
(Pausa para os aplausos: EEEEEE!!! CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP CLAP)
Meu peso atual? Sei lá. Por volta de 90, acho. Há um ano que não tenho coragem de pisar numa balança. Quanto perdi? Ahhhh... acho que vai um mês para eu ter coragem de saber quanto estou pesando. De qualquer forma, tenho uns 15 quilos até chegar no ponto em que as pessoas olham para você e falam "Ah, mas você não é gorda" (o que significa, em linguagem também delicada: "cheinha"). Sim, porque precisaria muita boa vontade para olhar pra mim no momento e falar: "Ah, você não está gorda". Isso é... talvez se ela me olhasse através daqueles espelhos de parque de diversão que esticam tudo. Bom, deixa pra lá.
É verdade que as piadas em relação ao meu peso andam meio pesadas (sem trocadilho). Mas eu realmente não subo na bicama da Vanessa, de medo de quebrar. E olho duas vezes para saber se vou passar em algum espaço mais apertado. Ou seja, usando as sábias palavras do meu amigo Ayrton Mugnaini, no momento sou a Mulher-Etapa. (Pausa para uma breve explicação para os leirores mais novinhos: há muitos e muitos anos o Cursinho Etapa usava o seguinte slogan em seus comerciais: "Mais de você em você mesmo"). Cheguei ao ponto que, ou descambo de vez, ou tomo um jeito e me reeduco. Reeducação é mais barata. Roupa de gordo é muito cara, vão por mim...
E assim lhes informo que estou resistindo bravamente, apesar dos sonhos eróticos envolvendo barras de chocolate, bolachas recheadas e outros afins. Estou vivendo há quase quatro dias à base de muita salada, muita fruta, chá, água e o resto em doses bem menores. Ainda estou na fase crítica, que em geral dura umas duas semanas. Que é aquela em que você tem que se segurar para não ter recaídas, que geralmente são aquelas em que no desespero você come a primeira coisa que vem pela frente. Mas sou precavida, e deixo cenouras espalhadas pela casa, para essa emergência. A coisa é mais ou menos como já vi um ex-fumante fazer: quando tinha vontade de pegar um cigarro, ele colocava um palito de cenoura na boca. Eu não fumo, mas de qualquer forma a cenoura eu posso comer. Como diz o meu pai, "cenoura faz bem pra vista, afinal você já viu coelho de óculos?"
Bom, este foi o primeiro Boletim da ACNA. Que volta outra vez a qualquer momento. Enquanto isso, continuem na torcida para a minha busca dos 25 quilinhos a menos!!!!
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AAAAAAAH!!! Sei que estou devendo contar para vocês como foi em Brasília, mas só o episódio do aeroporto na ida daria um post de três páginas de blog e ainda não consegui resumir. Mas chego lá. Enquanto isso, se vocês quiserem uma prévia, entrem no post que o meu pai escreveu a respeito em seu post Transporte Aéreo de 5º Mundo em País de 3º Mundo. Apesar de que, só pelo título do Post vocês já podem imaginar como foi...