segunda-feira, abril 07, 2008

TELEFONICES - PARTE 5

No episódio anterior, foi narrada a minha briga com a Dona Telesp com direito a gerundismo e tudo. Se você perdeu, é só descer o seu cursor para ler o post anterior que, é claro, se chama Telefonices 4. E vamos continar com a história!!!

Muito bem. Havia mudado o número da minha linha, sabia qual era ele e as pessoas conseguiam me achar. E enfim vivemos felizes para sempre? Na verdade, até a segunda-feira seguinte, perto de 8:00 da manhã, quando me toca o telefone:
- É do Bar Flamingo?
- Não, minha filha, não é daqui.

Desligou. Na minha cara. Alto altamente divertido pra se acontecer quando se está acordando.
8:30... o telefone toca de novo. Dessa vez, era voz de homem:
- Alô! Bar Flamigo? A que horas vocês abrem?
- Olha, moço, não faço a menor idéia.
- Mas como... semana passada eu liguei e vocês sabiam!!!
- É... mas acontece que o número mudou. Agora é residência.
- Ah, tá... - desligou. Mas sem acreditar muito no que eu estava falando.

Pois é. Lindo... O nosso tão sonhado número novinho em folha, que não constava da lista, era de segunda mão. E de um bar na região do Itaim. Aliás, pelo jeito, bem movimentado, já que nesse dia e nos seguintes continuaram ligando sem parar atrás do bar Flamingo. Quando já estávamos quase pensando em trocar de linha outra vez, finalmente a coisa sossegou. Não sei se foi feita uma divulgação do novo número, ou se o bar fechou por falta de freqüência, já que, aparentemente, todos os clientes ligavam antes aqui pra casa.

Até que, de uns meses pra cá, começamos a receber ligações estranhas...

- Alô!!! Dra.Maria Fernanda???
- Não tem ninguém com esse nome. Aliás, aqui é residência...
...

- Bom dia!!! Eu precisava levar umas amostras...
- Desculpe, mas eu acho que você ligou pra lugar errado.
...

- Oi!!! Eu queria falar com a Inês do laboratório!
- Olha, não é daqui...
- Mas aí não é o Banco de Sangue?
- Hmmm... não, aqui AINDA é residência. Apesar de que, em alguns momentos, se parecer mais com filial do hospício.
- Ok! HAHAHA...

Depois dessa, eu acessei a internet. E descobri que o que separa o meu telefone do telefone do Banco de Sangue é apenas um numerozinho de diferença; Mas pelo menos, da próxima vez que me ligarem, eu posso dizer:
- Bom dia! Se você quis falar com o hospício, ligou para o lugar certo. Se quis falar com o Banco de Sangue, então tente o outro número!

17 comentários:

Morcego disse...

Oi Lulu
Putz! E você queria sossego? Eh...Eh...Eh...
Agora, disfarçando, passa o número do Banco de Sangue... Eh...Eh...Eh...
Um dia super show, com bons ventos e ótimos vôos.
Um grande e fraterno abraço.

Nadezhda disse...

O número de casa e do da pedreira são bem parecidos. O que é difícil mesmo, é convencer as pessoas de que elas discaram o número errado.

Mas o pior mesmo é quando me acordam perguntando se é da casa de tal pessoa, e quando digo que não, desligam na minah cara.

;)

Nina disse...

KKKKK
Eu tenho um colega de trabalho que todo dia uma criatura liga pra ele perguntando por Matias. O engraçado é que ele fica vermelho de raiva e o outro fica tentando convencer que o telefone é do tal do Matias sim!
Já disse ao meu amigo pra emplacar uma conversa e pelo menos nos render umas risadas as custas do outro e não dele. Dia desses ele até tentou, mas não tem vocação pra enrolar os outros e acabou desistindo da estória no meio do caminho....

Nina disse...

É filha querida, a nossa família está "fadada" a ter telefone parecido com lugares muito estranhos!
Você se lembra da história que eu contava de que ,quando eu era pequena (tinha 4 ou 5 anos), o nosso telefone era casa igual ao da Maternidade do Brás. Então... Era rara a madrugada em que meus pais não eram acordados por alguém querendo saber se "fulana de tal já teve o bebê?". O detalhe é que a casa era um sobrado e o telefone ficava no térreo.
Estou morrendo de saudades de vocês
Beijos

DO disse...

Isto é o que eu chamo de A zica,hehehe.
Ninguem merece,LU.

Bacio!

Georgia disse...

Aff! Nao me fale sobre isso. Ninguém merece.

Eu vim te convidar para fazer parte da blogagem coletiva contra o analfabetismo no Brasil.
Esse é um assunto que incomoda todo mundo. A blogagem será dia 18 de abril. Qualquer coisa pode perguntar sobre a blogagem que eu te explico.

Vou gostar se você puder fazer parte. Acredito que você tenha muito para escrever sobre este assunto.

Obrigada

casualeblog disse...

Eita, já passamos muito por isso aqui em casa...

Déia disse...

rsrs, aqui em casa o telefone tb era quase igual o da quadra de tênis que tinha em frente
por 2 vezes que quaaaase que reserevei quadra, mas no fim minha consciência de anjinho falou mais alto... rsrsrs
bjo

itiro disse...

Felizmente não sofri muito com esse tipo de enganos, mas o que recebo hoje em dia de telefonemas querendo vender coisas e fazer "pesquisas de opinião" é de deixar louco...
Engraçadíssimos os textos, embora não possam ter sido para quem viveu na pele...
Um grande abraço!

Sílvio _pulcro disse...

Que bagunçada danada.
Hehehe!

http://pulchro.blogspot.com/

ViviMaia disse...

Aqui em casa procuram por uma tal de Goreth
Ai como já a muito tempo ligam atrás dela já virou cutumeiro, mas as vezes pergunta se aqui é bar, onde vende gás e por ai vai...
hauahauahuahaahau
Mas tem coisas que parecem que acontecem apensa conosco neh?!
Mas olha já parou os telefonemas?
=P



como vc tá Lu?
Saudades da suas visitas
Fica com Deus
Até mais
Beijones

Noslen ed azuos disse...

Na minha casa, logo quando a comprei, mandei instalar o tel
(no passado era de uma sorveteria)
...domingão de manhã:
-Oi tem sorvete!,
...depois de várias explicações... passei a responder:.
iii derreteu tudo...;
pelo menos no inverno eu podia dormir sossegado.

Abraços

NS.

Marina disse...

Hahauahuahuhuhuahuahau!!
Queria eu ter essa presença de espírito quando ligam por engano pra minha casa...

Beijo, Lu!

Blog do Beagle disse...

Tivemos um problema qualquer no nosso número, muuuuuuuitos anos atras. Meu Pai atendia ao chamado e quando perguntavam se era do tal lugar que não me lembro, ele dizia: Não, aqui é do cemitério! kakakakaka Meu Pai tinha cada uma! Bjkª e boa sorte. Elza

Claudinha disse...

Oi querida amiga!
Ahahaha, não é só com você não. Eu não mudei o número, ele sempre foi meu, mas mesmo assim tem uma lan house e o hospital com números parecidos. Era uma chatice, mas o Szafir atende e diz que é da funerária Só Falta Você e o BB diz que é da casa do coveiro. Assim, driblamos um pouco a raiva... Beijos!

Raquel Linhares disse...

UuhhahahuauhAhuHUAhuHUA
Lá em casa eles confudem com as Casas Volt, que vende, adivinhe, material para instalações elétricas.
Ligam tanto pra lá perguntando disso que eu já falei pra minha mãe começar a vender fiação!

Marco disse...

Rá! Rá! Rá!... Ainda bem que você leva tudo com bom humor. Mas veja bem: de bar para banco, mesmo que de sangue, não deixa de ser uma evolução!
Tem mais causos de telefonia? Ou a novela acabou? Se acabou, é pena, pois tenho me divertido bastante com estas histórias. Mas admito que não devia ser nem um pouco divertido acordar com alguém perguntando pelo bar. Durante um tempo, me acordavam perguntando se era da loja de material de construção. Eu não levava a história com o seu humor...
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.