu continuar falando vou queimar tudo.
- Mas tem alguma hora em que eu possa estar voltando a falar com a senhora?
- Não, eu estou atrapalhada, e se é sobre conta-corrente eu NÃO estou interessada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Hoje ainda, duas e meia da tarde...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas continuo atrapalhada.
- Mas é só um minuto! Essa ligação vai estar sendo gravada e a senhora só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- Como assim repassando? Do que se trata?
- É um assunto de interesse da senhora. Só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- NÃO! Eu NÃO QUERO que você vá estar repassando para o responsável! Eu NÃO QUERO CARTÃO DE CRÉDITO, NEM POUPANÇA E NEM CONTA EM OUTRO BANCO, NÃO DEU PARA ENTENDER?
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Se nos próximos dias vocês, seja onde estiverem, ouvirem alguém gritando muito, sou eu brigando novamente com esse povo do Santander.
É, aparentemente estamos novamente "bem cotados na praça". Droga. :(
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhor Vagner se encontra?
- Não, ele está trabalhando e volta bem tarde.
- Mas a senhora não pode estar passando um número onde eu possa estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele está TRABALHANDO, não tem como ficar atendendo telefonemas.
- Ah, e tem alguma hora em que eu posso estar falando com ele?
- Não, meu filho. Ele entra cedo e sai tarde, e se é sobre conta corrente nem precisa ligar, pois não estamos interessados, obrigada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Hoje, por volta de meio-dia...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas não posso falar agora.
- Nem um minutinho? É um assunto de interesse da senhora!
- Olha! Estou aqui preparando o almoço, se eu continuar falando vou queimar tudo.
- Mas tem alguma hora em que eu possa estar voltando a falar com a senhora?
- Não, eu estou atrapalhada, e se é sobre conta-corrente eu NÃO estou interessada.
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Hoje ainda, duas e meia da tarde...
- Alô?
- Boa tarde! Aqui é do Banco Santander. O senhora Luciana se encontra?
- Sou eu, mas continuo atrapalhada.
- Mas é só um minuto! Essa ligação vai estar sendo gravada e a senhora só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- Como assim repassando? Do que se trata?
- É um assunto de interesse da senhora. Só aguarde enquanto eu vou estar repassando para o responsável.
- NÃO! Eu NÃO QUERO que você vá estar repassando para o responsável! Eu NÃO QUERO CARTÃO DE CRÉDITO, NEM POUPANÇA E NEM CONTA EM OUTRO BANCO, NÃO DEU PARA ENTENDER?
- Está bem, senhora. O Banco Santander agradece a sua atenção.
Se nos próximos dias vocês, seja onde estiverem, ouvirem alguém gritando muito, sou eu brigando novamente com esse povo do Santander.
É, aparentemente estamos novamente "bem cotados na praça". Droga. :(
quarta-feira, agosto 13, 2014
ESPERANDO O ENVELOPE
Essa aconteceu mês passado, quando eu estava às voltas com um serviço.
O trabalho em si não era difícil, mas o prazo estava bem apertado e ainda por cima envolvia várias pessoas, trabalhando numa espécie de "linha de produção". Ou seja: assim que me chegasse o material, eu precisaria começar imediatamente, para não prejudicar o prazo da parte seguinte que dependia das minhas ilustrações para poder diagramar. Eu por outro lado, dependia de alguns originais para poder fazer os desenhos. Então pedi, por e-mail, que me avisassem assim que eles me fossem enviados, pois há um povo aqui na portaria do prédio que é meio sinistro. Pensando bem, "sinistra" não é bem a palavra apropriada. Na verdade, aqui há alguns porteiros "pitorescos".
Certa tarde, por volta das quatro e meia, fui avisada que o motoqueiro já estava a caminho da minha casa e, enquanto esperava por ele, aproveitei para ir pesquisando algumas referências que precisaria para o trabalho. Às seis da tarde meu interfone continuava em silêncio, e resolvi ligar para o térreo. Estou trocando os nomes e números mencionados, mas de resto a conversa que se seguiu foi esta:
- Osvaldo, por acaso deixaram um envelope pra mim aí na portaria?
- Peraí, Dona Luciana, deixa eu ver... tem pra Dona Rita do 24... pro Seu Sérgio do 41... pro Seu André do 83... é, acho que não tem nada pra senhora...
- Puxa, mas já faz tempo que saíram pra trazer esse envelope. Será que o rapaz pegou trânsito, então?
- Aaaah... espera um pouco, Dona Luciana... tem pra Dona Lígia do 111... pro Seu Francisco do 123... aaaah... é um envelope que a senhora está esperando?
- Sim, Osvaldo, é um envelope.
- Ah... tem um pra Dona Neide do 152... tem um aqui pra Dona Luciana do 174. Dona Luciana ainda é a senhora, não é?
- Bom, até onde eu me lembro esse ainda é o meu nome.
- Ah, tá, então tem envelope pra senhora, sim.
- Ok, Osvaldo, estou descendo pra pegar.
Detalhe importante: ele trabalha aqui no prédio há pelo menos uns 18 anos.
Concluindo: tive que ficar até quase uma da manhã para poder tirar o atraso...
O trabalho em si não era difícil, mas o prazo estava bem apertado e ainda por cima envolvia várias pessoas, trabalhando numa espécie de "linha de produção". Ou seja: assim que me chegasse o material, eu precisaria começar imediatamente, para não prejudicar o prazo da parte seguinte que dependia das minhas ilustrações para poder diagramar. Eu por outro lado, dependia de alguns originais para poder fazer os desenhos. Então pedi, por e-mail, que me avisassem assim que eles me fossem enviados, pois há um povo aqui na portaria do prédio que é meio sinistro. Pensando bem, "sinistra" não é bem a palavra apropriada. Na verdade, aqui há alguns porteiros "pitorescos".
Certa tarde, por volta das quatro e meia, fui avisada que o motoqueiro já estava a caminho da minha casa e, enquanto esperava por ele, aproveitei para ir pesquisando algumas referências que precisaria para o trabalho. Às seis da tarde meu interfone continuava em silêncio, e resolvi ligar para o térreo. Estou trocando os nomes e números mencionados, mas de resto a conversa que se seguiu foi esta:
- Osvaldo, por acaso deixaram um envelope pra mim aí na portaria?
- Peraí, Dona Luciana, deixa eu ver... tem pra Dona Rita do 24... pro Seu Sérgio do 41... pro Seu André do 83... é, acho que não tem nada pra senhora...
- Puxa, mas já faz tempo que saíram pra trazer esse envelope. Será que o rapaz pegou trânsito, então?
- Aaaah... espera um pouco, Dona Luciana... tem pra Dona Lígia do 111... pro Seu Francisco do 123... aaaah... é um envelope que a senhora está esperando?
- Sim, Osvaldo, é um envelope.
- Ah... tem um pra Dona Neide do 152... tem um aqui pra Dona Luciana do 174. Dona Luciana ainda é a senhora, não é?
- Bom, até onde eu me lembro esse ainda é o meu nome.
- Ah, tá, então tem envelope pra senhora, sim.
- Ok, Osvaldo, estou descendo pra pegar.
Detalhe importante: ele trabalha aqui no prédio há pelo menos uns 18 anos.
Concluindo: tive que ficar até quase uma da manhã para poder tirar o atraso...
terça-feira, agosto 05, 2014
HOJE, NO CAFÉ DA MANHÃ...
Como boa adolescente, a Vanessa é movida a videoclipes. Não importa se a música é boa ou ruim, porque sabe como é... daqui a pouco sempre pode passar uma melhor. Para nosso desespero, pois dependendo do que está passando no canal da VH1 fica bem difícil de aguentar. E hoje, na hora do café da manhã, a trilha sonora estava inspirada, a ponto do Vagner dar um ultimato: "se não melhorar nos próximos cinco minutos você vai ter que mudar de canal." A coisa não melhorou, começou a tocar Snoop Dog (que agora "digivouliu" para Snoop Lion).
- Olha... - começou a Juliana - bem que o meu professor falava que era a cara do Snoop Dog. Agora que estou conhecendo que vi que é mesmo, coitado.
- Ué, Ju - disse eu - Mas você não se lembra do filme do Starsky e Hutch? O Snoop Dog trabalhou nele.
- Trabalhou? Não me lembro...
- Não lembra, Ju? - continuou a Vanessa - você viu com a gente, eu me lembro do Snoop Dog. Se bem que, como ator, ele é um bom cant... hã... deixa pra lá!
- Ué, Ju - disse eu - Mas você não se lembra do filme do Starsky e Hutch? O Snoop Dog trabalhou nele.
- Trabalhou? Não me lembro...
- Não lembra, Ju? - continuou a Vanessa - você viu com a gente, eu me lembro do Snoop Dog. Se bem que, como ator, ele é um bom cant... hã... deixa pra lá!
E depois ela ainda ficou feliz porque o pai quase engasgou com o sanduíche de tanto rir, já que normalmente acontece o inverso em nossas refeições.
sexta-feira, julho 25, 2014
BOA SORTE!
O hábito de desejar "bom trabalho, boa aula, bom passeio" quando acompanho meus familiares até o elevador é tão grande que ao fechar a porta da casa pra minha caçula que saiu para tirar umas cópias de documentos, eu lhe desejei "bom xerox".
quinta-feira, maio 08, 2014
RECEITINHA BÁSICA
Manhã corrida, almoço que precisa sair ao meio-dia. Ideal para se pegar algumas sobras do almoço de ontem na geladeira e transformar em recheio de torta de liquidificador. Quer tentar? Aqui vai a receita e o modo de preparo para a:
TORTA DE LIQUIDIFICADOR MAIS PERFEITA DO MUNDO!!!
Vamos lá...
MATERIAL:
Para a torta: 2 copos de leite, 3 ovos, 1 pacote de sopa de queijo, um copo e meio de farinha de trigo, 2 colheres de sobremesa de fermento em pó. Margarina para untar
Recheio: o que você tiver na geladeira que possa virar um. No caso, vamos usar uma carne moída com ervilha, que já havia sido preparada a mais na intenção de virar recheio de torta.
MODO DE PREPARO PARA A SUA TORTA FICAR PERFEITA:
1- Coloque o forno para esquentar, sem se importar muito com a temperatura, pois há anos que a marcação sumiu.
2- Descubra que os seus copos estão todos perdidos no quarto de suas filhas e use um copo duplo, assim meio a olho, para calcular as medidas. Despeje o leite, a sopa de queijo e os ovos no liquidificador e coloque para bater, enquanto descobre que a farinha de trigo venceu há um mês. Você não tem outra farinha, nem tempo para sair e comprar outro pacote e não ia perder o que já está no liquidificador. Lembre-se de que quando você era criança não existia de data de validade, a farinha está com cara de boa. Junte a farinha vencida, as duas colheres de fermento e largue lá batendo, enquanto você unta um pirex e vai até a sala para tentar entender porque suas calopsitas associam barulho de liquidificador com "banho" e estão se contorcendo inteiras enquanto esperam cair gota de sei-lá-o-quê nelas.
3- Volte para a cozinha e desligue o liquidificador. A massa deve ter ficado com uma consistência tal que só se consegue tirá-la do copo com uma colher de pau. Ponha mais ou menos metade da massa, junte o recheio, cubra com o resto da massa, polvilhe com queijo ralado e coloque no forno, o botão ajustado para mais ou menos 1/3 abaixo do máximo. O tempo de forno é de uns 50 minutos, então ligue o timer do seu micro-ondas para 25 minutos, mas como seu forno é uma droga é preciso abrir e virar na metade do tempo, para que ele doure por igual. Vá fazer outras coisas, não ouça o apito do timer. Importante que seu olfato esteja em dia, pois você vai precisar sentir cheiro de torta assando para se lembrar dela e correr para a cozinha para ver se não queimou. Abra o forno, sua torta provavelmente está bonita por fora mas você tem dúvidas se ela está cozida por dentro. Abaixe o forno para qualquer coisa perto do médio e deixe a torta por mais uns 10 minutos, enquanto você prepara aquela salada que se esqueceu, coloca arroz para esquentar e põe a mesa para o almoço.
4- Retire a torta do fogo. Ela estará crocante por fora, macia por dentro, super saborosa. E, agora que a sua farinha vencida acabou, mesmo parando para anotar todo o passo a passo, provavelmente jamais em sua vida conseguirá fazer outra igual. Sinta muita pena de você ter se esquecido de fotografar sua torta-mais-que-perfeita. Mas fique feliz que suas filhas amaram.
TORTA DE LIQUIDIFICADOR MAIS PERFEITA DO MUNDO!!!
Vamos lá...
MATERIAL:
Para a torta: 2 copos de leite, 3 ovos, 1 pacote de sopa de queijo, um copo e meio de farinha de trigo, 2 colheres de sobremesa de fermento em pó. Margarina para untar
Recheio: o que você tiver na geladeira que possa virar um. No caso, vamos usar uma carne moída com ervilha, que já havia sido preparada a mais na intenção de virar recheio de torta.
MODO DE PREPARO PARA A SUA TORTA FICAR PERFEITA:
1- Coloque o forno para esquentar, sem se importar muito com a temperatura, pois há anos que a marcação sumiu.
2- Descubra que os seus copos estão todos perdidos no quarto de suas filhas e use um copo duplo, assim meio a olho, para calcular as medidas. Despeje o leite, a sopa de queijo e os ovos no liquidificador e coloque para bater, enquanto descobre que a farinha de trigo venceu há um mês. Você não tem outra farinha, nem tempo para sair e comprar outro pacote e não ia perder o que já está no liquidificador. Lembre-se de que quando você era criança não existia de data de validade, a farinha está com cara de boa. Junte a farinha vencida, as duas colheres de fermento e largue lá batendo, enquanto você unta um pirex e vai até a sala para tentar entender porque suas calopsitas associam barulho de liquidificador com "banho" e estão se contorcendo inteiras enquanto esperam cair gota de sei-lá-o-quê nelas.
3- Volte para a cozinha e desligue o liquidificador. A massa deve ter ficado com uma consistência tal que só se consegue tirá-la do copo com uma colher de pau. Ponha mais ou menos metade da massa, junte o recheio, cubra com o resto da massa, polvilhe com queijo ralado e coloque no forno, o botão ajustado para mais ou menos 1/3 abaixo do máximo. O tempo de forno é de uns 50 minutos, então ligue o timer do seu micro-ondas para 25 minutos, mas como seu forno é uma droga é preciso abrir e virar na metade do tempo, para que ele doure por igual. Vá fazer outras coisas, não ouça o apito do timer. Importante que seu olfato esteja em dia, pois você vai precisar sentir cheiro de torta assando para se lembrar dela e correr para a cozinha para ver se não queimou. Abra o forno, sua torta provavelmente está bonita por fora mas você tem dúvidas se ela está cozida por dentro. Abaixe o forno para qualquer coisa perto do médio e deixe a torta por mais uns 10 minutos, enquanto você prepara aquela salada que se esqueceu, coloca arroz para esquentar e põe a mesa para o almoço.
4- Retire a torta do fogo. Ela estará crocante por fora, macia por dentro, super saborosa. E, agora que a sua farinha vencida acabou, mesmo parando para anotar todo o passo a passo, provavelmente jamais em sua vida conseguirá fazer outra igual. Sinta muita pena de você ter se esquecido de fotografar sua torta-mais-que-perfeita. Mas fique feliz que suas filhas amaram.
sexta-feira, maio 02, 2014
VANESSA E OS PROVÉRBIOS
- Sabe, mãe, aquele provérbio que diz: "o que a brisa leva embora o vento traz de volta?"
- Sei...
- Pois é. Há umas duas semanas estavam distribuindo uns cupons do Burguer King lá perto da escola, e aí bateu uma brisa e levou embora o que eu ganhei. Estou esse tempo todo esperando que o vento traga meu cupom de volta, mas até agora não fui atendida!
- Sei...
- Pois é. Há umas duas semanas estavam distribuindo uns cupons do Burguer King lá perto da escola, e aí bateu uma brisa e levou embora o que eu ganhei. Estou esse tempo todo esperando que o vento traga meu cupom de volta, mas até agora não fui atendida!
sábado, abril 19, 2014
ATENÇÃO! ATENÇÃO! ATENÇÃO!!!!
Apesar da falta de postagens frequentes, o EEEPA continua um blog muito antenado com o que acontece e preocupado em ensinar aos outros valorosas lições de vida. Por isso mesmo que hoje trazemos, em primeira mão, o lindo, maravilhoso e supremo:
MANUAL DE COMO SE SENTIR UMA PERFEITA ANTA - LIÇÃO EM 10 PASSOS
1º PASSO- planeje uma viagem familiar, em um final de semana;
2º PASSO- avise a toda a sua família que sairá no sábado, às 8 da manhã;
3º PASSO- organize, na véspera, toda a arrumação das malas. Lembre a todos que a viagem será em um Palio, e portanto a bagagem para um final de semana lotará completamente o porta-malas;
4º PASSO- deixe a mesa do café da manhã arrumada, uma coisa a menos para pensar na manhã seguinte e lembre-se de ver com a família se nada foi esquecido;
5º PASSO- ajuste o despertador. Pode ser do celular, da TV, do Rádio-relógio (no último caso, lembre-se de não deixar sintonizado em uma rádio de rock - acordar com um solo de guitarra no último volume pode ser traumatizante, acreditem);
6º PASSO- depois de acordar, certifique-se de que cada um na família faça as tarefas - incluindo tomar café da manhã, lavar a louça e desligar registro de água e aparelhos da tomada, dentro do horário combinado. Oito horas! Tudo em ordem? Pegue as malas e vá para o carro, que você merece;
7º PASSO- carregue todo o porta-malas do carro e derrube as chaves lá dentro, incluindo as de casa;
8º PASSO- pergunte para a sua família se alguém está carregando as chaves de casa para poder entrar e pegar a chave extra do carro;
9º PASSO- após descobrir que as chaves dos seus familiares encontram-se dentro do porta-malas e a única que não está dentro do porta-malas ficou em casa, ande pelo bairro atrás de um chaveiro 24 horas. Como provavelmente todos estarão fechados, por ser feriado, é bom você ter um celular com um acesso razoável à internet, para poder pesquisar algum disponível, que provavelmente lhe cobrará os olhos da cara;
10º PASSO- o chaveiro apareceu, abriu a porta de sua casa e cobrou os olhos da cara, nariz e mais um pouco. Mas isso não importa, pois finalmente você tem a chave extra do carro e pode viajar! Vá, então, para o seu carro e, ao tentar girar a chave descubra que você já havia destrancado a porta antes de carregar o porta-malas e que portanto era só entrar e rebater o banco para poder pegar as chaves do carro sem precisar perder tempo e dinheiro. E... pronto! Se você não se sentir uma anta depois de tudo isso, nada mais o fará!
MANUAL DE COMO SE SENTIR UMA PERFEITA ANTA - LIÇÃO EM 10 PASSOS
1º PASSO- planeje uma viagem familiar, em um final de semana;
2º PASSO- avise a toda a sua família que sairá no sábado, às 8 da manhã;
3º PASSO- organize, na véspera, toda a arrumação das malas. Lembre a todos que a viagem será em um Palio, e portanto a bagagem para um final de semana lotará completamente o porta-malas;
4º PASSO- deixe a mesa do café da manhã arrumada, uma coisa a menos para pensar na manhã seguinte e lembre-se de ver com a família se nada foi esquecido;
5º PASSO- ajuste o despertador. Pode ser do celular, da TV, do Rádio-relógio (no último caso, lembre-se de não deixar sintonizado em uma rádio de rock - acordar com um solo de guitarra no último volume pode ser traumatizante, acreditem);
6º PASSO- depois de acordar, certifique-se de que cada um na família faça as tarefas - incluindo tomar café da manhã, lavar a louça e desligar registro de água e aparelhos da tomada, dentro do horário combinado. Oito horas! Tudo em ordem? Pegue as malas e vá para o carro, que você merece;
7º PASSO- carregue todo o porta-malas do carro e derrube as chaves lá dentro, incluindo as de casa;
8º PASSO- pergunte para a sua família se alguém está carregando as chaves de casa para poder entrar e pegar a chave extra do carro;
9º PASSO- após descobrir que as chaves dos seus familiares encontram-se dentro do porta-malas e a única que não está dentro do porta-malas ficou em casa, ande pelo bairro atrás de um chaveiro 24 horas. Como provavelmente todos estarão fechados, por ser feriado, é bom você ter um celular com um acesso razoável à internet, para poder pesquisar algum disponível, que provavelmente lhe cobrará os olhos da cara;
10º PASSO- o chaveiro apareceu, abriu a porta de sua casa e cobrou os olhos da cara, nariz e mais um pouco. Mas isso não importa, pois finalmente você tem a chave extra do carro e pode viajar! Vá, então, para o seu carro e, ao tentar girar a chave descubra que você já havia destrancado a porta antes de carregar o porta-malas e que portanto era só entrar e rebater o banco para poder pegar as chaves do carro sem precisar perder tempo e dinheiro. E... pronto! Se você não se sentir uma anta depois de tudo isso, nada mais o fará!
domingo, março 23, 2014
Ai, ai...
E aí aproveitamos o domingo para ir à COBASI, para procurar uns artigos que eu não estava encontrando aqui por perto. Saindo da loja passamos por uma árvore de copa bem baixa, eu já abaixei a cabeça para não bater nela e o Vagner me perguntou:
- O que você está fazendo? Nós estamos dentro do carro!!!
- O que você está fazendo? Nós estamos dentro do carro!!!
Nem preciso falar que vou ouvir sobre isso pelo resto da minha vida...
terça-feira, março 11, 2014
ENQUANTO ISSO...
segunda-feira, março 10, 2014
CHEGOU!!!
E, nesta segunda pós-Carnaval, com a tarde só minha, estou lá envolvida com meus trabalhos quando toca o interfone:
- Dona Luciana, chegou aqui uma encomenda para o Senhor Vagner.
Assim, larguei o que estava fazendo e desci até o térreo, tentando (e depois conseguindo) me lembrar do que havia sido encomendado: um novo controle remoto para o portão da garagem, para substituir o antigo que estragou. Como o maridão estava sem tempo para passar na Santa Ifigênia para comprar um, preferiu pesquisar uma loja de lá que vendesse o controle pela internet e que fosse confiável. Encontrou uma loja e encomendou, apesar do valor do Sedex ser quase o mesmo que o do controle, pois o que custava não compensava o tempo e o dinheiro que seriam gastos para ir comprar pessoalmente.
Enfim, quando cheguei à portaria entendi porque o valor do Sedex era quase o mesmo do controle remoto, como vocês podem ver na foto abaixo. Sim, ainda estou rindo. E não, não abri ainda a caixa, pois faço questão de fotografar o Vagner a abrindo à noite.
--- TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC (onomatopeia de tempo passando porque a postagem de hoje MERECE um update) ---
Quase nove da noite, e finalmente o maridão chega em casa. Nesta altura do campeonato, as filhas também já estavam por aqui, já sabiam do acontecido, esperavam ansiosas pelo pai e, claro, fizeram questão de registrar o momento da abertura da caixa. E, qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que o exagero não era do Sedex, e sim do fabricante do modelo PPA de controles de portões. Como imagens valem mais que mil palavras, as deixo com elas:
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- Dona Luciana, chegou aqui uma encomenda para o Senhor Vagner.
Assim, larguei o que estava fazendo e desci até o térreo, tentando (e depois conseguindo) me lembrar do que havia sido encomendado: um novo controle remoto para o portão da garagem, para substituir o antigo que estragou. Como o maridão estava sem tempo para passar na Santa Ifigênia para comprar um, preferiu pesquisar uma loja de lá que vendesse o controle pela internet e que fosse confiável. Encontrou uma loja e encomendou, apesar do valor do Sedex ser quase o mesmo que o do controle, pois o que custava não compensava o tempo e o dinheiro que seriam gastos para ir comprar pessoalmente.
Enfim, quando cheguei à portaria entendi porque o valor do Sedex era quase o mesmo do controle remoto, como vocês podem ver na foto abaixo. Sim, ainda estou rindo. E não, não abri ainda a caixa, pois faço questão de fotografar o Vagner a abrindo à noite.
![]() |
| Tamanho da caixa do Sedex, comparado ao do controle-remoto antigo |
Quase nove da noite, e finalmente o maridão chega em casa. Nesta altura do campeonato, as filhas também já estavam por aqui, já sabiam do acontecido, esperavam ansiosas pelo pai e, claro, fizeram questão de registrar o momento da abertura da caixa. E, qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que o exagero não era do Sedex, e sim do fabricante do modelo PPA de controles de portões. Como imagens valem mais que mil palavras, as deixo com elas:
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Afinal, como a própria caixa do modelo PPA anuncia:
Mais confortável e seguro que isso é impossível!
Isso é o que eu chamo de seguir à risca o que se anuncia...
domingo, dezembro 02, 2012
VANESSA E O PLL
Quando comecei este blog, há quase 10 anos, era mãe de duas meninas. Uma, agora, está praticamente entrando na sua vida adulta e a outra está em plena adolescência, com toda a diversão e trabalho que esta fase traz para nós, pais. Como toda adolescente típica, a Vanessa oscila, como um pêndulo, entre a própria individualidade e "se encaixar" nos grupos, o que inclui os modismos. Portanto, se por uma lado ela é louca por "clássicos da música antiga" (em geral rock dos anos 80), por outro ela ama o tal do PLL, como boa parte de suas amigas.
Explico aqui que "PLL" é a sigla para uma série chamada "Pretty Little Liars", ou, na tradução livre que meu marido deu, "Mentirosinhos Bonitinhos". Não queiram que eu explique a série, pois não tive muita paciência para assistir. Só sei que ela é assunto quase constante para nossa filha, que se emociona e torce por tudo o que acontece. Outro dia, por exemplo, eu estava trabalhando e ela entrou aqui no quarto, desesperada:
- MÃE!!! Aconteceu o pior! Um dos meus maridos é do mal...
Ah sim, como toda típica adolsecente, a Vanessa tem uma lista de "maridos", em geral atores ou músicos que ela acha interessantes. E, como típico pai de adolescente, sempre que pode, o Vagner adora deixar a filha brava, seja falando mal de algum de seus "genros" ou da tal PLL.
Hoje, novamente, ele teve essa oportunidade. Estávamos vendo um programa na TV e, no comercial, passou uma chamada para "uma série com cara de novela" (na descrição da própria emissora).
- Série com cara de novela... Isso tem muita cara de PLL. - já provocou o Vagner.
- Ah, não, pai! PLL é MUITO melhor!
- Então essa série deve ser muito ruim.
- EEEEEEEI!!! PAAAAI!!! Não fala mal de MINHA PLL, ela é maravilhosa, ela é linda!
- Maravilhosa pra quem?
- Pra garotas de 13 anos, ué!!!!
Pra variar, ela deixou o Vagner sem resposta. E eu só me lembrei de quando tinha 13 anos e era apaixonada pelo Menudo, e de uma noite no sítio em que o meu pai escondeu algumas revistas minhas e da minha prima e disse que tinha colocado fogo porque ia fazer uma procissão pra jogar as cinzas do Menudo no lago...
Sim, meu pai um dia também foi um típico pai de adolescente...
sábado, dezembro 01, 2012
GRANDES NOTÍCIAS!!!
A princípio, era uma leve desconfiança, pois sentia muita tontura e às vezes me incomodava um pouco o estômago. Ainda mais que, apesar de não comentar com muitas pessoas, já fazia mais de um ano que estava tentando. Nos últimos dias eu fui percebendo as mudanças e estava quase certa, mas agora confirmei e posso contar para vocês:
Finalmente consegui me adaptar aos famigerados óculos de leitura!!! Vocês não imaginam a alegria que é poder desenhar conseguindo ver tudo o que estou fazendo e, o melhor, sem ficar depois dias de cama com os olhos doendo. Posso voltar à minha vida normal!!!
E agora que rabiscar voltou a ser um prazer e não um desconforto pra mim, toca voltar a estudar para recuperar o que perdi de traço nesse tempo todo.
Só um porém: agora que me adaptei às lentes tenho que me lembrar de algo muito, mas MUITO inportante: não tentar olhar para as andorinhas que passam voando pela minha janela toda tarde usando os óculos errados. Acreditem. A sensação não é muito boa. MESMO.
Finalmente consegui me adaptar aos famigerados óculos de leitura!!! Vocês não imaginam a alegria que é poder desenhar conseguindo ver tudo o que estou fazendo e, o melhor, sem ficar depois dias de cama com os olhos doendo. Posso voltar à minha vida normal!!!
E agora que rabiscar voltou a ser um prazer e não um desconforto pra mim, toca voltar a estudar para recuperar o que perdi de traço nesse tempo todo.
Só um porém: agora que me adaptei às lentes tenho que me lembrar de algo muito, mas MUITO inportante: não tentar olhar para as andorinhas que passam voando pela minha janela toda tarde usando os óculos errados. Acreditem. A sensação não é muito boa. MESMO.
E... sim, esperem por mais posts por aqui, pois meu humor também voltou.
sábado, agosto 25, 2012
LISTA DE OBJETOS ENCONTRADOS NA GAVETA DO MEU CRIADO-MUDO
- ítens de cabelo que não tive paciência para contar (elásticos, fivelas, grampos, etc.);
- 1 munhequeira;
- 1 pulseira de maternidade (que usei quando a Vanessa nasceu, há 13 anos e pouquinho);
- 2 terços;
- 2 lapiseiras;
- 1 caneta bic azul (a que sempre procuro e nunca acho quando preciso);
- 8 marcadores para livro;
- 10 jogos em branco para Mega-Sena;
- 1 papel contendo os números da sorte do meu Vô para a Quina da Loto (que saíram da única vez que ele não jogou, quem sabe damos mais sorte? Só lembrar de jogar, claro);
- 1 bateria de alguma coisa (que preciso levar pra jogar em alguma lixeira apropriada);
- 1 caixa de remédio de regime, validade vencida (que também precisa ser descartada no local certo);
- 1mp3 (quebrado);
- 1 munhequeira;
- 1 pulseira de maternidade (que usei quando a Vanessa nasceu, há 13 anos e pouquinho);
- 2 terços;
- 2 lapiseiras;
- 1 caneta bic azul (a que sempre procuro e nunca acho quando preciso);
- 8 marcadores para livro;
- 10 jogos em branco para Mega-Sena;
- 1 papel contendo os números da sorte do meu Vô para a Quina da Loto (que saíram da única vez que ele não jogou, quem sabe damos mais sorte? Só lembrar de jogar, claro);
- 1 bateria de alguma coisa (que preciso levar pra jogar em alguma lixeira apropriada);
- 1 caixa de remédio de regime, validade vencida (que também precisa ser descartada no local certo);
- 1mp3 (quebrado);
- 3 fones de ouvido (estado indeterminado);
- 4 rolos de filme para revelar (existe ainda algum local que revele?);
- 2 braçadeiras para violão e 1 para guitarra (comprada por engano);
- 3 cartões de banco (vencidos há alguns anos);
- 1 cartão da academia (que não frequento há mais de um ano);
- 1 conjunto de chaves da casa do meu irmão;
- 1 chave tetra de não sei onde;
- 1 chave de quarto do hotel em Las Vegas onde minha avó esteve hospedada em 1981;
- 1 estojo contendo os meus óculos escuros sem grau e que não uso porque posso tropeçar por aí;
- 1 total de R$ 17,97 em moedas soltas;
- 1 moeda antiga de R$ 1,00;
- 1 moeda antiga de R$ 0,01;
- 1 moeda de CR$ 10;
- 1 porta-moedas, contendo R$ 18,25 em moedas (mais uma moeda tailandesa que não sei como foi parar lá);
- 3 tesouras de unha;
- 1 tesoura de unha de bebê;
- 8 lixas de unha;
- 1 estojo contendo material para costura e para fazer manicure (com outra tesoura de unha)unha;de
- 9 pinças (sendo que nenhuma funciona direito);
- 5 pedras coloridas (pra dar sorte);
- 1 medalha de prata que ganhei nas olimpíadas do meu colégio, por ficar no banco do time de handebol (com o meu jeito pra esportes, só assim pra ganhar uma);
- 1 isqueiro prateado que não funciona, mas é bonito;
- 1 paleta de Nutella;
- 1 troço de plástico duro para colocar foto 3x4 (originalmente era um chaveiro);
- 3 botões sobressalentes para blusas que não tenho mais;
- 1 recibo de recarga de cartão de ônibus, de janeiro de 2011;
- 1 recibo de correio, de 22/01/2007, no valor de R$ 0,55, feito pela operadora Fabiana, não sei exatamente para quê;
- 1 caixinha contendo a voz do Cléis (cavalo de pelúcia que a Ju ganhou de aniversário há mais de 15 anos);
- 1 cartão de ônibus, perdido há mais de 3 meses e já havia procurado na mesma gaveta;
- 1 manual de celular (o que morreu afogado há uns 8 anos);
- 1 papel de post it onde está escrito "Bom dia lindinha. Eu te amo. Vaguinho." :-)
- 4 rolos de filme para revelar (existe ainda algum local que revele?);
- 2 braçadeiras para violão e 1 para guitarra (comprada por engano);
- 3 cartões de banco (vencidos há alguns anos);
- 1 cartão da academia (que não frequento há mais de um ano);
- 1 conjunto de chaves da casa do meu irmão;
- 1 chave tetra de não sei onde;
- 1 chave de quarto do hotel em Las Vegas onde minha avó esteve hospedada em 1981;
- 1 estojo contendo os meus óculos escuros sem grau e que não uso porque posso tropeçar por aí;
- 1 total de R$ 17,97 em moedas soltas;
- 1 moeda antiga de R$ 1,00;
- 1 moeda antiga de R$ 0,01;
- 1 moeda de CR$ 10;
- 1 porta-moedas, contendo R$ 18,25 em moedas (mais uma moeda tailandesa que não sei como foi parar lá);
- 3 tesouras de unha;
- 1 tesoura de unha de bebê;
- 8 lixas de unha;
- 1 estojo contendo material para costura e para fazer manicure (com outra tesoura de unha)unha;de
- 9 pinças (sendo que nenhuma funciona direito);
- 5 pedras coloridas (pra dar sorte);
- 1 medalha de prata que ganhei nas olimpíadas do meu colégio, por ficar no banco do time de handebol (com o meu jeito pra esportes, só assim pra ganhar uma);
- 1 isqueiro prateado que não funciona, mas é bonito;
- 1 paleta de Nutella;
- 1 troço de plástico duro para colocar foto 3x4 (originalmente era um chaveiro);
- 3 botões sobressalentes para blusas que não tenho mais;
- 1 recibo de recarga de cartão de ônibus, de janeiro de 2011;
- 1 recibo de correio, de 22/01/2007, no valor de R$ 0,55, feito pela operadora Fabiana, não sei exatamente para quê;
- 1 caixinha contendo a voz do Cléis (cavalo de pelúcia que a Ju ganhou de aniversário há mais de 15 anos);
- 1 cartão de ônibus, perdido há mais de 3 meses e já havia procurado na mesma gaveta;
- 1 manual de celular (o que morreu afogado há uns 8 anos);
- 1 papel de post it onde está escrito "Bom dia lindinha. Eu te amo. Vaguinho." :-)
segunda-feira, julho 16, 2012
ÓI NÓIS AQUI 'TRAVÊIS!!!
Sim, começarei este post com a letra uma musiquinha do Adoniran que fez parte da minha infância:
"Se ocêis pensa que nóis fumo embora
Nóis enganêmo ocêis.
Fingimo que fumo e vortemo
Ói nóis aqui 'travêis.
Nóis tava indo... tava quasi lá
Máis arresorvêmo... vortemo pra cá
Agora nóis vai virá freguêis
Ói nóis aqui travêis!"
Pois é. Reconheço que este canto está mais abandonado que Congresso Nacional em sexta-feira antes de feriado. Precisei de muito espirro e coragem pra espanar tudo e tirar as teias de aranha. Mais de um ano! Mas, neste final de semana, de repente me dei conta de que este cantinho hoje estaria completando 9 anos de existência, e este é um tempo considerável, não é?
Faz tempo que ensaio a volta pra cá. Com várias reformulações, inclusive de layout, que nunca tenho tempo para fazer. Então resolvi deixar de lado as reformulações e voltar, quando conseguir vocês verão.
Muita coisa aconteceu neste meio de tempo, eis algumas delas:
- A minha guerra contra a sanfonice sofreu uma bela derrota e ela anda mais cheia do que nunca;
- Os meus braços de repente se tornaram curtos, então sou oficialmente uma "seis-olhos" (vocês querem uma explicação melhor? Aguardem próximos posts);
- Não tenho mais criança em casa: posso ser considerada, agora, mãe de uma quase-adulta e de uma oficial adolescente típica (porque a quase-adulta se auto-define como uma "adolescente estranha", e portanto agora que estou descobrindo o que é ser mãe de adolescente).
De resto, a vida segue corrida, mas também vou contando para vocês aos poucos.
Assim, considero reinaugurado o EEEPA, a caminho da sua primeira década de vida. E parabéns pra nós!!!
"Se ocêis pensa que nóis fumo embora
Nóis enganêmo ocêis.
Fingimo que fumo e vortemo
Ói nóis aqui 'travêis.
Nóis tava indo... tava quasi lá
Máis arresorvêmo... vortemo pra cá
Agora nóis vai virá freguêis
Ói nóis aqui travêis!"
Pois é. Reconheço que este canto está mais abandonado que Congresso Nacional em sexta-feira antes de feriado. Precisei de muito espirro e coragem pra espanar tudo e tirar as teias de aranha. Mais de um ano! Mas, neste final de semana, de repente me dei conta de que este cantinho hoje estaria completando 9 anos de existência, e este é um tempo considerável, não é?
Faz tempo que ensaio a volta pra cá. Com várias reformulações, inclusive de layout, que nunca tenho tempo para fazer. Então resolvi deixar de lado as reformulações e voltar, quando conseguir vocês verão.
Muita coisa aconteceu neste meio de tempo, eis algumas delas:
- A minha guerra contra a sanfonice sofreu uma bela derrota e ela anda mais cheia do que nunca;
- Os meus braços de repente se tornaram curtos, então sou oficialmente uma "seis-olhos" (vocês querem uma explicação melhor? Aguardem próximos posts);
- Não tenho mais criança em casa: posso ser considerada, agora, mãe de uma quase-adulta e de uma oficial adolescente típica (porque a quase-adulta se auto-define como uma "adolescente estranha", e portanto agora que estou descobrindo o que é ser mãe de adolescente).
De resto, a vida segue corrida, mas também vou contando para vocês aos poucos.
Assim, considero reinaugurado o EEEPA, a caminho da sua primeira década de vida. E parabéns pra nós!!!
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