segunda-feira, março 01, 2010

VOLTANDO PRA CASA...

Pois é. O tempo passa, este blog ficou praticamente às moscas e, de todas as mudanças que aconteceram nesse período, acho que a mais drástica se deu com as minhas filhas. Lá nos primórdios do EEEPA, eu tinha duas crianças. Agora, tenho uma adolescente e outra que pretende ser. Até o ano passado, ambas estudavam na mesma escola, aqui perto de casa, e já iam sem acompanhamento dos pais, mas, neste último ano, a Juliana passou a pegar ônibus para cursar o Ensino Médio em seu novo colégio, o que nos deixou com a incumbência de começar a treinar a Vanessa para voltar sozinha para casa.

Quem já passou por essa adaptação com os filhos, sabe como é. Quem ainda não passou, deve se lembrar de como foi quando chegou nessa fase: a cada dia os pais combinam de se encontrar com seus filhos em um ponto diferente, até que se sintam seguros de libertar seus rebentos de baixo de suas asas e os deixem soltos por aí. Foi assim aqui em casa com a Juliana, e tem sido assim com a nossa caçula. Nos primeiros dias, eu a pegava no portão da escola, mas depois comecei a combinar com ela os novos pontos de encontro:

- E aí, Vanessa, onde você quer que eu te encontre hoje? Na esquina de escola?
- Não, mãe... ainda é longe.
- E onde que você quer então?
- Ah! Pode ser encostada no muro da escola, no meio do caminho entre o portão e a esquina?
- Tá bom.

Uns dois dias depois a própria Vanessa me pediu:
- Mãe!!! Não precisa mais me esperar no meio do caminho, agora pode ser na esquina, viu?
- Tá.

E continuamos assim: a cada dia eu perguntava, e o nosso ponto de encontro foi mudando: pra esquina do outro lado da rua do muro da escola, depois a esquina já mais longe da escola... no meio da calçada entre essa esquina e a outra esquina... Até que hoje, finalmente, eu a vi atravessar em segurança a rua mais movimentada que tem para chegar aqui em casa. Eu estava no meio da calçada entre essa rua e a minha, e perguntei:

- E aí, Vanessa, continuo te esperando aqui ou você quer me encontrar mais longe?
- Já pode ser um pouquinho mais longe, mãe.
- Esse pouquinho mais longe é na esquina daqui de casa?
- Não, mãe! Pode ser mais longe ainda!!!
- Ué, mas o ponto mais longe ainda que resta então é eu ficar dentro de casa e te esperar lá!
- Isso mesmo, mãe! Eu quero que você me encontre em casa!!!

Minha caçulinha está crescendo...

6 comentários:

Priscila disse...

^^ que bonitinha...
Adorei se blog, ele realmente tem um clima familiar. Boa semana.

J.F. disse...

Nossa!!!... Minhas netas ja são uma adolescente (7 centímetros mais alta que eu) e uma quase adolescente (alguns centímetros mais baixa que eu). Como eu tô véio!!!

Nina disse...

E eu, então, que fiquei a avó-baixinha!
É tão bom vê-las, embora muito apegadas à família, já começando a trilhar seus caminhos.

renata disse...

q graça q elas estão... leio seu blog há tanto tempo, qdo elas ainda eram bem crianças.. eheheh... bjs.

PULCRO disse...

Que orgulho!
Estava com saudades das divertidas postagens.
Voltei!!!
Beijos.

Pulcro.

maith disse...

Oi Lu!
Que saudade! Saudade de suas passadas pelo meus blogs e de abraçá-la pessoalmente. Você foi uma de minhas primeiras amigas virtuais. Era tão assidua nos meus blogs! Mas, sei que a vida nos leva sempre por outros caminhos! Que tal vir passar um domingo comigo como daquela outra vez? O convite é permanente, mas nem precisa esperar por ele. É só me dar um alô: Tô indo! Ou mesmo fazer uma surpresa.
Um abração e um grande beijo com m/saudade!