sexta-feira, dezembro 31, 2010

As manhãs do Professor J.F.!!!

Sim!!! Eu SEI que estou devendo mais casos por aqui! Confesso que a preguiça anda grande: preciso remodelar esse meu canto, mas é mais fácil reorganizar os do resto da família que o meu. E, o pior, sempre que me lembro de alguma coisa pra contar, vai o meu papai blogueiro e conta, ou, pior, o nosso beagle blogueiro.

Mas ontem eu li uma postagem do meu pai tem contado lá no Blog do JF sobre os seus tempos de professor, em que ele contou sobre o pó de giz. E me lembrei então do trabalho que dava pra acordá-lo de manhã. Vou contar como que era, pra vocês sentirem o drama:

- Paiê, você precisa acordar.
Ele se senta na cama, olha pra minha cara e pergunta:
- Por quê?
- Porque você precisa ir dar aula.
- E por que eu preciso acordar agora?
- Porque a mamãe falou, ué.
- Ah, essa sua mãe é doida, mesmo. - ele disse isso, deitou-se novamente e no segundo seguinte já estava roncando. Eu esperei uns cinco minutos, voltei ao quarto e chamei:
- PAAAI!!! PAAAAI! Você precisa acordar! São sete horas!!!
E ele, pulando da cama:
- JÁ???? E você não me acordou??? Estou atrasado!!!!

Pois é. O meu pai, não contente de falar dormindo, abria os olhos, se sentava, e nos convencia por a mais b porque ele não precisava ser acordado. Ainda bem que eu já sabia disso e insistia. Mas de outra vez, QUASE que ele convenceu a mamãe. O colégio onde o papai dava aulas volta e meia promovia excursões entre os alunos, e os professores que não viajavam ganhavam uns dias de folga. E foi essa a desculpa que o meu pai deu uma certa manhã para não ser acordado pela mamãe. Ela voltou para a cozinha e continuou ajeitando as coisas para o café da manhã, quando se lembrou de um pequeno detalhe, e voltou para o quarto:
- Benhê... beeeenhêêêêê... escuta... você não precisa MESMO ir pra aula? Mas não teve excursão há duas semanas, essa é outra?
- Excursão???? Que excursão???? Que horas são? Eu não posso atrasar, hoje eu tenho que passar uma prova!!!

Ainda bem que os alunos nunca souberam dos sonambulismos de seu professor. Ou choveriam telefonemas lá para casa com avisos de excursões em véspera de prova...

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Um feliz 2011 pra todos vocês!!!!!

terça-feira, novembro 30, 2010

Da sessão: "Sim, eu JURO que ouvi isso!!!"

Aqui em casa, em época de aulas, o nosso despertador é a televisão. Ela liga ainda quando passa os telecursos, mas começamos a levantar com o jornal rural.

Quando acordei, hoje, estavam passando uma matéria sobre um festival rural de não-sei-quê lá na Bahia. O repórter é chamado e me vem com a seguinte pérola:

- Pessoal, não estranhem o fato de aqui ainda estar escuro, é que na Bahia não tem horário de verão.

Levantei aqui em São Paulo, no escuro, às gargalhadas. Tenho que mandar um e-mail para o Governo pra que eles, por favor, no próximo horário de verão, solicitem ao sol que ele se levante uma hora mais cedo. Ou que atrase uma hora lá na Bahia, pra que fique mais claro logo cedo...

quarta-feira, maio 05, 2010

AH, NOS MEUS TEMPOS DE ESCOLA....

Estava aqui pensando que nunca cheguei a compartilhar minhas experiências escolares com vocês. Eu, basicamente, fui uma boa aluna, pois era medrosa demais para aprontar. Mas não deixava de me divertir com o que acontecia em sala de aula.

Essa aconteceu em 1985. Estávamos no 1º Colegial e a nossa turma era daquelas que aprontavam direto. Naquele ano, estudávamos em uma sala num canto do corredor: a porta era no fundo e dava para uma espécie de "hallzinho" de entrada e, para se chegar na mesa do professor, era preciso dar a volta por metade da sala. Um detalhe importante: em determinados pontos dessa sala, mal dava para ver a porta.

E foi exatamente por esse motivo que um colega nosso, que não havia estudado nada para a prova de Geografia, resolveu dar um jeito no assunto: ele esperou todo mundo entrar na sala, incluindo a professora, trancou a porta, embrulhou a chave num papel e jogou pela janela. E foi se sentar lá no fundo, quietinho.

A prova se desenrolou normalmente, até que o primeiro aluno terminou, a entregou para a professora e foi tentar sair da sala:

- Hmmmm... professora... a porta não quer abrir!
- COMO não quer abrir? Claro que a porta abre! Espere que daqui a pouco alguém te ajuda a abrir.

Nisso, outro aluno havia terminado a prova. Ele entregou, foi tentar ajudar, e constatou:

- Professora, a porta está trancada!
- Mas então destranque!
- Não dá... não tem a chave!!!!

Aí foi um desespero total! Nós, por um lado, aflitos por estarmos trancados justo com a professora de Geografia. Ela, por sua vez, desesperada por estar trancada justo com a nossa turma. Quanto ao nosso colega que trancou a sala, esse pôde colar tranqüilamente, no meio da bagunça que ficou.

Lá pelas tantas, com mais de metade da classe tendo terminado a prova, e boa parte do povo fazendo a maior algazarra para chamar alguém pra abrir a porta, finalmente chegou o diretor com a chave, para nos destrancar lá de dentro. E a bronca foi bem grande. Não me lembro se chegou a haver advertência, mas lembro de haver um comentário parecido com "só poderia acontecer com vocês..."

sexta-feira, abril 02, 2010

DIÁLOGO NAS ALTURAS

Há uns dois sábados, a minha pia estava assim... digamos... com uma baguncinha básica. Sabem como é: família sem empregada, pai fazendo um serviço fora de casa, a mãe fazendo um trabalho em casa, mas daqueles com prazo de entrega pra anteontem de madrugada. Enfim, a louça por lavar acumulou de um dia para o outro e, sendo assim, escalei as meninas para um pequeno mutirão para colocar a cozinha em ordem: enquanto eu lavava, elas secavam e guardavam tudo. Enquanto isso, conversávamos:

EU: - Ju, você consegue guardar aquela tigela no armário lá de cima?
JU: - Consigo, mãe.
NÊ: - É, mas eu ainda não consigo alcançar aquele armário né, mãe?
EU: - Não, Vanessa, mas você está quase da minha altura e muito em breve eu vou ser a baixinha da casa e não vou precisar mais usar somente o seu pai como "escada".
JU: - EI!!!! Quer dizer então que você vai se aproveitar da nossa altura toda para nos explorar pra colocar as coisas nos armários?
EU: - Claaaaaro!!! Afinal, já que eu vou ser a mais baixa da casa, nada mais justo que eu aproveite das vantagens de ter três mais altos que eu por aqui pra eu não precisar usar escada!
NÊ: - É, Ju... já vi que ser alto tem seus pontos baixos...

quinta-feira, março 25, 2010

O BOTÃO DE PACIÊNCIA

Essa história surgiu durante os meus meses de senzala, ano passado. Stress puro, todo dia, das 13:00 às 22:00. E em um dia particularmente cansativo, numa conversa com o rapaz que trabalhava ao meu lado, comentamos o quanto seria bom se existisse em cada um de nós um botão de paciência, que seria ajustado em vários módulos, que variariam de "Rambo" a "Dalai Lama". No caso, o módulo "Rambo" seria para aqueles momentos agradáveis em que você tem que tomar atitudes extremas, como com aquele operador de telemarketing que liga pra sua casa às oito da manhã de um domingo te empurrando um seguro de vida do seu banco, onde só "estará sendo" cobrado de você o módico valor de R$34,99 por mês. No outro extremo, o módulo de paciência "Dalai Lama" seria para te deixar bem zen, mesmo se explodisse o seu local de trabalho ou o seu chefe achasse defeito em uma cena que você checou dez vezes e sabe que está perfeita.

Confesso que muitas vezes eu procurei ajustar o meu botão de paciência no módulo "Dalai Lama". E funcionou razoavelmente bem. Mesmo quando saía da senzala e, depois de conseguir pegar no sono de madrugada, sonhava com todo o trabalho que tinha feito. Aliás, o módulo "Dalai Lama" funcionou tão bem que uma bela noite, após as meninas terem ido dormir às dez da noite, finalmente eu estava relaxada a ponto de, junto com o maridão, encostar a cabeça no travesseiro e apagar para uma bela noite de sono antes das onze... até ser acordada à 1:30 da madrugada pelo toque do meu interfone e ouvir do meu porteiro que a minha querida vizinha estava reclamando do barulho daqui de casa. Pra quê? O meu botão da paciência quebrou, saltou do módulo "Dalai Lama" para um novo chamado "Jack, o Estripador". Eu pedi que meu porteiro interfonasse de volta à minha vizinha e... bem... acho que atrapalhei o almoço dos japoneses lá em Tóquio com os meus gritos.

Mas, pelo menos, a quebra do meu botão da paciência serviu para alguma coisa. Foi motivo de conversa entre os porteiros, que em 14 anos nunca haviam visto a "Dona Luciana" ficar nervosa , e também serviu para a minha vizinha ficar mansa por alguns meses.

Por essas e outras que, depois das vassouradas no meu chão na semana passada, espero, mas espero MESMO não ser acordada outra vez por conta de barulho que não fiz. Pois da próxima vez meu botão da paciência é capaz de passar para a modalidade "Átila, o Huno". E aí vão ouvir os meus gritos até da Estação Espacial Internacional...

sexta-feira, março 19, 2010

MINI-POST

Esta madrugada aquela vizinha de baixo que há uns tempos passou quatro meses reformando o apartamento com uma furadeira marretou outra vez o meu chão com um cabo de vassoura para reclamar de barulhos que não estávamos fazendo.

Já ignorei. Já briguei. Nada adiantou. Vou partir para a ignorância e comprar tamancos holandeses pra sapatear no teto da minha vizinha da próxima vez que ela vassourar o meu teto.

Assim, pelo menos, ela poderá reclamar com motivo...

sábado, março 13, 2010

O TEMPO E O VENTO - versão 2010

(já pedindo permissão ao grande Erico Verissimo...)

Bibiana Terra era uma linda solteira até o dia em que o Capitão Rodrigo Cambará chegou no pedaço. Todos os dias ele cantava no ouvido dela, se exibia, fazia cafunezinho... até que a Bibiana não resistiu e eles acabaram consumando o seu amor. Que, com o tempo, acabou gerando três lindos frutos: Bolívar, Maria Valéria e Clarissa.

E assim, a família Terra-Cambará foi vivendo os seus dias, que foram relativamente felizes até o Bolívar atingir a idade adulta, quando então desenvolveu um verdadeiro complexo de Édipo e passou a paquerar a mãe. Sim, gente, porque nesta versão do romance, a paixão de Bolívar por Bibiana corre solta! Ele virou um galanteador igual ao pai e não pode ver a mãe sair para passear que já via pra cima dela, com olhares lascivos. E canta para ela... e dança... e tenta fazer cafunezinho... Mas Bibiana Terra-Cambará é fiel, ela só tem olhos para o seu marido, Capitão Rodrigo, que de vez em quando se enche das cantorias e investidas de seu filho e o expulsa a bicadas de cima da prateleira.

Pois é. O certo seria, nessa altura do campeonato, eu arrumar uma companheirinha para o Bolívar, aí talvez quem sabe ele deixasse de paquerar a mãe. Mas já tenho cinco calopsitas num apartamento de 72m2, se arrumar mais uma, é capaz do maridão me atirar do 17º andar com gaiolas e tudo.

Mas já decidi: num futuro, procurarei romances com personagens menos galanteadores para "batizar" meus pássaros...

segunda-feira, março 01, 2010

VOLTANDO PRA CASA...

Pois é. O tempo passa, este blog ficou praticamente às moscas e, de todas as mudanças que aconteceram nesse período, acho que a mais drástica se deu com as minhas filhas. Lá nos primórdios do EEEPA, eu tinha duas crianças. Agora, tenho uma adolescente e outra que pretende ser. Até o ano passado, ambas estudavam na mesma escola, aqui perto de casa, e já iam sem acompanhamento dos pais, mas, neste último ano, a Juliana passou a pegar ônibus para cursar o Ensino Médio em seu novo colégio, o que nos deixou com a incumbência de começar a treinar a Vanessa para voltar sozinha para casa.

Quem já passou por essa adaptação com os filhos, sabe como é. Quem ainda não passou, deve se lembrar de como foi quando chegou nessa fase: a cada dia os pais combinam de se encontrar com seus filhos em um ponto diferente, até que se sintam seguros de libertar seus rebentos de baixo de suas asas e os deixem soltos por aí. Foi assim aqui em casa com a Juliana, e tem sido assim com a nossa caçula. Nos primeiros dias, eu a pegava no portão da escola, mas depois comecei a combinar com ela os novos pontos de encontro:

- E aí, Vanessa, onde você quer que eu te encontre hoje? Na esquina de escola?
- Não, mãe... ainda é longe.
- E onde que você quer então?
- Ah! Pode ser encostada no muro da escola, no meio do caminho entre o portão e a esquina?
- Tá bom.

Uns dois dias depois a própria Vanessa me pediu:
- Mãe!!! Não precisa mais me esperar no meio do caminho, agora pode ser na esquina, viu?
- Tá.

E continuamos assim: a cada dia eu perguntava, e o nosso ponto de encontro foi mudando: pra esquina do outro lado da rua do muro da escola, depois a esquina já mais longe da escola... no meio da calçada entre essa esquina e a outra esquina... Até que hoje, finalmente, eu a vi atravessar em segurança a rua mais movimentada que tem para chegar aqui em casa. Eu estava no meio da calçada entre essa rua e a minha, e perguntei:

- E aí, Vanessa, continuo te esperando aqui ou você quer me encontrar mais longe?
- Já pode ser um pouquinho mais longe, mãe.
- Esse pouquinho mais longe é na esquina daqui de casa?
- Não, mãe! Pode ser mais longe ainda!!!
- Ué, mas o ponto mais longe ainda que resta então é eu ficar dentro de casa e te esperar lá!
- Isso mesmo, mãe! Eu quero que você me encontre em casa!!!

Minha caçulinha está crescendo...

domingo, fevereiro 14, 2010

... ENQUANTO ISSO, NO CARNAVAL...

Repórter da TV, naquele clima animado de dia de desfile, resolve entrevistar ex-BBB que vai sair como madrinha de bateria em uma Escola de Samba.

REPÓRTER: - E aí, animada com o Carnaval de São Paulo?
EX-BBB: - Tô! Muito!
REPÓRTER: - É a segunda vez que você vai sair desfilando. Está gostando?
EX-BBB: - Sim! O bom da segunda vez é que agora eu sei o caminho!

...

quinta-feira, dezembro 31, 2009

DIÁLOGO ENTRE FILHA EM FASE DE CRESCIMENTO E SEU PAI...

Vanessa, com seus dez anos de idade, tentando convencer o Vagner que já tinha idade suficiente para ficar algumas horas sem a irmã mais velha e os adultos em casa:

- Mas... PAI!!! Eu já sou bem grande pra ficar sozinha um tempão!
- Eu sei que você é grande... mas se fica sozinha muito tempo você apronta arte.
- EEEEEU???? Mas eu não faço arte, pai!!!
- Não? Vai me dizer que você nunca fez arte?
- Bom... nunca fazer arte eu não posso dizer que não fiz, mas isso já é coisa do passado...
- Ah é? E esburacar o sabonete com o pente de cabelo, você não considera como arte?
- Sim, eu considero arte, mas isso é passado, pai, hoje eu não faço mais isso...
- Mas você esburacou o sabonete ONTEM, Vanessa!
- Então, pai... e ONTEM não é passado????

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N.R. - Pois é... como ONTEM é passado e a Vanessa agora não é mais criança, e sim uma PRÉ-ADOLESCENTE, ela resolveu não mais escrever no VANEZILLA. Mas, para todos os fãs de seu antigo blog, a nossa pequena já quase maior que eu inaugurou o seu novo espaço: Sempre a Toda e promete escrever com bem mais frequência que a mãe dela...

domingo, outubro 11, 2009

À MINHA "AMIGA" HOMÔNIMA...

Você não está recebendo os seus e-mails do Portal do Mac Donald's? Ou os avisos de falta de pagamento do seu plano de saúde? Ou, ainda, as cobranças do seu professor para aquela sua tese que você ficou de entregar e até agora não entregou???

Pois é, minha amiga... talvez não seja problema com o seu e-mail, que deve funcionar bem. Sabe, a falta de recebimento das suas mensagens deve ser por um problema mais simples. Como você mandar o MEU endereço de e-mail para essas pessoas.

Sabe, querida homônima... eu costumo ser paciente. Até tentei explicar a alguns que as mensagens estavam indo para a Luciana errada. Comecei a marcar como spam. Pensei em mudar de endereço de e-mail, mas... entenda... eu sou meio ciumenta com essas coisas e, além do mais, tenho um certo carinho por aquele meu endereço, que ganhei com convite.

Quando comecei a receber mensagens de forward de pessoas que nunca vi (ou li) na minha vida, comecei a me incomodar um pouco, mas... convenhamos... ultimamente as coisas passaram do controle, você não acha???

Veja bem: eu sou casada!!! Durante anos puder gozar à vontade da cara do meu marido por ele ser adicionado no msn por meninas que recebiam poesias escritas no orkut pelo seu homônimo. Ele nunca pôde me responder à altura, mas você conseguiu dar todas as armas para ele. Pois pior do que alguém receber respostas a cantadas que nunca deu, é você descobrir que se cadastrou em sites de relacionamento e receber uma mensagem avisando que o Garotão Sarado mandou um beijo virtual para você!!!

Sentiu o meu drama??? Perdi completamente a moral aqui em casa!!!! O meu marido agora pode rir à vontade de mim, e não posso fazer nada!!! Porque parece que, quando você não recebe as mensagens de um determinado site de relacionamento, resolve se cadastrar em outro!!!!

Querida homônima: entendo que a solidão é complicada. Que você merece encontrar a sua metade da laranja. Mas, para isso, seria mais interessante se VOCÊ recebesse os seus recados e não eu, você não acha???

Então te peço, encarecidamente: POR FAVOR, mude o seu endereço de envio!!! Pela sanidade do meu casamento, pois está difícil de aguentar por muito tempo as risadas na minha cara.

Atenciosamente,

Luciana Farias,
sua colega homônima com endereço de e-mail parecido

segunda-feira, janeiro 19, 2009

O blog EEEPA, em seu serviço de utilidade pública, vem a este espaço avisar:

- CUIDADO COM A GRIPE AVOÁRIA!!!

O que é?
É uma infecção respiratória causada pelo vírus InfluenzaMigratoria. É altamente contagiosa e ocorre mais no início da primavera.

Como se desenvolve?
A Gripe Avoária, em seu período de incubação, tem como sintoma característico um cansaço acentuado na vítima. Após um período de 1 a 3 dias, esse cansaço se transforma em vontade de não sair da cama nunca mais, corpo dolorido como se tivesse sido pisoteado por uma manada de elefantes, garganta fechada para balanço e temperatura brincando de tobogã.
Após migrar por todo o corpo, o vírus aloja-se no cérebro da vítima, causando um curto-circuito nos ticos e tecos, deixando-a completamente avoada, causando-lhe uma série de inconveniências, como:
- ficar em pé olhando o telefone tocar, tocar, tocar e não se lembrar de atender;
- abrir a boca para falar e após dez minutos fazendo "hããããããmmm..." descobrir que não faz a menor idéia do que ia dizer;
- abrir um pote de pudim de chocolate e, ao invés de lamber o chocolate do lacre, lamber a testa da pessoa mais próxima;
- jogar depois o pote vazio dentro da pia e a colher na lata de lixo;
- entrar (a pé) em uma rua que não precisa porque a que ela ia entrar (a pé), tem uma placa de contra-mão (para os carros);

Atenção!
Se a vítima avoada já chegou nesse estágio, interne!!! Ninguém sabe o que ela poderá fazer a seguir!!!

Cuidados a se tomar até desaparecerem os sintomas:
- deixar a vítima avoada na cama, de preferência amarrada;
- evitar que ela manuseie objetos como facas e tesouras;
- se o avoado for dono de blog, não deixar que ele escreva textos, ninguém sabe o que pode ser publicado, nem ele!!!

OBS: este post foi originalmente publicado no EEEPA lá pelos idos de 2005. Sim, peguei novamente a avoária, e demorei dias para postar pois não conseguia me lembrar como procurar por este texto...

AAAAAAAAAHHHH!!!!! Para os que acompanham e se solidarizam com o meu regime, tem post novo no ACNA!!!

quarta-feira, janeiro 07, 2009

E CHEGAMOS A 2009!!!!!

Pois é. Sei que sumi. Não dei um aviso pra onde ia, se este blog iria continuar ou o quê.

Na verdade, tive o que muitos por aí definem como "pobreminhas téquinicos". Pobrema de PC, pobrema de net, pobrema de tempo e, principalmente, pobrema de tilt no cérebro. Vocês sabem como é? Você fica um tempo sem acessar a net e, quando vai abrir a sua caixa postal descobre que tem umas dez mil mensagens não lidas em cinco ou seis contas diferentes, comentários dos leitores fiéis deste canto que não me abandonam, além de 4785 recados no orkut, etc. Você, então, olha para tudo aquilo, tenta descobrir por onde vai começar a responder, começa a gritar de desespero e, por fim, desliga o computador sem ter feito nada. Por fim, quando o liga outra vez, está com tanto medo de surtar outra vez que decide entrar em férias de internet por tempo indeterminado.

Agora, passada a crise, retorno ao convívio de vocês. Aos poucos, pois a minha criatividade ainda está em tilt mas aos poucos ela volta. E há também outra questão: a Reforma Ortográfica. Sempre me preocupei em escrever num português razoável, mas agora não sei mais o que ainda é acentuado, o que não é, e não tive paciência de pesquisar melhor o assunto. Portanto, o EEEPA continuará sendo escrito, até segunda ordem, em português gramaticalmente errado segundo os novos parâmetros de nossa ortografia.

Ah, este ano, juntamente com o EEEPA, resolvi reativar o projeto ACNA (Associação dos Comilões Nada Anônimos), que comecei em abril do ano passado, quando estava entrando em desespero pelos meus 98 quilinhos e meio. A idéia é ser um lugar de auto-ajuda para todos os que estão cansados da famosa síndrome da Sanfona, e será escrito em parceria com a minha amiga Vivien, do blog A Casa da Mãe Joana. Lá há alguns posts, que foram prejudicados, da minha parte, pela minha crise de net, como já contei aí acima. Pois bem. O ACNA está reativado, quem se interessar ou quiser saber novidades de nossas dietas, por favor lembre-se de favoritar mais este endereço: http://acna-online.blogspot.com.

Por fim, um último aviso, para quem acompanha o blog do meu pai, também conhecido como JF. A internet lá no sítio deu um tilt maior que o do meu cérebro no final de dezembro e até agora o problema não foi resolvido. Papai está em crise de abstinência, quando dá muito desespero ele vai acessar a net na lan house do chinês lá da praça da Matriz, mas o serviço é precário, então ele não tem conseguido postar. Mas conto com vocês para uma corrente de pensamento positivo para que logo alguém consiga solucionar a net para deixar um blogueiro da terceira idade tremendamente feliz. Aliás, para quem não sabe, 1º de janeiro foi o aniversário dele, então podem lotar sua caixa de comentários, ok???

Bem, por enquanto é só. Aguardem as novidades por aqui, que serão muitas!!!

E um ótimo 2009 para todos vocês!!!!

domingo, outubro 12, 2008

VOVÔ BARBUDO...

Desde que se mudou para o sítio, Vovô JF volta e meia fica com preguiça de fazer a barba. E foi por isso que, na sexta-feira, ele chegou lá em casa barbudo. A Vanessa já reclamou:

- Vô, por que você não faz a barba?
- Porque eu estou deixando crescer para me candidatar a presidente daqui a dois anos!
- Ué... e pra ser presidente precisa ficar barbudo?
- Claro, Vanessa! O nosso presidente não usa barba?
- Usa sim... mas então, Vô, isso quer dizer que você também vai cortar um mindinho???
- Eu não!!!
- Ah, então pra ser presidente você também não precisa ficar barbudo!!!

Nem preciso dizer que no dia seguinte o Vô JF já estava sem a barba...

sexta-feira, outubro 03, 2008

AAAAAAAHHHH... época de Eleições...

Quem não se emociona? Propaganda Cômica Obrigatória na TV... seres com bandeirinhas e papelotes de candidatos a cada esquina... carros enfeitados até as rodas... alto-falantes berrando nomes e números... mala-direta pedindo voto para algum vereador... telemarketing com gravação de candidato a prefeito te ligando todo dia... enfim, aquela coisa BO-NI-TA que se vê a cada dois anos.

Este ano, até que a coisa está um pouco mais tranqüila. Graças à lei contra poluição sonora aqui de São Paulo, é raro ter que agüentar as musiquinhas que tínhamos que ouvir antes das eleições. É claro, de vez em quando alguém dá uma de sonso e você acaba se deparando em pleno centro da cidade com um carro com uma figura gigante em cima berrando a todos pulmões "Meu nome é Havanir!!!" Ninguém merece...

O pior é aquela sensação de perseguição. Outro dia, estávamos saindo de um lançamento de livro, quando vimos estacionado, a poucos metros de nós, o carro de propaganda do Maurício Borracheiro, candidato a vereador naquela cidade. A foto era daquelas clássicas, com o fulano com um sorriso do tamanho do mundo. Mas o que mais assustava é que, acima da foto clássica do candidato na porta, a cara do próprio Maurício Borracheiro sorria em carne e osso da janela do carro em pose idêntica à foto, olhando fixo para a nossa direção. Tivemos uma crise de pânico: "Ah, meu Deus... é agora que ele vem pedir o nosso voto! E nós nem moramos aqui! Ele está sorrindo! E está olhando pra cá!" Estávamos já para gritar "SOCOOORRO", quando passou por nós a igualmente sorridente esposa do Maurício Borracheiro, por quem ele estava esperando, parado dentro de seu Del Rey. UUUUUFA!!!!

Se há coisa que me dá desespero é topar com alguém pedindo o meu voto. Tenho uma certa fobia a estranhos que me abordam na rua, desde os vendedores de aparelho de massagear na 25 de Março até os entregadores de santinho de boca de urna. Se eu vejo um, fujo. Mas, quando estou no carro, atravessando a cidade e invariavelmente paramos atrás de um fusquinha ou chevete ou brasília-propaganda, sempre de outra cidade, andando a 20 metros por hora, aí já passo pra piada. Tudo para evitar que o Vagner entre na mesma fobia que eu e fuja, já que eu não dirijo.

Foi por esse motivo que outro dia, quando ficamos atrás de uma BMV-Propaganda (para quem não sabe: BMV= Brasília Muito Velha), já começamos a brincar. Pra variar, carro de outra cidade. O nome do candidato, escrito no vidro traseiro da BMV era "PAPA 15". Reproduzo mais ou menos o diálogo que se seguiu:

LUCIANA: -Ué... Será que o candidato papa quinze???
JULIANA: -Ai, eu não ia querer votar em candidato canibal...
LUCIANA: -Não necessariamente, Ju. De repente ele pode papar 15 bombons, 15 tortas...
JULIANA: -Ou 15 melancias, 15 pizzas...
VAGNER: -Eu já acho que não é nada disso. Na verdade, o candidato é o Papa.
JULIANA: -E o Papa pode se candidatar?
VAGNER: -Por que não? Ele já não foi eleito como Papa?
VANESSA: -É, mas nesse caso o número dele está errado.
LUCIANA: -Como assim, Nê?
VANESSA: -Ora, se o candidato é o Papa Bento, então aí não pode escrever Papa 15 e sim Papa 16!!

:-PPPPP ..........................

terça-feira, setembro 16, 2008

TRAGÉDIA!!!

Fim-de-semana ensolarado no sítio. Sim, quando digo "ensolarado", subentenda-se que foi no fim-de-semana retrasado, porque o tempo nesse último foi uma inhaca ao cubo. Ultimamente, quando vamos para o sítio, não vemos mais as nossas filhas. A Juliana, que agora é assumidamente uma adolescente, passa a maior parte do tempo no quarto, desenhando, e de vez em quando temos que retirá-la de lá à força, para não criar mofo. Exceto quando temos que ir até à cidade, pois aí ela é a primeira a aparecer, com a bolsa a tiracolo, doida para gastar um pouco da semanada em bugigangas. A Vanessa, por sua vez, recusa-se terminantemente a sair do sítio. Em geral, fica brincando com a amiguinha Gi, neta dos caseiros do meu vô e, quando estão os meus priminhos, aí as duas somem para a casa deles. Com os seus 9 anos, a Vanessa é a mais paparicada, agora que a Ju não brinca mais: ela é "A GRANDE", aquela menina que faz um bando de coisas legais que meninas de 7 e 6 não conseguem ainda fazer. Quanto a nós, adultos, aproveitamos para descansar: o Vagner vai tirar fotografia, eu fico brincando com os meus pássaros, vou observar os bichos, etc.

E eu estava no terraço à tarde, quando apareceram a Vanessa e a Gi, a primeira apoiada no ombro da segunda, que já foi me gritando, com ar de urgência:

- TIAAAAAAAA!!! ACONTECEU UMA TRAGÉDIA!!!
- Nossa!!! O que foi???
- O Fofinho pisou no pé da Vanessa!!!

"Fofinho", logo depois eu soube, é o nome do pônei da Bellinha, minha prima-sobrinha. E a Vanessa estava ajudando a guiá-lo, quando levou um pisão. Examinei o pé, e perguntei se estava doendo. Ela me respondeu:

- Bem pouquinho, mãe. Na verdade, foi uma tragédia bem pequenininha, porque só ficou meio esfolado...

Mas bem que a tragedinha rendeu. Não pra brincar, pois aí ela se esquecia de tudo, mas o esfolado serviu como desculpa para a cada cinco minutos a Vanessa aparecer para trocar de sapato, para "evitar que eles ficassem apertando o pé por muito tempo". Não foi de todo mal, porque a Juliana, que não agüentou o vai e vem da Nê toda hora lá no quarto, acabou vindo pra sala, suspirando: "Essa minha irmã..."

domingo, agosto 31, 2008

SE VOCÊIS PENSA QUI NÓIS FUMO IMBORA...

... Nóis inganêmo vocêis
Fingimo que fumo e vortêmo

... ÓI NÓIS AQUI TRAVÊIS!!!!!

SIM!!!!! Isto não é uma miragem!!! Você não está tendo alucinações!!! Finalmente, depois de um longo e quente inverno... temos post novo no EEEPA!!!!!

Também estava com saudades... li cada comentário que foi colocado aqui. Também recebi os recados que chegaram através do blog do meu pai que, aliás, neste tempo todo me cobrava um retorno. O que não deixa de ser engraçado já que, nos primórdios do blog dele, quem cobrava histórias novas era eu.

Mas vamos às explicações... sumi por oito motivos:

1- Acúmulo de trabalho;
2- Falta de cérebro pra pensar no que escrever no pouco tempo livre;
3- Período de descanso após os trabalhos para tentar recuperar o cérebro frito com a correria;
4- Preguiça mental durante as férias para sentar ao computador e escrever uma única palavra;
5- Correria para zerar contas antigas, e tentativa de colocar o apartamento em ordem;
6- Cérebro agora já descansado, mas concentrado apenas nos planos presentes e de futuro próximo;
7- Correria para REALMENTE arrumar o apartamento, depois de um mês e meio de enrolação.

Sim, você que é um leitor atento, vai reclamar agora dizendo que eu enumerei um motivo a menos do que eu anunciei. Falei que haviam oito, mas não consigo me lembrar qual era o último que eu ia contar. Não disse que o meu cérebro estava meio frito??? Da próxima vez, não duvide do que eu digo!!!

Mas também há novidades por aqui. Eis um pouco do que aconteceu nesse período de recesso:

- A família aumentou! Agora temos mais quatro "filhos": um casal de periquitos australianos, a Daiane Amélia dos Santos e o Soldado Amélio Brasil, e um casal de calopsitas, Bibiana Terra e Capitão Rodrigo Cambará.

- Nosso aquário teve uma baixa: Ed Fish, o nosso botia que morria pra dormir, resolveu dar uma morrida de verdade e agora mora lá na "peixolândia", que é pra onde todos os peixinhos vão, e cujo caminho mais rápido para se chegar é pelo vaso do banheiro (pelo menos isso é o que a minha mãe disse quando eu tinha três anos e chorei desconsolada depois de matar meu peixinho dourado de tanto tacar comida pra ele). Enfim, o substituto para o nosso Ed Fish foi um Oscar, guloso toda a vida e por isso mesmo "batizado" de Homer Simpson.

- As meninas cresceram! Agora sua mãe de uma adolescente que está bem maior do que eu e de uma que, no dia em que completou nove anos, me contou que estava no último ano de sua infância, já que quando fizer dez vai ser uma pré-adolescente.

- Lancei um livro na Bienal de São Paulo, parceria com a escritora Juliana Dalla, chamado "Nossa América do Sul". O lançamento teve até direito a entrevista numa rádio, com direito a engasgadas históricas desta que vos digita e que é conhecida por ser um poço de timidez.

- Conheci pessoalmente dois blogueiros: a bisavó Maith e o meu quase-colega-dinossauro Marco. E, de quebra, ainda tive uma materialização às avessas, a Mimi, que conheci pessoalmente e só agora vou começar a ler seu blog.

Daqui a alguns dias, comentarei de forma mais alongada sobre os assuntos acima, e mais alguns de que me lembrar. Por hora me despeço, que há muitos amigos para visitar!!!

quarta-feira, maio 14, 2008

- MEU PAI E O ESTACIONAMENTO -

Para quem não sabe ainda, no final do ano os meus pais se mudaram para o interior, a 80 km daqui de São Paulo. Levaram os seus serviços de contabilidade para lá, então mais ou menos uma vez por semana um deles vem pra capital para resolver algum trabalho e também matar as saudades dos filhos e netas. Por conta do Imposto de Renda, quem tem vindo para cá com mais freqüência é o papai, e ele já criou toda uma rotina: vem pra São Paulo logo depois do almoço, corre pra onde precisa, depois vai jantar com meu irmão e dorme na casa dele. No dia seguinte, termina o que precisa fazer e vem pra cá, para almoçar conosco em um restaurante aqui perto. Como só temos uma vaga de garagem, ele deixa o carro em um estacionamento descoberto, quase em frente ao meu prédio. Depois do almoço, o meu pai pega o carro e viaja de volta pra casa.

Pois bem. O tal do estacionamento aqui perto oferece serviço de lavagem do carro e, na primeira vez que o papai veio, aproveitou e o deixou pra lavar. Estava um baita sol, mas foi só chegarmos ao restaurante que desabou a maior chuva. E é claro que choveu no carro, recém lavado.

Na semana seguinte, ele tentou novamente. Estacionou o carro. A menina do guichê perguntou se era pra lavar, meu pai disse que sim. Passou aqui em casa, e nós fomos a uma churrascaria a alguns quarteirões daqui. Voltamos a pé, debaixo do maior temporal, encharcados e dando risada da cara do papai, que tinha outra vez perdido a lavagem. Ele, então, desistiu. Quando voltou na outra semana, assim que a menina perguntou: "é pra lavar?", respondeu:

- Eu não! Se eu lavo, chove...

Ela deu risada, e não perguntou mais. Com isso, paramos de tomar chuva na hora de ir almoçar. Acabou a época do Imposto de Renda, e o papai ficou algumas semanas sem vir pra cá. Veio só ontem, e fez toda a rotina de sempre. Hoje, na hora do almoço, o encontramos na rua, e ele foi contando:

- O carro ficou lá no estacionamento para lavar, vamos ver se dessa vez vai!
- Bom, pai... pelo menos o tempo tem estado seco por aqui.
- É, eu falei para a menina: espero que dessa vez não chova. E ela me respondeu: olha, se chover hoje no seu carro, o senhor ganha uma lavagem grátis da próxima vez.

... E, adivinhem só???? Quando vier novamente pra São Paulo, papai não vai precisar pagar pra lavar o carro!!!! E, se alguém estiver com problema de seca em sua cidade, já sabe o que fazer, chame o meu pai...

domingo, maio 11, 2008

SER MÃE É...

... passar a semana inteira fingindo que não vê as filhas escondidas para fazer os seus presentes de dia das mães;
... ficar esperando ansiosamente pelo domingo, pra descobrir o que fizeram desta vez;
... ganhar um porta-trecos feito de garrafa de coca-cola que mal cabe em sua mesa, mas que você vai deixar lá atravancando, toda feliz;
... pensar em uma nova arrumação na gaveta do criado-mudo, que já está cheia com a coleção de bilhetes e cartões já ganhos em anos anteriores. E você, portanto, quebra a cabeça para saber o que dá para tirar de lá para caberem mais bilhetes e mais cartões.

SER UMA MÃE BLOGUEIRA É...
... após dizer às filhas que o maior presente de todos foi tê-las, ouvir da caçula que o bom de ser mãe é que elas ganham presentes em dois dias, no aniversário e no Dia das Mães, e que "depois você escreve isso lá no seu blog, né, mamãe?"

E SER MÃE E FILHA AO MESMO TEMPO, O QUE É?...
... é saber com toda a extensão o que é o amor da minha mãe, e ser a pessoa mais realizada do mundo por ser filha dela, uma mulher de 60 anos que até hoje carrega a alma de uma criança e me passou a mesma alegria de viver.

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E, neste Dia das Mães, não poderia deixar de colocar uma homenagem a uma amiga blogueira que já comemorou muitos e muitos dias das mães, não só por ser mãe, como também por ser avó, e bisavó, a querida Maith. No último dia 3, tivemos a felicidade de "materializá-la". Nos próximos dias, comento mais sobre o assunto (não o fiz ainda por falta de tempo de baixar as fotos aqui no computador...

quarta-feira, maio 07, 2008

- SIM, AINDA ESTOU VIVA!!!...

... mas devo confessar que a coisa anda preta em matéria de tempo. Nos primórdios do EEEPA, ainda no Blogger Brasil, eu era uma contabilista frustrada, com horário de trabalho, fins-de-semana livres e etc. Agora sou uma desenhista realizada, sem horários, fins-de-semana, etc. Sabem como é... ou não temos nada de trabalho, ou aparece tudo ao mesmo tempo. Enfim, eu JURO que assim que sobrar uma folga e cérebro faço todas as visitas que estou devendo, tanto aos amigos antigos como aos novos que têm passado por aqui.

Estava aqui pensando no que postar, e me lembrei que esqueci de fazer o repost da terceira parte das telefonices, para quem tem preguiça de procurar nos links. Lá vai, então, tal como foi postado na época, e com um pequeno update:

- TELEFONICES (3ª PARTE) -

Nos tempos atuais, é comum atendermos a três tipos de ligação:

- engano (geralmente por confusão de nossos [des]serviços);
- telemarketing;
- pedidos de doação.
* Update de 08/05: hoje eu diria que há um quarto tipo, os agradáveis telefonemas de cobrança. *

Engraçado, antigamente era mais comum recebermos ligações de trote. Volta e meia, acontecia lá em casa. Eu devia ter uns oito ou nove anos quando aprendi a atender ao telefone e, em uma das primeiras vezes, aconteceu:

- Alô???
- Alô, é do açougue?
- Não...
- Ué, eu pensei que estava falando com o bofe!!!

Pronto!!! Desliguei na cara do engraçadinho. Fui contar para a minha mãe, e ela caiu na gargalhada:

- LUUUUUU!!! Você desligou na cara do seu PAI!!!

OK. Além de ser péssima fisionomista, não reconheço com quem falo no telefone... Mas que culpa tenho eu do meu pai gostar de passar trote lá em casa???

domingo, abril 13, 2008

FAZENDO REGIME...

- Mãe! Quanto que você tem de altura?
- 1,67, Vanessa.
- Aaaahhh... por isso que a Juliana é maior que você, né?
- É... se ela está com 1,76, com certeza ela está mais alta que eu.
- Mas quando você terminar de emagrecer, você vai ficar mais alta, né, mãe?
- Não, Nê, eu vou continuar com a mesma altura, só vou ficar mais leve.
- Ah... é que eu pensei que a pessoa ficasse maior...
- Porque parece que a pessoa é mais comprida?
- Não!!! Porque quando a gente aperta uma coisa gorda, ela fica esticada!

segunda-feira, abril 07, 2008

TELEFONICES - PARTE 5

No episódio anterior, foi narrada a minha briga com a Dona Telesp com direito a gerundismo e tudo. Se você perdeu, é só descer o seu cursor para ler o post anterior que, é claro, se chama Telefonices 4. E vamos continar com a história!!!

Muito bem. Havia mudado o número da minha linha, sabia qual era ele e as pessoas conseguiam me achar. E enfim vivemos felizes para sempre? Na verdade, até a segunda-feira seguinte, perto de 8:00 da manhã, quando me toca o telefone:
- É do Bar Flamingo?
- Não, minha filha, não é daqui.

Desligou. Na minha cara. Alto altamente divertido pra se acontecer quando se está acordando.
8:30... o telefone toca de novo. Dessa vez, era voz de homem:
- Alô! Bar Flamigo? A que horas vocês abrem?
- Olha, moço, não faço a menor idéia.
- Mas como... semana passada eu liguei e vocês sabiam!!!
- É... mas acontece que o número mudou. Agora é residência.
- Ah, tá... - desligou. Mas sem acreditar muito no que eu estava falando.

Pois é. Lindo... O nosso tão sonhado número novinho em folha, que não constava da lista, era de segunda mão. E de um bar na região do Itaim. Aliás, pelo jeito, bem movimentado, já que nesse dia e nos seguintes continuaram ligando sem parar atrás do bar Flamingo. Quando já estávamos quase pensando em trocar de linha outra vez, finalmente a coisa sossegou. Não sei se foi feita uma divulgação do novo número, ou se o bar fechou por falta de freqüência, já que, aparentemente, todos os clientes ligavam antes aqui pra casa.

Até que, de uns meses pra cá, começamos a receber ligações estranhas...

- Alô!!! Dra.Maria Fernanda???
- Não tem ninguém com esse nome. Aliás, aqui é residência...
...

- Bom dia!!! Eu precisava levar umas amostras...
- Desculpe, mas eu acho que você ligou pra lugar errado.
...

- Oi!!! Eu queria falar com a Inês do laboratório!
- Olha, não é daqui...
- Mas aí não é o Banco de Sangue?
- Hmmm... não, aqui AINDA é residência. Apesar de que, em alguns momentos, se parecer mais com filial do hospício.
- Ok! HAHAHA...

Depois dessa, eu acessei a internet. E descobri que o que separa o meu telefone do telefone do Banco de Sangue é apenas um numerozinho de diferença; Mas pelo menos, da próxima vez que me ligarem, eu posso dizer:
- Bom dia! Se você quis falar com o hospício, ligou para o lugar certo. Se quis falar com o Banco de Sangue, então tente o outro número!

sábado, março 29, 2008

TELEFONICES (4ª PARTE)

Não, não adianta você procurar a 3ª parte dos posts sobre Telefonices aqui neste blog. Acontece que os dois primeiros foram reposts do meu primeiro EEEPA, e o terceiro ainda se encontra lá. Se tiver paciência para esperar, em breve eu reposto aqui. Se não estiver, então só resta passear lá pelo meu antigo endereço, onde ainda se encontram os arquivos dos primórdios de meus tempos de blogueira. Já falei sobre meu antigo celular. Sobre o primeiro telefone lá de casa, quando eu era criança. Sobre as ligações de trote que levávamos. Em outra ocasião, apesar de não ter nomeado o tópico de "Telefonice", narrei a perda de meu celular.

Mas a vida continua, e o assunto sempre rende novos posts.

A história abaixo começa depois de eu solicitar uma mudança de linha para a Telesp. Motivo? A dona antiga da linha havia dado um golpe na praça e volta e meia recebíamos telefonemas de ameaça, aqui em casa. O procedimento seria simples: você ligava para a Telesp. Solicitava a mudança. Após alguns dias, um atendente te retornava a ligação para avisar quando o número da linha seria trocado e qual seria o seu número novo. Mas é claro que, já que Murphy sempre impera nessas horas, tivemos dois probleminhas técnicos nessa mudança que me obrigaram a ligar pra Telesp pleno sábado de manhã...

- Telesp, bom dia. Em que podemos estar ajudando?
- Bom dia. Eu solicitei uma troca de linha. A mudança era pra acontecer na quinta-feira, só foi feita hoje, e ninguém consegue ligar pra cá. Nem no número antigo, nem no novo. Vocês poderiam verificar o que está acontecendo, por favor?
- Um minuto... qual o nome completo do assinante?
Informei o nome do Vagner.
- Qual o antigo número da linha?
Informei o antigo número da linha.
- Qual o novo número da linha?
- E eu vou saber, minha filha???? Se é justamente por isso que eu liguei!!! Sei que o número que DEVERIA SER esse (disse o número), mas foi feita a mudança e ninguém consegue me achar! Você poderia me informar se o número está certo, por favor???
- Desculpe, mas não vou poder estar informando esse número.
- Como não????????
- Não vou poder estar informando porque a pessoa que ligou solicitando essa mudança pediu para não estar informando esse número.
- Sim, mas a pessoa que ligou solicitando essa mudança fui eu!
- Mas nós não podemos estar informando, você vai ter que estar ligando na segunda-feira para o nosso número de informações para estar solicitando que estejam te enviando essa informação.
- PÉRA... então VOCÊS mudam a minha linha num SÁBADO, sendo que era pra ser durante a semana, mudam para um número que EU NÃO SEI QUAL É e me informam que só daqui a DOIS DIAS eu posso descobrir qual é o número da minha linha, porque vocês não podem me informar já que EU MESMA solicitei que não era pra informar pra ninguém??? É ISSO?????
- Sim, infelizmente eu não vou estar podendo fazer nada.
- NÃO VAI ESTAR PODENDO FAZER NADA PORRA NENHUMA!!!! PORQUE SE ESTIVER ACONTECENDO DE EU NÃO ESTAR RECEBENDO ALGUMA LIGAÇÃO DE EMERGÊNCIA PORQUE NINGUÉM SABE O NÚMERO DO MEU PRÓPRIO TELEFONE, EU VOU ESTAR PROCESSANDO VOCÊS!!!!!!!
- Ah, um minuto, que vou estar tentando passar para outro departamento.
Passam-se alguns minutos. E volta uma voz de homem:
- Pois não?
- Olha, é o seguinte: eu gostaria de descobrir qual o telefone da minha própria casa, porque vocês não querem me informar, já que solicitei que o número não constasse da lista, ele era assim (disse o número) e me foi informado que seria mudado para esse... - comecei a dizer o número novo e fui interrompida:
- Ah, é aí que está errado. Não é 44, é 48...

Argh... problema resolvido? Não. Porque, após finalmente descobrir o número novo aqui de casa, ainda restava ligar para toda a minha lista de amigos e parentes para avisar. Ah, eu não sabia ainda, mas COMO fazia falta não existir internet para simplesmente mandar um e-mail...

E quanto à linha nova???? Bem... continua no próximo post.

UPDATE DE 31/03 (respondendo ao comentário da Luma): essa história descrita acima aconteceu em 1900 pré-celulares e identificadores de chamada. Portanto, só dependendo da Telesp, que nem privatizada tinha sido ainda...

sexta-feira, março 14, 2008

MOMENTO FOTOGRÁFICO DA FAMÍLIA EEEPA...

OOOOOOOOH NÃÃÃO!!!! O PEIXINHO MORREU?????
... NÃÃÃÃO... ELE SÓ ESTÁ DORMINDO!!!

Afinal, em casa de doidos até os peixes têm que ser bizarros... E assim, apresento vocês ao Eddie Fish, nosso Botia Palhaço que, além de gostar de dar uma morridinha na hora de dormir, também tem como passatempo enterrar caracóis na areia para depois comer...

sábado, março 08, 2008

MULHERES DA MINHA FAMÍLIA

Tia Lucília. Irmã de meu bisavô. Esquisita toda a vida, chegava na casa dos outros dizendo: "Estou chegando, mas já estou indo embora. Posso tomar um pouco da sua água?" A bolsa ficava sempre debaixo do seu braço, "para não ter perigo de alguém roubar". E sempre com a etiqueta da loja, porque afinal ela nunca sabia se um dia iria devolver a bolsa ou não. Tia Lucília, nascida ainda no século XIX, se formou professora, em uma época em que poucas mulheres estudavam. E sempre esteve disposta a custear os estudos dos parentes que não tinham condições financeiras para tal.

A história da minha família é toda assim, formada de mulheres excêntricas e ao mesmo tempo de fibra. As que foram donas-de-casa, sempre deram retarguada para que a família pudesse crescer, como a minha bisavó Carolina que, apesar de analfabeta (meu trisavô italiano não a deixou aprender a ler para não ter perigo de receber carta de amor), criou muito bem os seus seis filhos, incluindo a minha avó Amélia, que sempre cuidou da administração da casa de meu avô e cantava que Amélia era mulher de verdade. Ou a minha bisavó Núncia, que ajudou a segurar a família quando o marido perdeu toda a fortuna das fazendas de café. Bisavó dos santinhos, tinha um para cada filho, e uma Nossa Senhora que ficou gasta de tanto ser rezada na revolução de 32, quando os três filhos homens foram lutar. Todos voltaram. Essa minha bisavó uma vez deu uma bronca na mamãe por causa de sua minissaia. Segundo ela, estava muito comprida, onde já se viu usar saia na altura do joelho se todo mundo usava mais curta? Ou ainda a minha avó Lucy, de todas a mulher mais organizada que eu vi na vida, que às dez da manhã já estava com a casa toda arrumada e de batom na boca. Ela foi a avó dos provérbios, como "Quem usa, cuida" ou "se você só tiver que falar mal de alguém, então não fale!"

Minha mãe é um capítulo a parte. Eterna moleca, que nos faz rir a qualquer momento. Mulher que para pensar precisa falar antes e troca tudo. Que, quando o meu pai precisou de ajuda, trocou a profissão que exercia pela contabilidade, e aos quase 40 anos voltou pra escola para se formar contadora. Para fazer dupla com ela, só mesmo a minha sogra, Gil, que veio da Bahia aos 16 anos e conseguiu sustentar os três filhos costurando pra fora. Fala o que está pensando, e é dona de uma gargalhada única, que consegue desbancar até a da minha mãe. E, contrariando clichês sobre sogras de filhos, as duas se deram sempre muito bem.

Essas são algumas mulheres que fizeram de mim e de minhas filhas o que somos hoje. Mulheres brasileiras, que lutaram e ainda lutam por um futuro melhor. No dia de hoje, nesse movimento pela valorização da mulher brasileira, o meu primeiro pensamento é para elas...

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O EEEPA hoje está participando do MEME "Pela valorização da Mulher Brasileira", tema proposto pela Meire e pela Lys. Também estarei participando no meu outro blog, o "Cantorias".